terça-feira, 30 de dezembro de 2014

É preciso mesmo a guerra?

Trégua de Natal em 1914: confraternização de soldados ingleses e alemães

Em 1914, no Natal, os soldados baixaram as armas, saíram das trincheiras e confraternizaram. Caladas as armas, trocaram prisioneiros, e até chegaram a comer juntos e a jogar futebol. No dia 26 a trégua continuou. No dia 27, os soldados foram obrigados a voltar às trincheiras e a rearmar-se, sob as críticas severas dos oficiais superiores.

Se as armas se tivessem calado de vez, a Primeira Guerra Mundial teria acabado ali, poupando milhões de vidas. Vítimas mortais da guerra, vítimas de fome e dos racionamentos ou vítimas de ferimentos e de amputações que roubaram o resto da vida.

A decisão de fazer a guerra pode ser dos líderes, mas os povos é que as travam. O Bernardino Machado mandava lutar os outros, mas ficou sempre no conforto dos palácios de Lisboa. Se os povos recusarem o ódio, e os soldados baixarem as armas, as guerras cessam. E se os líderes querem lutar, pois que lutem uns com os outros diretamente. Sem que eu e os meus sejam englobados.

É isto que Ron Paul tem a dizer sobre esta trégua, neste artigo, que vale a pena ler.

Ron Paul, uma das figuras de proa do movimento libertário
A mensagem encorajadora que deveríamos retirar da trégua de Natal de há cem anos atrás é que, dada a oportunidade, a maioria dos humanos não se querem matar uns aos outros. O líder nazi Hermann Goering disse durante os julgamentos de Nuremberga: «Naturalmente, as pessoas comuns não querem guerra; nem na Rússia nem na Inglaterra nem na América, ou já que se fala nisso nem na Alemanha.» Mas juntou o seguinte: «o povo pode ser sempre levado à vontade dos léderes. Isso é simples. O que se tem de dizer é que eles estão a ser atacados e denuncia-se os pacifistas por falta de patriotismo e por expor o país ao perigo. Funciona da mesma maneira em qualquer país.»

Cuidado com 2015. Vendo a imprensa portuguesa, parece que Putin é o diabo. Vendo a imprensa russa, somos o mafarrico. Talvez fosse tempo de os nossos jornalistas (nossos e dos russos) começarem a contar a verdade que existe, e não a que lhes ditam. E se é verdade que a Rússia está a ser provocada à guerra por nós, deveríamos primeiramente desconfiar de tudo o que nos sussurram ao ouvido através de uma imprensa manietada.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Do Costa Concórdia, o filho pródigo

O retorno do filho pródigo, de Murillo

Antes de o filho pródigo ter voltado ao pai, ficou teso e andou a chafurdar com os porcos. mas caso o filho pródigo António Costa chegue ao governo, poderemos estar descansado: não ficara teso.

Ficaremos nós.


Adenda: aconselho a leitura dos seguintes artigos, para ver no que nos metemos se ele chegar ao poleiro:

É bom aprendermos com os erros dos outros e péssimo quando damos aos outros oportunidade de aprender com os nossos erros.

E os vermilhóides no Brasil vão fazendo os seus danos.

Dívida em função do PIB no Brasil. Note-se a tendência estratosférica.

O Brasil está em maus lençóis. Não é só o preço do petróleo que está a fazer vítimas também por lá. É também o despesismo populista da Dilma e dos seus proto-comunistas descarados.

Veja-se onde anda o défice primário. O défice primário é o défice antes de pagamentos da dívida. Quem quer negar a dívida ou sabe que tem um défice primário firmemente no lado positivo ou acaba por ficar sem dinheiro e sem crédito no mercado.

Défice primário no Brasil. Economia a enterrar-se.

Finalmente, onde está o défice real? Bom, lamento pelos bons brasileiros que votaram no Aécio terem de partilhar a sorte dos que levaram o Brasil à bancarrota, que não tarda, por haverem acreditado nas promessas da Dilma.

Saldos no Brasil. O saldo das contas nacionais anda a 9,9% negativos.

O amigo Lula recebeu um Brasil limpo pelo Fernando henrique Cardoso. Mas isso não foi o real motivo da prosperidade (bem real) durante o seu consulado. Foram os preços elevados do petróleo, os quais os portugueses sofreram na década passada, que levaram o Brasil a subir as exportações. Ora, qualquer economia que se vicie a exportar hidrocarburetos acaba por esquecer que o que está em cima pode descer. E que, num país como o Brasil, não há desculpa para não se ser rico. Há razões. Bem vermelhas.

Aviso para Portugal, agora que o Costa se lambe pelo poder.

Guerra na Europa? Não em meu nome!

60 personalidades alemãs lançaram uma carta aberta chamada «Outra Guerra na Europa? Não em nosso nome!». A carta foi publicada no Die Zeit, um jornal diário conservador, e foi assinada por nomes como Horst Teltschik (CDU), Walther Stützle (SPD), e Antje Vollmer (Verdes). E por atores, escritores e outros não políticos. O sentimento é partilhado da esquerda à direita.

O original da carta está em Die Zeit. Existe uma cópia traduzida da carta aqui, em inglês, para os que não souberem ler alemão.

O primeiro parágrafo é notável:

Ninguém deseja a guerra. Mas os Estados Unidos, a União Europeia e a Rússia estão inexoravelmente a dirigir-se à guerra se não terminam de uma vez e espiral desastrosa de ameaças e contra-ameaças. Todos os europeus, incluindo a Rússia, têm conjuntamente a responsabilidade da paz e da segurança. Apenas aquele que não perde esta meta de vista evita erros desastrosos.

Se pudesse, daria a minha assinatura a esta carta. O ciclo de acusações e de contra-acusações está a tornar-se perigoso para a Europa. Se seguimos a política desastrosa da asinino-ministração Obama, sofreremos o mesmo destino que esses que nem no símbolo do partido enganam ninguém.

Curso de ação estabilizador: Fazer ouvidos moucos aos burros de Washington. Levantar todas as sanções contra a Rússia. Convidar a Rússia e a Ucrânia a integrar a União Europeia como observadores ou mesmo num processo de pré-adesão. Obrigar a Ucrânia a reconhecer o russo como segunda língua oficial. Reconhecer a integração da Crimeia na Rússia em troca de a Rússia abandonar quaisquer outras pretensões no leste da Ucrânia. Finalmente, com a paz estabelecida, enviar tropas da OSCE (sim, russas incluídas) manter a paz no leste da Ucrânia. No longo termo, forçar os Estados Unidos a aceitar o convite à Rússia e à Ucrânia para integrarem a NATO, lembrando-nos nós que oram os Estados Unidos que recusaram essa integração aquando do tempo de Gorbachev.

Quem está do nosso lado não é nosso adversário. E uma mão estendida faz mais pela paz que mil canhões assestados. Por fim, não há nada na Ucrânia nem em lado nenhum que valha o início de uma guerra entre países democráticos.

A jeito de se tornar o maior país cristão do Mundo

Celebração cristã na China

A China, misteriosa e grande, é neste momento um dos maiores países cristãos do Mundo. Estima-se que perto de 150 milhões de chineses sejam cristãos. Um em cada dez chineses. Membros do partido comunista são oficialmente 85 milhões. Há quase dois chineses por cada comunista. E isso preocupa as autoridades, que sentem o controlo a fugir-lhe dos pés.

No momento presente, o GMail está bloqueado pela Grande Firewall chinesa. As celebrações de Natal foram proibidas em todos os infantários e creches na China por ser coisa «estrangeira» e «não chinesa». Várias igrejas têm de arrancar as cruzes que as cumeiam, por ordem das autoridades, ou arriscam-se a ser demolidas. Os chineses, cristãos convictos, católicos e protestantes na sua maioria, são incomodados pelas autoridades. O comunismo, que e odiado por praticamente todos os chineses (menos 6% da população, os tais 85 milhões), arranjou um némesis.

Ao ritmo presente, em 230 a China terá mais de 250 milhões de cristãos, nas estimativas mais conservadoras. O número pode vir a ser duas vezes maior. Os membros do Partido Comunista vão morrendo e talvez no fim desta década se situem em menos de 50 milhões. No fim da década haverá 4 chineses por cada comunista. Eles, os comunistas, sabem-no. Se o cristianismo fosse violento como o islamismo (veja-se o que acontece no nordeste, onde vivem os uigures), haveria realmente razão para preocupação do resto do Mundo. Se deixarem o cristianismo medrar, a China será um país mais feliz.

E quanto a ser estrangeiro, até o budismo foi estrangeiro na China. O cristianismo já foi estrangeiro na Europa. Mas foi apenas quando a Europa abraçou o cristianismo (e em parte dela se fez a reforma protestante) que a Europa se tornou a luz da liberdade e das nações. Agora, que o rejeitamos, estagnamos. Breve virá a queda.

Talvez então venham os chineses reenvangelizar-nos e lembrar-nos do bem que, estupidamente, decidimos rejeitar.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Feliz Natal

Vários me perguntaram se os mórmones como eu festejam o Natal. Sabemos que não responderei com uma palavra o que posso responder com mil. E como uma imagem vale por mil palavras, deixem-me mostrar o que significa o Natal para mim, para a minha família e para os Santos dos Últimos Dias (Mórmones). Tudo de mórmones para todos os que se moverem com o Natal e com a história mais bela do Mundo.


A história mais bela do Mundo: a Natividade




Mil pessoas juntam-se aos The Piano Guys para celebrar o Natal




Uma música composta pelo nosso Rei João IV ganha majestosa vida com a interpretação do Coro do Tabernáculo Mórmone




The King's Singers e o Coro do Tabernáculo Mórmone: The Twelve Days of Christmas




O Holy Night




E assim, feliz Natal para todos.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Mikhail Gorbachev: America needs a Perestroika



Mikhail Gorbachov em entrevista a 19 de Dezembro de 2014.



