quarta-feira, 27 de abril de 2016

A próxima desventura dos que são governados por António Costa.

O André Abrantes Amaral escreve no que poderia ser candidato a um dos dez melhores blogues em Portugal --- e ganhar o prémio --- que é O Insurgente.  Quase sempre escreve algo que faz sentido.  E desta vez escreveu um artigo em que posso concordar a 50% e discordar a 100%.  Eu sei!, coisas de matemática opinativa...

O artigo é este: A Próxima Aventura de António Costa.  Diz o André (ou Prof. Amaral, que não nos conhecemos de lado algum):

O Plano Nacional de Reformas (PNR) e o Pacto de Estabilidade (PE) que o Governo apresentou permitem-nos concluir que António Costa não pensa cumprir a legislatura. Mais: que o primeiro-ministro visa ser popular para, na altura certa, e perante um motivo devidamente encenado, se demita e concorra a novas eleições que espera finalmente ganhar.
Nisto concordo a 50%.  O Primeiro-Ministro-em-Usurpação pretende ir a eleições.  Mas não as espera provocar.  Sabe que basta esperá-las.  Pois a crise virá de fora, ainda este ano.

Ou seja, António Costa não espera governar o país com este PE. Na verdade, este plano visa apenas que a geringonça continue até que Costa se demita. Para tal, Costa precisa de algo para mostrar a Bruxelas, mas que não coloque o BE e o PCP em xeque.
Concordo a 50%.  Costa sabe que o tempo lhe está a favor.  Os estímulos monetários do BCE vão rebentar cedo ou tarde, através de uma de duas razões: a emergência da guerra com a Federação Russa ou a exaustão económica.  O Ocidente, manigante económico, necessita da guerra para poder ter apontado o dedo a alguém pelo colapso económico.  Essa guerra está a ser provocada pelo Ocidente desesperado que esta comece, visto que o pavio nestes dias anda curto.

O isco vai dar nisto!
Ora bem, o Costa não tem necessariamente um plano maquiavélico que possa executar melhor do que esperar pelo mal que vem de fora.  E, mais importante, é do interesse do Costa que o PCP e o BE se estrepem, que tenham umas lições de gravidade à la Newton.  O PS quer esses votos para 1) governar à vontade, 2) não ter que partilhar os lugares e 3) não se dar com pessoas pouco recomendáveis que dizem apoiar, mas continuam a mandar farpas.

O Governo cai quando Costa se demitir numa encenação à altura das suas capacidades políticas. Nesse momento, no auge da sua popularidade, apresenta-se a eleições para ganhar a legitimidade de governar um país com um Estado falido. Falido, não por sua culpa, mas por uma causa qualquer, não sabemos ainda qual, mas que, certamente, alterará o cenário político que conhecemos hoje. Uma coisa é certa: o jogo político que Costa iniciou em Outubro ainda não terminou.
Discordo.  O governo cai quando Costa fingir desespero porque o dinheiro deixa de lhe chegar de fora porque os juros começam a subir à estratosfera.  Há uma data que despoletará isto: 23 de Junho.  Qualquer que seja o resultado do referendo (Brexit ou fraude), os mercados de capitais ficarão com um grande amargo de boca em relação aos preguiçosos do Sul da Europa.  O Governo Costa cairá quando o primeiro salário ou pensão deixar de ser pago, com os fundos de emergência deixados prudentemente pela Maria Luís Albuquerque para o que desse e viesse acabarem por se dar e vierem ter às mãos dos amigos do regime.  Fundos que se querem líquidos, preparados para uma emergência, transformados em tijolos e dívida do Estado ao Estado.

Ainda este ano.  Talvez antes do Verão.

Caro André, Costa não tem jogo nenhum.  Este é o governo da improvisação.  A seu tempo ao Centeno cairá a espiga e será o culpado de todos os males.  A seu tempo o PCP será força serôdia e bafienta e o BE um bando de taralhoucas na nossa imprensa --- que por uma vez dirá a verdade, mesmo se a serviço do PS.

À atenção de Nicolás Maduro

Devia escrever isto em espanhol, mas o meu primeiro dever é para aqueles que me leem em português.  Terei de estar confiado na existência de lusodescendentes em Caracas que possam traduzir isto ou, mais provavelmente, na grande probabilidade de isto nunca ser lido em Caracas.

Se o Maduro quer acabar com a crise energética, proponho que passe a debitar os seus infindáveis discursos para um tubo que se ligue ao carburador de um motor de combustão interna.  Com tanto metano nos flatos verbais que debita, deve iluminar toda a Venezuela e ainda poder exportar energia para o Brasil.