Mikhail Gorbachov sobre os eventos presentes. Tem de ser visto. A América do Obama precisa mesmo de uma Perestroika.


Uma entrevista poderosa de quem admira a América de outrora e quer a paz no Mundo.


Esperamos um feliz 2015. 2014 foi a antecâmara do inferno.


A China está a preparar-se...

Com mísseis intercontinentais com várias ogivas teleguiadas. Já em testes.

O novo míssil intercontinental chinês DF-41.

Boa sorte a desenvolver um sistema anti-mísseis para estas coisas.

Como se estima (estima!) que a China terá cerca de 10.000 ogivas nucleares, faltava-lhe um veículo melhor que o anterior, o DF-31. Ei-lo em testes e pronto para a produção. O DF-41 tem um alcance de 12.000 Km, podenndo assim atacar a maioria do território americano a partir de um ponto oriental na China, ou quase toda a Europa a partir de um ponto ocidental. Os russos têm a missão facilitada, pois usam a rota polar. E assim os Estados Unidos estão a 20 minutos de distância através de um SS-25 (RT2PM em russo).

Entretanto os Etados Unidos têm menos de 450 veículos LGM-30G Minuteman-III em prontidão. E menos de 300 mísseis submarinos (288 no máximo pelos acordos START). Dos quais 50% estão sempre no porto, de acordo com a ordem executiva PDD-60 (de Bill Clinton). Só a Rússia tem 1550 ICBM (terrestres). Faltam os marítimos. Da China pouco sabemos, mas podemos assumir que estarão mais ou menos iguais à Rússia, devido ao acordo que têm entre si.

Quem está de fora, como eu, diria que os Estados Unidos estão a ser desarmados para um ataque externo pela sua própria liderança. Apenas posso concluir isso. E tal isso tem um nome: traição.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Afinal há inteligência neste Mundo.

A Coreia do Norte, que faz encaminhar a sua Internet pela Unicom, a companhia chinesa de telecomunicações, está sem Internet. Inicialmente pensou-se em ataque informático tipo denial of service, onde milhões de pedidos são efetuados aos servidores, por forma a colocá-los fora de serviço. Mas, pelo menos desde há uma hora atrás, a rede está completamente inacessível. Alicate?

Cão sem dentes não morde.

Quem está correto, a Europa ou a Rússia?

Apoiantes do Estado Islâmico atacam a polícia na Alemanha.

A 4 de Fevereiro de 2013, o Presidente Vladimir Putin dirigiu-se à Duma, num discurso sobre tensoes entre minorias. Traduzo e transcrevo uma parte.

Na Rússia vevem russos. Qualquer minoria, de onde quer que provenha, se quer viver na Rússia, trabalhar e comer na Rússia, terá de falar russo e terá de respeitar as leis da Rússia. Caso prefiram a Lei Sharia, aconselhamo-los a irem para os países onde a Lei Sharia seja a lei do estado.

A Rússia não necessita das minorias. As minorias precisam da Rússia e nós não lhes iremos dar privilégios especiais, ou tentar mudar os nossos valores para satisfazer os seus desejos, não interessa quão alto eles gritem «discriminação». É melhor que aprendamos dos suicídios da América, da Inglaterra, da Holanda e da França, se queremos sobreviver como nação.

Os costumes e as tradições russas não são compatíveis com a falta de cultura ou com os costumes primitivos da maior parte das minorias. Quando este corpo legislativo pensa em criar novas leis, deverá ter em mente em primeiro lugar o interesse nacional, tendo em conta que as minorias não são russos.

Compare-se isto com a situação na Europa. Por exemplo, na Suécia:

Com os muçulmanos a representarem cerca de 77% de todas as violações, e existindo uma equivalência entre o aumento das violações e o aumento da população muçulmana, o resultado da imigração muçulmana é uma epidemia de abusos sexuais levados a cabo por uma ideologia misógina.

Ou este artigo, que nos deveria acordar: Islamic State Supporters Visible Across Europe.

O Ocidente decadente deveria estar a copiar a Rússia e não a tentar provocá-la para a guerra. O nosso inimigo não é a Rússia. O inimigo vive no nosso meio. Fala a nossa língua. Não são todos os imigrantes, bem longe disso, mas é o número suficiente para fazer estragos. Quem quer mudar os nossos valores para valores civilizacionalmente inferiores deve ir viver nas esterqueiras onde esses valores são implantados. E deixar Portugal aos portugueses, a França aos franceses e a Rússia para os russos.

domingo, 21 de dezembro de 2014

Conselho para lidar com a Coreia do Norte.

Um alicate é mais poderoso que muitas palavras

Não consegue fazer ciberataques quem não tiver acesso à rede mundial de computadores.

Não consegue ser atacado quem não estiver ligado à rede mundial de computadores.

Basta decidir onde é que o alicate tem de atuar.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

O Rui Carmo não tem razão, e não me apraz dizê-lo.

O Rui Carmo, d'O Insurgente escreveu uma artigo de título Rússia em modo vintage, onde cita um artigo mal escrito da RT.com, Central Russian region bans crisis… from public speech. Neste último artigo diz-se, com uma tradução sumamente infeliz, que o governador da região de Kaluga Oblast proibiu o uso da palavra crise no discurso público.

O problema é que o governador nem pode impedir os cidadãos nem a imprensa de usar as palavras que ele quiser. O que ele proibiu é o uso dessa palavra nos discursos estatais, dos documentos emitidos pela Região de Kaluga Oblast. Qualquer pessoa que conheça a Rússia sabe que o tipo está na calha para se tornar um personagem de anedotas e outros ditos jocosas, como os chuchkas, os alentejanos lá do sítio, os polacos, os franceses, o Rabinovitch (um judeu avarento e traidor) ou o Michka (um miúdo traquinas e inocente). Uma espécie de Bocage em cirílico, é o que ele vai, a meu ver, acabar por ser.

O Rui Carmo, que já produziu diversos artigos a criticar o putinismo, bebe das fontes erradas. A Rússia não está a voltar aos tempos do KGB. Pelo contrário, pouco a pouco abre a sua liberdade. É isto que o Rui Carmo não consegue ver, com as notícias em segunda mão das agências ocidentais. Essas sim, bem compinchadas com a escarralhada vigente, que adorou a União Soviética, mas detesta a Rússia — e apenas espera que a Rússia se revolucione para o passado.

O Rui Carmo clama que é uma anedota dizer que na Rússia existe imprensa livre. Pois pode ficar descansado, pois a há. A Nezavisimaia Gazeta é contra-Putin quanto pode. O Kommersant, o jornal económico de referência na Rússia, é do mesmo grupo. Jornais em inglês abundam: Daily City Times é editado em São Petersburgo e não é de forma alguma alinhado com Putin.

Deixei-lhe este último comentário. Ponho-o aqui porque sumariza o que penso da Rússia de hoje.

Já antes lhe tinha dado sobejos exemplos de jornais russos em russo escritos no território russo e que são tudo menos simpático para o Putin. Mas até lhe dou dois com edição em inglês: Kommersant e Petersburg Times. Se os ler, (e pode ir buscar os URL ao Google), verá que, bom, são muito pouco simpáticos para o Putin.

Lembre-se de que a aceitação do Putin pela população (e isso graças ao Ocidente e às estúpidas sanções) é de 85% nestes dias. Há muitos jornalistas enfatuados por ele e até Gorbachev se bandeou pelo Putin — o que deixou muita gente por cá espantada. Contudo, continua a haver oposição, e continuam a publicar jornais e rádio e TV na Rússia, dentro do território russo.

Nunca me ouviu clamar que a Rússia é perfeita. Quando muito estará um pouco mais livre que Portugal foi durante o Sócrates e das suas tentativas de manipular a imprensa. Ora, a Rússia está a ir no sentido da liberdade, e só não nota quem está em Portugal. Rui, pode dizer o mesmo de Portugal?

O José Milhazes farta-se de escrever de dentro da Rússia contra Putin. Já recebeu ele alguma visita do FSB? Já foi despedido da sua cátedra ou impedido de escrever? Lembra-se do que aconteceu ao José Manuel Fernandes em Portugal?

Poderia uma imprensa totalmente controlada fazer os seguintes artigos (que escolhi propositadamente em inglês)?

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Estado é liberdade? Homessa!!!

Pus este comentário em resposta a um comentador que se nomeia Euro2cent, no artigo d'O Insurgente Debate na FEP. O Euro2cent acha que o Estado deve limitar a liberdade dos cidadãos para que a sociedade funcione (corrija-me ele se estiver errado na caixa de comentários). Eu acho que o Estado deve suportar a liberdade dos cidadãos, limitando-se a ele próprio.

Eis o meu argumento. Transponho aqui (com umas ligeiras modificações) porque o problema é atual e pertinente no tempo em que vivemos.


Euro2cent

O problema de o Estado querer definir a liberdade de cima para baixo é que o Estado não existe. É uma construção humana, controlada por humanos, que têm as suas próprias mundivisões e que, fruto da natureza humana, conflituam com as suas, as minhas ou as do seu vizinho em alguma coisa.

Por exemplo, eu sou mórmone. Não sou católico. Vivo num país de maioria católica, em plena liberdade religiosa. Não tenho problemas com a Igreja Católica Apostólica Romana, mas terei problemas com aquela minoria católica que acha que ou se é católico ou não se pode ser português (infelizmente, mesmo sendo uma minoria residual, há-a). Nunca aceitaria um estado que pudesse coartar-me à adoração religiosa da maneira estatalmente correcta, especialmente se essa fosse ateísmo puro.

A liberdade dos povos não deve ser definida por organizações de criminosos e de fraude, como o Estado é, quando este acaba por crescer demasiado. O caso presente. E se acha que eu exagero ao chamar o Estado que temos uma organização de criminosos, reveja a definição de crime e de associação criminosa. Distinga-a do presente estado mastodôntico, se puder. Eu não consigo.

O Estado deve definir um conjunto mínimo de restrições à liberdade. Chamemos-lhe os últimos seis dos dez mandamentos, se quiser, e algo mais. Tudo o resto deve ser protegido pelo próprio estado. O Estado não deve dizer aos cidadãos o que devem ou não fazer, mas apenas impedi-los por lei de fazer algo quando os legítimos interesses de outrem estiverem a ser violados. As liberdades devem ser primeiro negativas, direito à vida, à livre associação, ao exercício da religião, à prossecução da felicidade, às liberdades económicas, à propriedade, à circulação, e algumas mais. Só neste espírito devem ser proclamadas leis (não matarás, não furtarás, não dirás falso testemunho contra o teu próximo, não iniciarás violência, não violarás, não exercerás poder injusto, não utilizarás capangas, não negarás aos outros o acesso através das tuas propriedades, não usarás esse acesso para estragar a propriedade alheia, etc.).

Ora, as leis que temos são despóticas, usadas para proteger os incumbentes na riqueza do ímpeto dos insurgentes. O Estado está capturado pelos interesses especiais e usado primeiramente para manter o poder económico nas mãos dos que o detêm,mesmo que uns peões enriqueçam e empobreçam no processo. [Ainda estou abananado com a falência do BES, que nunca julgava possível, por o Estado ir sempre meter a mão direita, aconchegadora e aparadora e amiga destas personagens, enquanto a outra me vai à carteira.] O problema do Estado grande é, em suma, ser uma máquina que protege a ineficiência da economia e que escraviza os cidadãos em torno de um projecto dos que capturaram o Estado em vez do inverso, que é proteger a livre concorrência, a liberdade individual e o primado do indivíduo.

A Europa espicaça o urso. O urso afia as garras.

Enquanto andamos a discutir sanções à Rússia e mesmo a entrar em conflito aberto com ela, a Rússia prepara-se para uma guerra que não deseja. Em 2015 gastará 3,3 mil milhões de rublos em armamento (mais ou menos 40 milhões de euros ao câmbio atual) de companhias russas. Se o valor parece pequeno, repare-se que a Rússia já está bem equipada em armamento nuclear (no que esmaga o Ocidente), e em cavalaria (tanques e veículos blindados). Aposto que parte das compras é a modernização da vetusta AK-74 (a modernização da Kalashnikov) para a mais moderna AK-103, onde esta ainda não fizer parte do kit. Isso e também blindagem pessoal.

Fuzil de assalto AK-103, a nova incantação da Kalashnikov

Continuo a dizer isto: mais vale termos a Rússia do nosso lado. Disputo os clamores de tirania em relação a Putin. Nunca os russos foram tão livres. Nem no tempo do Craz o foram. Se a Rússia está longe de ser uma democracia perfeita, caminha pouco a pouco nessa direção. Nós, o Ocidente, é que caminhamos na inversa. Ambos os lados têm propaganda. A Rússia não está isenta disso. O Ocidente, e eu vivo cá, tem-na bem pior.

A guerra, em boa verdade, já começou. É uma guerra que os Estados Unidos sabem que vão perder. Uma guerra económica, pela supremacia financeira. A Rússia está prudentemente a comprar ouro, e pode estar a preparar-se para padronizar o rublo ao ouro. O monstruoso orçamento aprovado recentemente nos Estados Unidos (afectuosamente chamado Cromnibus) torna impossível a remissão da dívida estadunidense. O dólar está sob fogo. E se Clinton criou uma guerra na Europa, na Bósnia, para tramar o Euro que nascia e divertir as atenções do vestido azul da menina Lewinski, também o correligionário Obama criará uma guerra para acabar com a ameaça russo-chinesa ao poderoso dólar.

Roteiro dos próximos meses: mais uns escândalos sobre Juncker nos próximos meses. Depois direi mais. O Mundo está imprevisível a doze semanas, dependente dos caprichos de alguns e dos medos dos que neles mandam. Uma coisa sei: a Rússia emergirá mais forte do que antes. Quem quer a paz prepara a guerra, e quem se prepara dorme descansado.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Primeiro os Estados Unidos, agora a Rússia

Os russos estão a ponderar enviar tropas para a Ucrânia. É certo que são os escarralhados do partido da Rússia Justa (Справедливая Россия, 64/450 na Duma) que andam a tentar que isso se realize, mas o russo comum, garanto-vos, está farto da prepotência dos Estados Unidos da América.

Por exemplo, na Rússia, ser chamado maricas americano é o supremo insulto nestes dias. É certo que a economia russa parece estar abandalhada pelo dólar fraco e pelo preço fraco do petróleo. Mas não acreditem no que vos dizem: os russos sabem contrair, poupar e vencer os cercos por exaustão do invasor. Temos exemplos disso pela história inteira, sobejos e cabais. Não são os mimalhos do Ocidente os que povoam a Rússia nestes dias.

Os europeus também já foram assim, valentes sem bravata. Não é preciso ir muito atrás no tempo. Lembram-se de Londres em 1940, sob os bombardeamentos alemães? De Portugal a aguentar uma guerra colonial (concedo que injusta) de várias frentes nos anos 60 e 70?

Espero que os russos se contenham e não respondam às ameaças. O Obama vai acabar a estrepar-se, até aqui na Europa. Cedo ou tarde o Juncker terá a incumbência de conter incêndios, os quais deflagrarão na vontade de os povos se sujeitarem à Neo União Soviética, aliás União Europeia.

Os povos podem dividir-se em dois: ou entram no comunismo (ou Podemos, ou Siriza), festejam seis meses a multiculturalidade e vão de frosques, esmagados pela dívida e pelos indigentes na própria sociedade; ou fazem reformas liberais, sofrem dois ou três anos e fazem passo a passo um futuro em que vale a pena viver. A escolha é nossa, dos povos.

Mas é a última escolha. Já temos demasiada tralha do passado para nos darmos a experimentalismos. Se escolhemos o socialismo, bom!, preparemo-nos para o empobrecimento a sério.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Agora os Estados Unidos entram em guerra com a Ucrânia contra a Rússia?

A RT (aqui, em russo) está a dizer que aeroportos na Ucrânia estão a ser fechados, por ordem dos militares, por toda a Ucrânia. Os motivos indicados são «de força maior». Sem mais. Um trabalhador do aeroporto de Zaporozhye, mais ou menos a 100Km a Oeste de Donetsk, disse, segundo o blogue Colonel Cassad, que estavam a ser instaladas torreões de defesa no perímetro do aeroporto, e que esperavam equipamento militar provindo sobretudo dos Estados Unidos. Uma situação semelhante é referida em Kharkov, muito embora ainda não haja confirmação por parte de trabalhadores.

O sítio Washington's Blog escreve um artigo, intitulado War Drums Beat Louder & Faster Between U.S. & Russia (Os Tambores de Guerra Soam mais Alto e mais Rápidos entre os Estados Unidos e a Rússia), onde alerta para esta burrice mais uma vez cometida pela administração proto-soviética do Obama.

Enquanto meninos ricos andam nos Estados Unidos a apelar à revolução socialista no meio de revoltas raciais, na Rússia têm o socialismo na mesma conta em que eu tenho o típico jornalista português: fede à distância e não há sabonete que o limpe. Acho que vamos descobrir tarde que o vilão deste romance de cordel é no fim de tudo o herói.

Lutam as duas superpotências, a Ucrânia é o tapete e a Europa paga.

Agradeço a contenção de Vladimir Putin. Com o poder militar que ele tem nas mãos, com a opinião pública pronta e com uma Europa a braços com a corrupta União Europeia, desconfio que se ele desse hoje um susto à Europa o Juncker mijava-se todo pelas calças abaixo. Mesmo descontando a mais que provável cirrose. Temos de admitir que estamos mal encaminhados e mal acompanhados neste velho continente. É altura de arrepelar caminho, de reduzir a União Europeia a uma união alfandegária, e de dizer aos Estados Unidos que Obama não é Reagan nenhum. E que quando os Estados Unidos arranjarem a casa, mudarem de gerência e apresentarem alguém que em valha a pena confiar, cá estaremos para reatar.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Passa legislação incómoda antes que o senado mude...

As orelhas acabam de aumentar

Nos Estados Unidos, uma enorme peça de legislação permite o acesso ilimitado a todas as comunicações de cada americano. A provisão na secção 309 do Intelligence Authorization Act for FY 2015 foi posta na noite anterior à votação e passou por isso despercebida com 325 votos a favor e 100 contra.

A marosca foi descoberta pelo congressista Justin Amash (Republicano, Michigan), que chamou a esta peça de legislação "Uma das secções mais vis que encontrei nos meus dias enquanto congressista". Ele escreveu uma carta aos seus colegas republicanos no Congresso, urgindo-os a não deixarem passar a lei. A qual apesar de tudo foi passada. O Senado ainda está em mãos democratas, pelo que esta lei perniciosa será certamente passada.

A marosca de fazer alterações à última hora, mesmo antes de a lei ser votada já é repreensível por si. Mas a República Socialista Obamesca dos Estados Unidos está a copiar a União Soviética em tudo o que pode. E mesmo a superá-la, visto que a tecnologia que hoje tempos teria sido o sonho de qualquer ditador na história.