Agora a sério: vendo o que sucede na Venezuela, onde até o petróleo falta, como podem os venezuelanos cá do sítio (PCP, BE e a metade mais fedibunda do PS) falar-nos de injustiça social?  Não veem eles que os cheiramos à distância?

 
E agora restam três


Dão-se alvíssaras se conseguir alguém encontrar um país comunista onde exista por mais de quatro anos liberdade e abundância --- ou mesmo uma delas.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Será que eles sabem coisas que eu não sei?

A Rússia disponibilizou em 2015 mais 150 ogivas estratégicas ao seu arsenal nuclear. Nesse período os Estados Unidos diminuíram-nas 57.
A Rússia faz voos rasantes com um Sukhoi 24 ao navio americano USS Donald Cook no Mar Báltico. Há dois anos atrás fazia-os no Mar Negro.

Hoje mesmo a China anda a fazer testes com mísseis multi-ogiva no Mar do Sul da China.

O novo avião F-35 americano tem sido um fracasso.  Os russos andam a construir o T-50, que diretamente compete com o F-22, já em uso pelos Estados Unidos.  O F-35, uma verdadeira maravilha da técnica, perdeu os combates de treino para os vetustos F-15 e F-16 (Portugal tem F-16 no seu arsenal).  As maravilhas informáticas são muito boas, mas tenho as minhas dúvidas se um F-35 poderia fazer o que fez o Netz, o nome dado ao velhinho F-16A da Força Aérea Israelita, que tem no seu palmarés 6,5 derrubes e 1 reator nuclear destruído (veja-se a imagem seguinte):

Stencils na fuselagem do Netz

O F-16 já vai na versão I, e no entanto a máquina do tempo da Guerra dos Seis Dias é o avião com mais derrubes do Mundo.

Nenhuma máquina consegue ser melhor do que o homem --- pelo menos no presente.  As máquinas não têm razão nem imaginação.  Reagem a estímulos, mas apenas da maneira que os programaram.  Os homens são inteligentes --- desde que que não sejam socialistas, claro está --- e adaptam-se por si ao pior.  NO caso português, isto vai valer-nos muito nos próximos tempos, os da Costarástrofe.

Se a Rússia se fartou --- e não faltam razões para estar farta --- da arrogância dos Estados Unidos do Nobel da Paz, não é a Rússia que está na mó de baixo, pelo menos militarmente.  Continuo a dizer que o fim deste ano vai levar a uma surpresa deveras explosiva, se entretanto nos Estados Unidos a Hilária for escolhida pela fraude eleita.

Os esforços para acabar com a economia russa têm surtido um efeito inesperado: segundo o independente Centro Levada --- uma empresa de sondagens--- na Rússia neste momento têm pior opinião dos Estados Unidos do que nos tempos da URSS.  Nos órgãos mais achegados ao governo sugere-se de vez em quando o uso de armas nucleares a bem da paz do Mundo.  É claro que ninguém no governo russo se responsabiliza por tais idiotices, nem lhes dá seguimento, mas a sugestão está lá.

É como a capa do Correio da Manhã: IVA a 25% segura salários e pensões.  Vê-se se a opinião pública reage mal, e se reagir (como reagiu aliás) ninguém no PS no governo é responsável por tais declarações, e isso é uma outra tontice que anda no ar.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Há coisas que, sinceramente, acho uma completa perda de tempo

Paul Daniels. Ao menos este era um mágico a sério.

Porque é que se discute as medidas do Plano Nacional de Reformas, também chamado PEC 5, se estas medidas não são coisas para cumprir? Há alguém neste país, dotado de mais neurónios que um burro, uma lesma, uma amiba ou mesmo até da Esganiçada-Mor, que acredite que quando o PS orçamenta está a fazer algo mais que um misto de frete e de propaganda?

Enquanto decidimos se o Cartão de Cidadão deve também ser de Cidadã, Alimária e Couve-Roxa (os últimos cedências ao Partido das Bestas e à contra-reação vegetariana da calhauzada), o mago faz desaparecer o dinheiro à vista de todos. Ao menos um mago de circo, um honesto mágico, teria uma assistente jeitosa, para mover as mãos e as pernas nuas, afastando a vista dos dedos do artista enquanto este procede às suas prestidigitações. O artista Costa, o que temos, apenas nos tem dado a senhora cuja será um dia o maior argumento para a obrigatoriedade da burka.