Suponho que, com o exemplo dos Estados Unidos, a União Europeia venha a fazer uma legislação semelhante, e a passá-la através de uma comissão de agricultura qualquer, sem passar pelo Parlamento. Sei o que escrevi. Tentaram uma vez fazer passar uma lei introduzindo patentes de software no Conselho de Agricultura e Pescas, nos meados da década passada, a 21 de Dezembro de 2004. Do Gildot (Carta aberta aos ministros da agricultura):

O Conselho "Agricultura e Pescas" da UE irá decidir, amanhã, sobre a directiva de patentes de software. Esta foi introduzida à última hora na agenda do encontro de amanhã, tentando aprovação ainda durante a presidência holandesa da UE, e será considerada como um "A-item": isto é, sem discussão e, como pretende quem está a empurrar esta aprovação subreptícia, sem a necessária nova votação, sabendo-se que falta actualmente maioria qualificada para sustentar a directiva. Se um dos ministros presentes apresentar objecções a este agendamento, a questão terá de ser adiada para o próximo ano.

Um subterfúgio semelhante pode ser concretizado para tolher a nossa liberdade. Ou isso ou alterações de última hora e não anunciadas à legislação em voto.

Segue a carta que o congressista Amash escreveu aos seus colegas. Não a irei traduzir, já que não faz qualquer sentido. O negrito é meu.

Dear Colleague:
The intelligence reauthorization bill, which the House will vote on today, contains a troubling new provision that for the first time statutorily authorizes spying on U.S. citizens without legal process.
Last night, the Senate passed an amended version of the intelligence reauthorization bill with a new Sec. 309—one the House never has considered. Sec. 309 authorizes “the acquisition, retention, and dissemination” of nonpublic communications, including those to and from U.S. persons. The section contemplates that those private communications of Americans, obtained without a court order, may be transferred to domestic law enforcement for criminal investigations.
To be clear, Sec. 309 provides the first statutory authority for the acquisition, retention, and dissemination of U.S. persons’ private communications obtained without legal process such as a court order or a subpoena. The administration currently may conduct such surveillance under a claim of executive authority, such as E.O. 12333. However, Congress never has approved of using executive authority in that way to capture and use Americans’ private telephone records, electronic communications, or cloud data.
Supporters of Sec. 309 claim that the provision actually reins in the executive branch’s power to retain Americans’ private communications. It is true that Sec. 309 includes exceedingly weak limits on the executive’s retention of Americans’ communications. With many exceptions, the provision requires the executive to dispose of Americans’ communications within five years of acquiring them—although, as HPSCI admits, the executive branch already follows procedures along these lines.
In exchange for the data retention requirements that the executive already follows, Sec. 309 provides a novel statutory basis for the executive branch’s capture and use of Americans’ private communications. The Senate inserted the provision into the intelligence reauthorization bill late last night. That is no way for Congress to address the sensitive, private information of our constituents—especially when we are asked to expand our government’s surveillance powers.
I urge you to join me in voting “no” on H.R. 4681, the intelligence reauthorization bill, when it comes before the House today.
/s/
Justin Amash Member of Congress

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

E a próxima vítima do petróleo baixo é...

País produtor de petróleo, lixado pela crise nos preços

A velha Noruega do bacalhau, dos fiordes, dos víquingues e do Estado Social está a entrar em maus lençóis. Porquê? Porque a procura de petróleo anda nos mínimos de há muitos anos e já há um lustro não víamos o petróleo abaixo de USD 61,00, sem mostras de querer inverter.

O Estado Social, seja o que isso for, apenas existe quando há um grupo de pessoas para pilhar ou, ainda melhor, um recurso natural. A União Soviética não precisava do capitalismo, ostentava ela como uma medalha, mas vendia petróleo e gás aos malvados capitalistas. Os quais, em países mais ricos do que ela, não tinham sido abençoados com petróleo e gás natural debaixo dos seus pés.

O Banco Central da Noruega já teve de descer as taxas de juro. O câmbio da coroa caiu a níveis que não se viam desde 2009.

Pergunta-se: manterá a Noruega o Estado Social quando a exploração do gás de xisto faz excesso de oferta no mercado das naftas? A Noruega precisaria de pescar muito bacalhau para fazer face à queda simultânea da produção e dos preços do petróleo.

Pensando nisso, que tal nos comentários aparecerem receitas de bem cozinhar bacalhau?

E à caça do Outubro Vermelho, desta vez na Escócia.

A caça ao Outubro vermelho!

Segundo a Reuters, o Reino Unido pediu ajuda à NATO para localizar o submarino que resta de um periscópio que foi avistado em águas territoriais escocesas. A Suécia já tinha pedido ajuda para um outro submarino, e clama ter provas de este ter estado perto de Estocolmo há algumas semanas atrás.

Os russos foram suficientemente provocados. Estão a dar prova de vida. Em breve, o urso soltará as garras. Mas isso não acontecerá antes de a Rússia ter posto a circular escândalo sobre escândalo da Comissão Juncker. O primeiro veio ainda ele não estava em funções — algo a ver com o que ele tomava ao pequeno almoço. O segundo, Luxleaks, rebentou logo em Novembro, nem a cadeira se tinha formado ao rabo do homem. Aposto que, ainda antes do fim do ano, ou talvez no início de Janeiro, rebente uma terceira.

Quando os escândalos forem tantos que os Russos serão vistos como libertadores, lá virá o poder do urso dar um fim naquela tirania neo-soviética de Bruxelas. E é bom que os russos vençam. Se não vencerem, ficaremos à mercê dos retardados que acham que a Suécia é o melhor estado islâmico do Mundo, e que vieram a Roma, não para serem romanos, mas para tornar os romanos como eles.

30 aviões russos no Báltico? Receita para o desastre.

A NATO divulgou um novo vídeo de aviões russos sobre o Báltico. Desta vez não era um ou dois. Foram contados cerca de trinta.

Os russos estão a dar prova de vida. Esta coisa das sanções da União Europeia sobre a Rússia não vai acabar bem.

(Se tiverem um manual de estratégia militar soviética, ainda usado na Rússia, vejam a secção sobre o que chamam treinos invisíveis.)

Ou estamos na Quinta Dimensão ou...

Um kit de emergência

O Free Beacon relata que o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos vai gastar USD 200.000 em kits de sobrevivência para empregados bancários. Estes kits terão, entre otras coisas, rações de emergência, um cobertor térmico, tabletes de purificação de água, um poncho com carapuço, uma lanterna com rádio e máscaras de pó. Os kits vão ser distribuídos pelos Estados Unidos.

Estão a ver o nosso ministério das finanças a gastar o que quer que fosse com estas coisas?

Pergunta-se: o que é que eles, nos Estados Unidos, sabem e que eu não sei?

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

É engraçado como se determina o que não é registado

Uns idiotas do Porto (normalmente, concedo, os idiotas estão em Lisboa) de um tal Observatório de Economia e Gestão de Fraude, mede a economia paralela com uma precisão de quatro dígitos. 26,81%, dizem eles. Uau! A economia paralela (o tipo que lhe arranja o carro sem fatura, o cabeleireiro que vai a casa e não paga fatura, os serviços sexuais e paralelamente duvidosos e o tráfego de droga e de supositórios) vale 171,211 × 0,2681 = 45,902 mil milhões de euros.

Com uma precisão de 8,6 milhões de euros.

Com um nível tal de precisão, suponho que tenham um método infalível de detetar quando uma fatura não é passada, um favor sexual é desempenhado por uma pretensa universitária que anuncia nos jornais ou quando uma transação de droga é realizada. [Eu desconfio que eles sabem e conhecem bem o mundo da droga, especialmente o das alucinogénicas.]

É claro que uma pessoa racional iria perguntar-se: como é que eles obtiveram esse número? Felizmente para a escarralhada, nem todos são racionais.

Outros, como eu, perguntam-se: como é a desculpa que eles dão de que não há suficiente controlo da «grande» fraude, quando é essa precisamente que está mais controlada? Já tentou fazer uma transferência ou um cheque com mais de EUR 5000? Sabe que são de comunicação obrigatória às finanças desde janeiro deste ano?

Aqueles espertalhões, como o tal Jonathan Gruber nos Estados Unidos, contam com a minha estupidez. A minha e a do caro Leitor. Que eles lamentem que nem eu nem o leitor estejamos dispostos a fazer-lhes a vontade.

No mundo académico, a apresentação de números sem critérios claros nem validação tem um nome: FRAUDE. Sugiro que o Observatório se passe a chamar Observatório da Fraude na Observação da Economia. Sempre era mais honesto.

Adenda

Afinal, havia quem já estivesse a fazer um ensaio igualmente jocoso:

A Rússia já tem especialistas militares na Ucrânia.

E isto da boca dos próprios russos, do General Gerasimov, o Chefe do Estado Maior russo. Estão em Donetsk para promover o alívio das tensões (e não para ajudar os separatistas).

O melhor é ele ter dito textualmente que estão lá porque foram convidados pelo estado maior ucraniano.

Em nada diferirão, penso eu, dos especialistas militares, vulgo Blackwater, aliás Academi, que estão espelhados por toda a Ucrânia.

Tensões internas na Ucrânia? Teremos golpe de estado em breve?

A Rússia vai testar uma alternativa ao SWIFT

O sistema SWIFT permite transferências monetárias interbancárias entre quaisquer bancos aderentes. Ou quase todas as instituições bancárias do Mundo. Ora, como já mencionámos no Remoques, a Rússia iria ser expulsa do SWIFT.

Como russos não são exatamente os mais burros do Mundo (pelo contrário, têm os maiores índices de educação secundária e terciária do Mundo), resoveram que se o SWIFT não os quer, eles ainda têm computadores e poderão fazer transferências entre bancos. E, assim, no dia 15 de dezembro irão testar uma alternativa ao SWIFT, de conceção russa. Pretendem ter o sistema operacional em maio.

Melhor ainda, esta alternativa não quer saber do dólar. E está-se a borrifar para sanções.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Paul Craig Roberts: concordo com ele.



Paul Craig Roberts está longe de ser um comunista ou um socialista. Foi um dos consultores de Ronald Reagan e é um dos críticos mais acérrimos do rumo socialista do Obama e da política externa norte-americana. E, não se preocupem, que também bate no Bush Filho profusamente!


É engraçado ele haver dito que os Estados Unidos, para aborrecer a Rússia, precisam de arrastar a Europa para o fundo.


Não é isso que está a acontecer?


O tal editorial a que Paul Craig Roberts se referia no Handelsblatt (o Jornal de Negócios da Alemanha) parece-me ser este ensaio em inglês, de Gabor Steingart, o qual irei ler com muita atenção esta noite.

O palmarés de Nuno Crato e o que falta fazer.

O que se fez

Nuno Crato resolveu fazer os exames mais difíceis, ano a ano.

Os resultados das escolas, tanto públicas como privadas, melhoraram.

Os não-professores sindi-crapulizados (insulto intencional em palavras em medidas!), chateados ante-facto com a dificuldade das provas, devem estar a perguntar-se agora qual é a maneira mais suave de engolir este sapo, de tamanho de um toiro. A narrativa (palavra em voga nestes dias) enterabulha-se-lhes na boca. Em bom português: a bota não bate com a perdigota.

Nuno Crato deu um bom chute nas malvas aos sindi-crápulas de perrofessorres (grafia intencional, pronúncia de Cascais, insultos intendidos!)

Mário Nogueira deveria ser julgado por inaptidão, indolência e andar a receber do erário público sem uma hora de trabalho que se veja u que se saiba em dezenas de anos. E afastado por não querer a melhoria do ensino nem, por extensão, a dos professores, instrumentos do parretido (sim!) dele. Se houvesse justiça, aquela acefalia andante teria sido linchada, coberta de alcatrão e penas, e posta num avião sem volta para Cuba ou para a Coreia do Norte.

Parabéns ao Nuno Crato! Faça ele no próximo ano as provas mais difíceis. Uma coisa sei, sendo pai de três: quanto mais delas exigimos, mais elas dão. Escola fácil e passagens administrativas é coisa que marxistas queriam no Ocidente, mas garanto-vos, com conhecimento de causa e de casos, que nada disso tinham na União Soviética.

Vamos fazer o que ainda não foi feito

Só falta dar crédito ao ensino profissional e acabar com as borlas e o ensino para calhaus com olhos. O ensino profissional deve ser o escol da nação, e não o rejeitado.

Tem de se acabar com a matemática A1, dada como matemática A-Zero, e passar a ser-se exigente como no ensino regular. Mais, há uma escola profissional, na Guarda, que não aplica a matemática A1, mas a A, como no ensino normal. E tem fila de espera de candidatos todos os anos; ao passo que a do Fundão, onde os calhaus com olhos são mimados, tem falta de alunos.

Se alguém conhecer o Nuno Crato, sugira-lhe isso.

Afinal eu tinha razão. É chato ter-se razão.

Uns familiares meus, que vivem nos Estados Unidos, democratas de longa data, desde que se lembram, dizem hoje cobras e lagartoss do Obama, e lamentam não ter votado do Mitt Romney.

Sabendo do que estão a passar por causa do Obamacare (a ponto de intenderem acabar com a sua atividade, uma creche), a situação é tudo menos de riso. É, contudo, irónico que se tenham arrependido em dois anos de não terem votado no Mitt Romney, depois de tudo o que diziam dele — vejam lá que até é mórmone — e o que diziam do Obama &mhash; a fonte de toda a esperança.

Eu também sou mórmone, mas não é por isso que deixo de reconhecer o talento do Mitt Romney, salvando as Olimpíadas de Salt Lake City da não-realização e da falência e o Estado de Massachusetts da bancarrota, tudo sem despedimentos e deixando o que era insolvente com superavite e solvência.

Se as eleições fossem hoje, Mitt Romney ganharia com 53% dos votos. Na verdade, Mitt Romney ganhou as eleições precedentes, mas o Milagre Diebold fez desaparecer 8 milhões de votos no mínimo. Como posso dizer disso? Alguém acredita que nas eleições de 2012, tão polarizadas, apareceram nas urnas menos 8 milhões de eleitores que na de 2008? Para além de outras fraudes diversas, uma das quais neste vídeo recente, onde um Mayor democrata pede a toda a gente que vote duas vezes, e que até trador na mão para não apresentar queixa disso:

Da boca da NATO, mais uma provocação à Rússia

Sede corrente da NATO, em Bruxelas

A NATO está à procura de uma sede na Europa de Leste, por, como ela propria diz, ter receio da Rússia. Geo-estrategicamente , não faz sentido nenhum ter uma sede na Europa de Leste. Aliás, é contraproducente: a sede ficará mais perto de ser atacada por bombardeiros ou mísseis autoguiados russos e o tempo de reação contra essas ações é severamente reduzido. A medida apenas pode ser concebida como uma provocação gratuita à Rússia, para se iniciar uma guerra na Europa.

Enquanto a Rússia se afasta do comunismo, e boas razões terá ela para isso, a Europa e os Estados Unidos mergulham nele. A verdade é que a Rússia se prepara para uma guerra que não quer fazer, mas à qual é provocada desmesuradamente. O Ocidente procura uma guerra para disfarçar a estagnação económica e a quebra do sistema financeiro, completamente sobrearrefecido. Procura-a externamente, na Rússia, e internamente, acicatando as frustrações das comunidades minoritárias nos Estados Unidos e na Europa, e pressionando a maioria silenciosa e bem comportada para uma reação violenta.

Enquanto isso, sabemos que a indústria de construção nos Estados Unidos vive de fazer autênticos bunkers de betão para os militares e para os ricos. Joel Skousen (http://www.worldaffairsbrief.com), um analista político e desenhador de casas de alta segurança, vive disso. Se alguma coisa não cheira mal aqui, é altura de fazer um teste de olfato.

Enquanto isso, o lugar mais provável para a nova sede da NATO é Szczecin, Polónia. Na Polónia, nos Países Bálticos e na Noruega também estão a ser deixadas armas pesadas e artilharia móvel com uma força reduzida. Essas armas, difíceis de transportar, ficam inativas, e uma força de reação rápida pode ser posta para as ativar em uma questão de horas. É mais fácil transportar um homem que um tanque. Faz sentido e, numa perspetiva de preparação para a guerra, é uma decisão acertada.

Os russos sabem disso também. E percebem o que estas manobras significam: manter o urso na jaula até que ele, farto, se rebele. E vai-se rebelar. Creiam-me.

Talvez uma cimeira onde se convidasse a União Euroasiática a juntar-se com a União Europeia fizesse mais pela paz que qualquer outra coisa. É que, caso todos estivéssemos à mesa comum, o destino da Ucrânia, da Geórgia e da Estónia seria irrelevante. E ninguém alça armas por irrelevâncias.

sábado, 6 de dezembro de 2014

Acho que não vai ser... espero pelo menos que não.

A Al-Qaeda ameaça mandar abaixo cinco aviões comerciais europeus no Natal. O Estado islâmico possui, segundo o embaixador iraquiando nas Nações Unidas, material radioativo, o qual dá para fazer uma bomba suja.

Referências: American thinker, RT, RT.

O planeta está a tornar-se um pouco perigoso.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Coeficiente familiar é apoio à natalidade? O PS droga-se ou é mesmo azêmola?

Partido Socialista no governo.

O PS está contra o coeficiente familiar. Acha que o apoio dado a famílias de maiores rendimentos é maior do que aquele dado a famílias de menores rendimentos.

Partido Socialista na oposição.

O PS parte do princípio que o dinheiro dos impostos é do Estado e que qualquer cedência é feita à laia de apoio. Ora, não há apoio nenhum. Afirmo e reafirmo que os impostos são uma forma de roubo legitimado pela lei. Ora, o rendimento dos pais pertence à família como um todo, pais e filhos. Não deve haver nenhum coeficiente familiar de 0,3, 0,1 ou 0,5. O rendimento disponível deve ser dividido por todos os membros da família, inclusive dependentes, e então, sim!, ser calculado o imposto a pagar. Numa família de dois pais e três filhos dependentes o rendimento auferido pela família será dividido por cinco. Ponto.

Nunca me importei que os ricos pagassem menos impostos. Aliás, sou a favor de a partir do primeiro milhão (inatingível no presente para mim, já agora), os impostos serem a 10% ou mesmo a 5%. Porque prefiro o dinheiro dos ricos cá a pagar 5% do que ter 55% de coisa nenhuma. Mais, sou a favor de que o custo de criação de uma empresa, e da sua dissolução também, seja simbólico. Digamos que 10 euros. E chega! Para que seja ainda mais claro, sou pela simples extinção do IRC, que não faz sentido: ou o dinheiro fica na empresa e será investido — bem melhor do que ficar nas mãos do Estado, onde é esbulhado — ou então sai para os sócios e é taxado em sede de IRS.

O Partido Socialista quer combater os ricos. E tem sucesso, a ver quantos ricos tiram o dinheiro para outros países como a Holanda. O Partido Socialista vai combater a riqueza e tornar-NOS todos pobres. A nós, porque a eles e aos amigos haverá sempre riqueza. A nossa riqueza, retiradã das nossas mãos à ponta d'arma.