Vejamos:

  • O Bloco diz apoiar as mulheres. Mas apoia o Islão, que as oprime como ninguém. Com feministas assim os barbudos agradecem.
  • Detesta os cristãos e os judeus, que não matam ninguém pela imposição do seu credo. Mas compreende, apoia e aceita o muçulmano que nos acha impuros a todos e que nos quer converter à força ou a perder a cabeça ao recusá-lo.
  • Diz defender os pobres, mas dá a impressão que os pobres do BE ganham em excesso de EUR 3000 mensais e fingem trabalhar na disfunção pública, de onde nenhum incompetente, imbecil ou incapaz foi alguma vez despedido. Os outros, que ganham o ordenado mínimo são, com certeza, escumalha, e têm de pagar com os seus impostos os pobres que o BE defende.
Da próxima vez que as mal-educadas e (obrigado, Pedro Arroja!) esganiçadas falarem em hipocrisia, sugiro que naquelas caras de beleza pouco duvidosa porque inexistente se reutilizem os vegetais podres de Portugal que, de outra forma, iriam parar aos aterros sanitários.

Sobre a palavra do PS

"O governo está disponível para aliviar esta tributação se o petróleo subir", disse Mário Centeno, ministro das Finanças, durante a conferência de imprensa de apresentação da proposta de Orçamento do Estado (OE) para 2016 que foi entregue esta sexta-feira, 5 de Fevereiro, no Parlamento.

O petróleo subiu de 27 para 42 dólares entretanto. O ISP não desceu e o Governo nem quer ouvir falar dessa hipótese (não está disponível, portanto).

terça-feira, 21 de julho de 2015

Canción que critica el sistema de salud cubano se vuelve viral







De flash drive em flash drive, isto corre pela ilha de Cuba.  É uma canção sobre o excelente sistema de saúde cubano, escrita e cantada por um cubano.



Se der azia aos nossos escarralhados, sugiro que vão a Cuba curar-se.  Livramo-nos deles de vez.



E a canção é curtida.  ¡Es pegadiza!










quinta-feira, 9 de julho de 2015

Morra aos 70. Não fica cá a fazer nada. Dizem os democrápulas.



Um sistema público e universal de pensões e de saúde mais cedo ou mais tarde terá de dar nisto: na limitação de vida das pessoas.  O que os democrápulas americanos chamam «aconselhamento de fim de vida» é mesmo isso: aconselhar as pessoas que já estão a tornar-se um peso no sistema (e que tendem a ter juízo e a votar conservador) a abdicar da sua vida e a deixarem-se matar.

Que ideia exagerada, painéis de morte!

Não há nenhum sistema público de saúde ou de pensões que não venha a ser arrebentado por dentro pelo hábito persistente de as pessoas se deixarem viver mais anos na vã esperança de que os seus netos se resolvam a sair da casa dos pais e a constituir família antes do aparecimento das primeiras rugas neles.

Como as mulheres portuguesas não querem ter filhos (e não me venham com essa do não podem ou do teriam se...), o sistema de segurança social teria cinco anos a funcionar.  Teria se a guerra não viesse entretanto, como estou convencido de que virá.

No fundo isto funciona assim: damos a todos um sistema de saúde público mas!, e lá vem o mas, com a limitação de recursos apenas os que se acharem em boas condições para viver terão os necessários cuidados médicos para defender a sua vida.  Fora os velhos, os deficientes, os doentes crónicos!  Custam mais do que metem no sistema, fora com eles.  A menos, é claro!, que sejam, sei lá, primos de um político importante ou mesmo o político importante.  A esses há que dar merecidos reconhecimentos.

E os opositores políticos e os que não admirarem a belíssima gestão dos democratas americanos que tantos casos exemplares tem, como Detroit, Baltimore, Chicago, a Califórnia e Ferguson.

Mas em Portugal já há muito que temos um serviço público de saúde!

Não é estranho que os políticos socialistas, que tanto defendem o serviço público e o ÉsseÉneÉsse, vão todos ou tratar-se ou morrer aos hospitais privados?

Partido Socialista, pior que frei Frei Tomás: vê bem o que ele diz, e verás o que não faz.

Não lhe parece estranho que todos os funcionários públicos vão, ao abrigo da ADSE, tratar-se no privado?  Não deveriam, sei lá, tratar-se no público?  Não faria mais sentido?

Quando em casa de ferreiro há espeto de pau...

Uma família genuína

Os americanos têm andado com as bandeiras do arco-íris para cá para lá.  Nessas revoluções coloridas se vai a família e o Ocidente.
Já há uma petição para tornar esta a bandeira dos Estados Unidos


Os russos têm uma nova bandeira, a da família genuína (настоящая семья):


Russia Unveils ‘straight’ Flag
Bandeira da família genuína


Em versão francesa: a manifestação para todos

Pergunto: qual destas bandeiras assegurará a prosperidade da sociedade e a felicidade do indivíduo?

Em nota, a bandeira russa diz-me mais que a francesa: tenho três filhos (16, 14 e 10).