Referência: O Coeficiente de Esbulho (O Insurgente)

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

O partido fatorial, uma liderança matematicamente falida

O fatorial é uma função matemática conhecida. O fatorial de 1 é 1, de dois é 2×1, o de 3 é 3×2×1, e assim sucessivamente.

Temos um partido fatorial. É o Bloco de Esquerda. Vejamos em pormenor a sua direção.

Anteriormente:

  • Um líder palhaço, o Loucão;
  • Dois coordenadores hemicéfalos;

Hoje, desde o último congresso:

  • Seis nulidades;

Futuramente, nos próximos congressos:

  • Vinte e quatro aberrações;
  • Cento e vinte abéculas;

Creio que não se chegará aos 720 acéfalos. Antes disso irá dividir-se uma vz mais em várias fações, todas elas apostadas em unir a esquerda.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Alguma vez teria de escrever sobre o Sócrates.

José Sócrates Caralho Pinto de Sousa vfoi primeiro ministro de Portugal entre 2005 e 2011. Nesses seis anos, Portugal foi saqueado. Saqueado é o termo. Ele acrescentou sozinho oitnta e muitos mil milhões de euros à dívida, fraaquela que andava escondida nas organizações feitas apenas para empregar amigos e esconder dívida, como a Estradas de Portugal, a CP, a REFER, a REN, a Parpública e a Parque Escolar.
A dívida aumentou no consulado Coelho, mas mais de metade desse aumento foi de incorporação de dívida que andava dispersa. Por exemplo, a dívida das autarquias valia cerca de quinze mil milhões de euros, e era dívida escondida no tempo de Sócrates. A Troika (que aliás, Sócrates trouxe ao país) obrigou a que essa dívida e a dívida que andava escondida por subterfúgios vários fosse incorporada na dívida oficial. Como deveria ser desde o início.

Dívida pública portuguesa em percentagem do PIB. A Rosa, o descalabro José Sócrates.

Ora, tão mau com a dívida foram os encargos com as Parcerias Público-Privadas (as ditas PPP, ou Paga o Povo, Palerma). O valor dessa dívida monumental está no seguinte gráfico e oneram a minha geração, a dos meus filhos (o mais novo fará dez anos dentro de dias) e a do meus netos, pois espero ter netos até 2040. Três gerações foram sacrificadas por auto-estradas onde um grilo se consegue ouvir.

Encargos assumidos com as PPP.

A nossa dívida externa líquida já está a diminuir desde 2013, havendo passado de 106,5% do PIB para 103,5% no III trimestre de 2014, segundo o sítio do Bando de Portugal (http://www.bportugal.pt/Mobile/BPStat/Forms/SeriesEstatisticas.aspx?IndID=1rHc1GSCIRo=&SerID=tDYG71Gu71Q=&View=graph&SW=1353&EndYear=2014&IniYear=2005). Diremos todos que essa diminuição é a consequência de uma carga fiscal esmagadora. E dizem muito bem. Contudo, nem PEC, PEC2, PEC3 ou quase PEC4 conseguiram inverter o crescimento da dívida. Para um membro do Partido Socialista, dinheiro que entra é dinheiro para gastar com os amigos e as clientelas diversas.
José Sócrates é a expressão última desse despesismo. Mas temos forçosamente de considerar o Messias Costa, que estrampalhou Lisboa, endividando mais a edilidade, mesmo após o Estado Central ter assumido 277 milhões d eeuros em 2012 desta dívida em troca dos terrenos do Aeroporto. E a sua equipa no Partido Socialista, que é mais ou menos a mesma tralha que levou o país, arrodilhado, a pedir à Troika safa e pitança. Os mesmíssimos que nos trouxeram PPP, dívidas, mais desorçamentação para esconder ainda outras dívidas. Dará a mesma árvore frutos diferentes?
E quererão os portugueses voltar a provar desse livro, como o que comeu o profeta João (Apocalipse 10), que foi doce na boca mas amargo no ventre? Sinceramente, já estamos todos a ter uma azia dos diabos por causa do preso 44. Basta. Uma vez foi demais.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

O urso encurralado vai soltar as garras.

Centro de controlo naciona da defesa russa.

A Rússia espera entrar em contração no próximo ano, em 2015, por causa das sanções da União Europeia. Isso é o que ela diz. O preço do petróleo baixo e as sanções da União Europeia e dos Estados Unidos estão a ferir a Rússia, o parece que o estão a fazer.

Mas como a estátua do sonho de Daniel, o profeta, também os Estados Unidos têm pés de barro. Basta que a Rússia consiga que a China deixe de usar o dólar... já conseguiu. Ou o resto dos BRICS... também já conseguiu. Ou certos países da União, como a Alemanha... pois, também já está. Dia haverá, e em breve, que os Estados Unidos se verão impossibilitados de usar os dólares nas transações internacionais, para comprar o que quer que seja, porque haverá excesso de dólares fora dos Estados Unidos. Neste momento 85% a 90% dos dólares circulam fora dos Estados Unidos, como já referi, aliás, neste mesmo blogue.

A Rússia preparou também um lugar perto de Moscovo para tomar o controlo militar do país em tempo de guerra e monitorizar as ameaças ao país em tempo de paz. Está indubitavelmente a preparar-se para uma guerra. Ora, não esperem um aviso ou uma ameaça. Russo que é russo não ameaça nem avisa. Ataca.

Mais uma vez, não será melhor mandar a administração Obama, e dos seus proto-comunistas, às urtigas e convidar a Rússia como igual para o seio da União Europeia? Se a Rússia não for uma ameaça, mas um parceiro, porque é que precisamos da Nova República Soviética dos Estados Unidos? E se não acham que os (falsos!) democratas (ou membrs do Partido Democrata) americanos são comunistas, que tal perguntarem porque é que um dos senadores desse partido, Joe Garcia, disse textualmente «This is the proof that communism works» e não em qualquer contexto de ironia?

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

A Rússia está a reverter o declínio populacional.

Nascimentos por mil habitantes na Rússia e nos Estados Unidos

A população da Rússia está crescer. O índice de fertilidade, o número de filhos por mulher, já é dos maiores do mundo civilizado. A taxa de fertilidade, o número de nascimentos por mil habitantes, já é maior que nos Estados Unidos e já nem falo da Europa. O poder das máfias pouco a pouco morre por lá, e uma economia florescente não é relatada pela imprensa ocidental. Porque será? — pergunto eu.

A Europa continua a envelhecer e a morrer. Decadência demográfica, estagnação económica e, o que é mais perigoso, afluxo indiscriminado de imigrantes de países não muito recomendáveis. Estes imigrantes, ao contrário dos que imigraram para aqui dos mesmos lugares nos anos 50 a 80, querem o que os seus predecessores nunca quiseram: transformar a Europa naquela espécie de esterqueiras de onde saíram. Querem a lei Charia aplicada às nossas mulheres e — por boca deles! — a conversão da Europa ao islamismo, conversão total. Nos Estados Unidos, são sul-americanos e islamitas a passar a fronteira.

O cristianismo afinal funciona. A Russia prova-o.

sábado, 29 de novembro de 2014

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Mais 16000 tropas americanas na Europa? Vai dar molho.

Urso adormecido.  Deixem-no dormir.
Urso adormecido. É melhor deixá-lo dormir.

No início de 2015, cerca de 16000 tropas americanas virão para a Europa para «apoiar a Ucrânia». Com quase duzentos tanques nos Países Bálticos e um número indeterminado na Noruega, seis F-16 portugueses na Lituânia, isto não pode ser visto senão como uma provocação à Rússia.

«Não acordem o urso adormecido.» Este é um ditado de lenhadores nos Estados Unidos, que passou para a linguagem popular. Curiosamente, no Alaska é proibido acordar um urso adormecido para o fotografar. Está na lei.

Os Estados Unidos estão a corromper a Europa e a levá-la por maus caminhos. O Obama é um proto-comunista — basta ver como já nem quer ouvir falar de eleitos nas duas câmaras e vai legislar ao arrepio da constituição do país. Os Estados Unidos, não me apraz dizê-lo, já não são a terra da liberdade nem um estado de direito. Os infelizes casos da lei da amnistia, do rancho de Clive Bundy e do Obamacare provam-no indesmentivelmente. A Rússia pode não ser melhor na liberdade neste momento, mas caminha no sentido da liberdade individual. Os Estados Unidos no da ditadura socialista. Eu prefiro caminhar no sentido da liberdade que descer aos infernos, parta de onde parta.

Sou cristão e conservador. Acredito na liberdade de consciência e na responsabilidade do indivíduo. Não acredito nas tretas do coletivo, especialmente quando este coletivo nos é imposto por um diretório iluminado a gás de flato. Nós escolhemos os nossos amigos, com quem nos associamos e porque nos juntamos. Quando o Estado é grande, diz-nos com quem nos devemos associar e que propósitos são lícitos e — na mentalidade socialista — ilícitos. Diz-nos como devemos educar os filhos, como não devemos transmitir-lhe valores cristãos e morais, criando-os na amoralidade dos marchistas (grafia intencional!) empedernidos.

O caso da mulher barbuda da Eurovisão (que apenas ganhou pelo burlesco, sejamos sinceros!) mostra o rumo da União Europeia. É um rumo que irá inexoravelmente substituir europeus nativos por imigrantes que almejam viver à pala dos nativos e, ultimamente, tornar a Europa igual às esterqueiras de onde saíram. Se eles querem viver a Charia, que vivam nos países onde a Sharia é lei. Se querem fazer mutilações vaginais por causa da sua cultura, mantenham-se em países onde essa cultura é (infelizmente!) ainda aceite. Se querem vir para a Europa, devem abandonar completamente os desejos de Charia, de mutilações vaginais, de casamentos juvenis e de viver sem trabalhar à conta dos outros. Infelizmente, e tarde escrevo, Aníbal não está às portas, mas já cá está dentro.

Voltando à vaca fria, a Europa está um barril de pólvora. A administração Obama está desesperadamente a atirar fagulhas para ver se a guerra se inicia, para poder culpar a guerra da hecatombe financeira que se anuncia. Vamos aceitar isto?

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Quanto maior o estado...



Ou aprendemos isto agora ou vamos aprendê-lo quando for tarde demais.


O episódio (triste episódio) da governação dos últimos vinte anos deixa isto provado. É tempo de 1) ter menos burocratas e funcionários no Estado, 2) menos serviços estatais, 3) menos regras que protegem os negócios incumbentes contra novos concorrentes e 4) acabar com o monopólio do PS e do PSD e do CDS e do BE e do PCP-Verdes recusando a sua proposta em 2015.


Votar num mal menor é ainda votar num mal. Compreendo os que, como eu, votaram no Pedro Passos Coelho como alternativa a José Sócrates, mas o Coelho esteve lá e não fez o que tinha de ser feito no Estado, nem tem intenções de o fazer.


Se houver um partido que defenda 1) menos estado, 2) menos funcionários no estado, 3) menos regras na economia, 4) a extinção da ASAE e 5) uma política externa que não convide à guerra, digam-me: terá o meu voto. E, atenção, que mostrem que o irão fazer. Palavras leva-as o vento, e de garganta estou cheio. Quero quem faça e nao quem diga que vai fazer.


Não me venham com CDS: a Cristas é do CDS. Nem com PSD: os resultados estão à vista. Nem com PCP, BE, Livre, e sei lá quantos movimentos aglutinadores da esquerda: os resultados da sua governação e os paraísos terreais que geram são tão visíveis em outros países que não os quero por cá.


Não sou libertário. Sou conservador, e não tenho vergonha de o ser. Mas, como disse Reagan, em qualquer conservador existe um bocado de libertarianismo. Quero um governo pequeno, qe não valha mais de 15% do PIB, e que se dedique a preservar o nosso mode de vida, e não a dizer como devemos vivê-la. Que preserve a nossa liberdade de acreditar no que desejarmos e não ande a tentar indoutrinar ou a condicionar comportamentos.


Isto de estado grosso já foi longe demais. Temos eleições em 2015. Temos um ano para virar isto. Depois não teremos mais.

Cuidado com o que desejam. Vai concretizar-se.

O russo é um das línguas que leio e escrevo (paradoxalmente, nunca tive oportunidade de o falar, por isso não sei se a lingua se me enrolará). Posso ler na Rússia imprensa alinhada contra o Putin, o que o desqualifica como ditador. Assim como no Ocidente há imprensa contra a situação, e consideramos isso um dos qualificadores da democracia. Se há democracia aqui por causa dessa imprensa, teremos forçosamente de a considerar na Rússia actual.

Agora, repare-se que a Rússia está cercada, a ocidente, por países da Nato. Mais de 200 tanques Abrams M1 estão a ser colocados enquanto falamos nas repúblicas bálticas (aliás, 50 já lá estão). Isso não seria um problema, se a Rússia não estivesse a ser espicaçada para a guerra. Se há coisa que a Rússia, com o poderio que tem (2550 tanques pesados no activo e 12500 na reserva, seja o que isso for) poderia fazer agora é fazer uma guerra e ganhá-la, principalmente se fosse de surpresa. Como bem deve saber, um russo não ameaça nem anuncia o que vai fazer. Faz e pronto!

Os russos são tudo menos parvos. Foram humilhados pelo Ocidente desde 1991 e considerados inferiores, quase sub-humanos. Basta ver como são retratados nos filmes americanos: mafiosos, trapalhões, ébrios, ignorantes, com tecnologia que não funciona e é tratada a martelo. Não serão esses exageros e estereótipos na nossa propaganda?

Se eu fosse russo, estaria furibundo. Os russos são sumamente inteligentes, mas não querem dispensar o seu lugar justo no Mundo. Estão, pouco a pouco, a fazer o caminho para a liberdade e para a prosperidade, sem copiar no processo os vícios do Ocidente. Vícios esses que nos irão dizimar em poucos anos, enquanto a Rússia finalmente ficará com o lugar que merece no Planeta, sem o atavio do comunismo nem a peste do amoralismo ocidental.

Putin não quer a guerra. Se a quisesse, já os tanques teriam passado as fronteiras ocidentais da Polónia. Obviamente, está a ter muita contenção, mas está a preparar-se para ela seguindo o manual de estratégia militar que eles usam (já falei dele aqui, no Remoques). A paciência esgota-se, os mastins serão eventualmente soltos, e não criticarei a Rússia quando meter o Obama e o seu amigo barra apaniguado barra idiota Juncker na ordem.

Quanto à situação na Ucrânia, mercenários de um lado e do outro andam a espicaçar os locais. Quem responderá a isto?

  • Quando é que o russo será considerado língua oficial na Ucrânia?
  • Porque é que [disseram-me ontem e não pude confirmar] Poroshenko suspendeu os tratados internacionais no leste da Ucrânia — palavras dele. Referir-se-á à Convenção de Genebra?

Erros crassos de uma pessoa que não tem nada de burro como Poroshenko? Estranho. Será uma provocação mais para se fazer a guerra?

Se não nos livrarmos da União Europeia, nesta configuração maximalista e pervasiva, a União Europeia livrar-se-á do peso que é a nossa liberdade.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Detenção do Sócrates: guardem por enquanto os foguetes.

Já chegámos a ter em Portugal uma pessoa condenada por corrupção activa, enquanto o que recebeu o dinheiro foi absolvido. Tivémos um caso de corrupção cujo único condenado foi o que denunciou.

Cuidado com o caso José Sócrates: há que não embandeirar em arco. A procissão está no adro, e esta guerra é um aviso dos King Makers, que nos emprestaram dinheiro a rolhos para o gastarmos como se fosse água, às bardamerdas do Partido Socialista, os quais andaram recentemente a querer pretender aludir a discutir o pagamento da dívida.

Se o PS não arrepela caminho, o PS desaparece das sondagens, tal é a sucessão de escândalos que podem sair como metralha . O episódio Berloque d'Esquerda deveria dizer muito a muita gente. Vejam lá quantos iriam votar nos calhaus caso as eleições fossem hoje, e onde eles andavam a sonhar chegar há apenas cinco anos atrás.

A esquerda serve para gastar dinheiro como água em obras de regime, mas deixa o país de pantanas. Três vezes foi chamado o FMI, todas pelo PS. O PS sai do poder quando é necessário arranjar o país. Aí entra o PSD, depois de uma barragem de imprensa contra o PS. Um dia é necessário voltar a gastar dinheiro e reentra o PS, depois de uma barragem de imprensa apoucando o PSD, a ditadura das finanças e a obcessão pelo défice. Aqui está o busílis: ninguém chega a líder do PS nem do PSD sem que os que dispõem da decisão tenham um seguro de vida.

Porque é que o Rangel perdeu as primárias do PSD para a nulidade Passos Coelho? Porque ninguém tinha por onde o pegar, ou pelo menos algo tão forte como o que julgavam ter do Passos Coelho.

A chatice é que o seguro de vida do Passos Coelho (Tecnoforma) nem era seguro nem era passível de morte política. O PS jogou essa carta extemporaneamente, quando se viu apertado com os próximos de Sócrates; e, pensando ter um Poker de rainhas, tinha um par de duques. O público rapidamente viu que o caso tinha pernas coxas para andar, ou que as pernas até nem eram assim tão longas. A imprensa viu-se, apesar da barragem com que nos brindou, desacreditada e a bradar para os grilos. Só por exemplo, ainda estamos para saber se ele recebeu cento e cinquenta mil anos por mês de ajudas de custo ou cinco mil euros nesses trinta meses, e há quase vinte anos atrás. Se era isso o que tinham do Passos Coelho, nem imagino o pouco que tinham do Rangel.

Com Sócrates foi o Royal Straight Flush. Ele é odiado pelo que fez, e toda gente diz à boca pequena aquilo que os comentadores não queriam admitir. Eu próprio ouvi de fonte credível o que foi pago aos ministros socialistas durante a aprovação apressada e contra a opinião pública da linha de TGV. Até as famosas escutas, que foram destruídas, mas que andam por aí, na Internet, mostram que o Pinóquio não andava a fazer boa coisa. Infelizmente, o que ocupa telejornais é moda num mês e ausente no outro. O julgamento ainda não aconteceu, e pode-se um dia ver que para os nossos juízes sem justiça houve quem corrompesse, mas nunca quem fosse corrompido. Uma vez mais.

domingo, 23 de novembro de 2014

Para quem acusa a Rússia de ser comunista...

É melhor saber que O Arquipélago da GULAG, de Alexander Solzhenitsin, é leitura obrigatória para todos os alunos do secundário na Federação Russa.

Aqui lê-se Saramago. O tal que saneava jornalistas em 75 por não serem comunistas o suficiente.

Prefiro Solzhenitsin. Um autêntico anti-comunista, que chegou a ser prisioneiro dos verdugos vermelhos numa dessas colónias penais da GULAG. Experimentar o comunismo no lado errado das preferências é garantia de não mais o querer.

Mil vezes Putin a esta União Europeia. Uma delas não é comunista. A outra chega a colocar o símbolo comunista por cima dos símbolos religiosos. Uma delas está, devagarinho, a caminho da liberdade. Uma delas está acaleradamente a chegar à tirania. Não sendo nenhuma inocente, temo que subestimemos o perigo em que estamos e que não estejamos a acordar a tempo de inverter a nossa terrível situação.

Temos, ao ritmo a que isto cai na tirania, um ano para inverter isto. Depois será tarde demais e estarão os russos a verter lágrimas por nós.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Já podemos voltar a exportar gado para a Rússia

Segundo o Kommersant, uma espécie de Jornal de Negócios da Rússia, a Federação Russa vai voltar a permitir a importação de gado vivo da União Europeia.

Que tal a um gesto de boa vontade dos russos retribuirmos com um nosso. Sei lá, levantar as sanções bancárias. Afinal, se exportamos para lá, queremos eventualmente ser pagos.

Depois de abrirmos totamente as sanções, frisando ser um gesto de boa vontade, poderíamos começar a discutir a situação ucraniana sem pressão de canhões. Pelo menos teríamos o povo russo, a opinião pública, muito mais pronta a ouvir as nossas razões.

Em 1988, Georgi Arbatov, um cientista político de linha dura, dizia que a estratégia da União Soviética para o Ocidente era privar-nos de um inimigo. Olhando para trás, deu muitos bons resultados para o fim da guerra fria. Os favores retribuem-se. Que tal privarmos agora a Rússia de um inimigo e estendermos um voto de confiança?

Isto é, e não posso ser mais claro, mandem os proto-comunistas do Departamento de Estado dos Estados Unidos nesta administação Obama às malvas. Putin está mais perto. Putin é europeu. Putin é mais ocidental (no que o Ocidente foi bom e forte) do que Obama, que o está a corromper.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Victory in Jesus, um hino gospel único.




Aqui na interpretação dos Gaither Brothers. Apesar de não constar do hinário da minha igreja, é o hino de que mais gosto. Ouvi-o na rapsódia «Hooked on Hymns», que comprei nos saudosos anos 90, e que, com música clássica, Louis Clark e Luís Cobos, punha a tocar quando estudava.

Eis a letra, em inglês, para quem a quiser seguir (atente-se que, nesta interpretação, a terceira estrofe não consta):


I heard an old, old story,
How a Savior came from glory,
How He gave His life on Calvary
To save a wretch like me;
I heard about His groaning,
Of His precious blood's atoning,
Then I repented of my sins
And won the victory.

Chorus
O victory in Jesus,
My Savior, forever.
He sought me and bought me
With His redeeming blood;
He loved me ere I knew Him
And all my love is due Him,
He plunged me to victory,
Beneath the cleansing flood.

I heard about His healing,
Of His cleansing pow'r revealing.
How He made the lame to walk again
And caused the blind to see;
And then I cried, "Dear Jesus,
Come and heal my broken spirit,"
And somehow Jesus came and bro't
To me the victory.

Chorus
O victory in Jesus,
My Savior, forever.
He sought me and bought me
With His redeeming blood;
He loved me ere I knew Him
And all my love is due Him,
He plunged me to victory,
Beneath the cleansing flood.

I heard about a mansion
He has built for me in glory.
And I heard about the streets of gold
Beyond the crystal sea;
About the angels singing,
And the old redemption story,
And some sweet day I'll sing up there
The song of victory.

Chorus
O victory in Jesus,
My Savior, forever.
He sought me and bought me
With His redeeming blood;
He loved me ere I knew Him
And all my love is due Him,
He plunged me to victory,
Beneath the cleansing flood.

Chicago e Oklahoma, qual é o mais próspero?

Chicago, their kind of town!

Chicago tem o pior sistema de educação dos Estados Unidos, e é a cidade que mais pessoas tem a receber subsídios. No estado de Illinois, há mais pessoas a receber subsídios do que a trabalhar.

Se acha que é por Illinois ter sido enganado por aqueles malditos republicanos, está a atirar longe do alvo. Vejamos a lederança em Illinois.

  1. Presidente: Barack Hussein Obama (democrata)
  2. Senador: Dirk Durbin (democrata)
  3. Congressista: Jesse Jackson Jr. (correntemente a servir pena de prisão e democrata).
  4. Governador: Pat Quinn (segunda substituição por os anteriores governadores estarem a servir pena de prisão; e é democrata).
  5. Líder do congresso estadual: Mike Madigan (também democrata).
  6. Delegada do Ministério Público: Lisa Madigan (filha de Mike Madigan e sai ao pai; é democrata).
  7. Presidente da edilidade: Rahm Emanuel (envolto em escândalos e democrata<)./li>

São todos democratas. Em Chicaco, como em Detroit, os democratas do Obama reduziram a economia a cacos. Se querem culpar os republicanos terão de procurar alhures. Em Chicaco não existem e não mandam. Mandam os democratas do esclarecidíssimo Obama e os resultados estão à vista. É um estado onde ex-governadores e congressistas imprimem chapas de matrícula.

Oklahoma: what a beautiful morning!

Os republicanos são reis e senhores de Oklahoma. Ali nenhum dos condados se rendeu aos democratas. Os dez mandamentos foram expostos, numa votação 27–9, à frente do Congresso Estadual. Apesar dos protestos do Governo Federal e das bestas (não tenho outro nome) da ACLU [American Civil Liberties Union]. Oklahoma define-se como um estado cristão, onde imperam os dez mandamentos.

Oklahoma legislou no sentido de encarcerar e deportar todos os imigrantes ilegais, caso não reunissem as condições para obter um visto legal. Todos os imigrantes ilegais desapareceram. A ACLU protestou e Oklahoma mandou-os pentear macacos.

Oklahoma está desde 2005 com rendimentos familiares acima da média nacional dos Estados Unidos e estes mesmo rendimentos sobem acima da média de ano para ano, tornado o estado mais atrativo para as famílias. Oklahoma tem afluxo líquido de migrantes de outros estados falidos pelos democratas (como Michigan, Illinois e California) e um desemprego abaixo da média nacional dos Estados Unidos. Mais: mandou às malvas o Governo Federal e declarou-se, junto com Texas, Montana e Utah, um estado soberano, onde as diretivas do Governo Federal, como o casamento homossexual, têm de ser discutidas e aprovadas internamente — e já sabemos o destino que vão dar a esta última, digo isto eu e aclamo!

Perante isto, preferia viver na democratíssima Chicago, onde morrem mais pessoas que no Iraque por homicídio, ou na cristianíssima Oklahoma? Os exemplos não são solitários. Há um êxodo da liberalíssima Califórnia para o republicano, conservador e mórmone Utah, e do Estado de Washington para Idaho e para o Texas. As pessoas fogem dos estados dominados por democratas para aqueles geridos por republicanos. Tantas pessoas fazem estatística; e terão as suas razões.

O cristianismo funciona. Um país cristão, onde o cristianismo é tomado a sério, frutifica e enriquece. Portugal deixou de ser um país cristão depois do 25 de Abril, e deixou o verdadeiro cristianismo com o PS, para ser governado por Jorge «Há mais vida para além do défice» Sampaio e Mário <«Conejo» Soares. E dizem-me que querem repetir com o António Costa Concordia.

Nenhum país é maior do que as políticas que o magnificam ou que o tolhem. O melhor é olharmos para o PS com olhos de ver (e já agora também para o PSD, o seu filho menor, e o CDS, o seu filho beato). E olhar também para a esterqueira em que se está a transformar a laicíssima União Europeia e para a evolução da Rússia, que se está a recristianizar. Mais vale viver em Oklahoma que em Detroit e em Provo que em Chicago.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Não subestimem os russos!

Um navio americano, o couraçado USS Donald Cook, lançador de mísseis teleguiados com capacidade nuclear e alcance de 2.500 Km. 96 mísseis sempre preparados para serem lançados. Uma maravilha tecnológica, não é?

USS Donald Cook

Um avião russo, o bombardeiro tático Sukhoi 24. Pode estar armado de mísseis anti-navio.

Bombardeiro tático russo Sukhoi 24

Um navio americano poderia fazer frente a um bombardeiro russo, não poderia. Se fossem três ou quatro, a história era diferente, é claro...

Mas... não subestimem os russos.

A 12 de Abril deste ano, um avião russo passou sobre um navio americano. Não tinha mísseis nem torpedos. Tinha apenas, debaixo da fuselagem, um dispositivo que, surpresa!, ao passar na proximidade do navio, este ficasse sem radares, sem sistemas de controlo, sem comunicações, sem eletrónica. Ponto. Um navio com o poderoso sistema Aegis viu-se como um alvo morto, enquanto o avião russo fazia várias aproximações de treino de lançamento de mísseis. Treze manobras no total, sem que os americanos tivessem capacidade de reagir. Sem eletrónica não se lançam mísseis intercetores.

Naturalmente, a tripulação ficou completamente desmoralizada enquanto o navio seguia para um porto na Roménia.

Vinte e sete dos marinheiros á pediram transferência. Obrigado, nada!


Que o Ocidente não pense que dura para sempre. Os russos virão aí, dentro de poucos anos, quando forem vistos como libertadores da ditadura circo-de-aberrações-sexuais da União Europeia e dos Estados Unidos. Os russos estão a comprar ouro e a construir abrigos fortificados enormes nos Urais. Prearam-se para a guerra. Os russos poderiam ganhar a guerra hoje, mas não a querem fazer. Tudo mostra que não a querem fazer, e que estão apenas a pedir que não os subestimem. Estão a dar prova de vida e a demonstrar que devem ser levados a sério.

O Ocidente anda a brincar com o fogo. Irá chamuscar-se.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Deixem-me ser claro.

A Rússia não é a União Soviética. Para achar alguma coisa que se esteja a parecer com a pouco saudosa União Soviética é necessário olhar mais para Ocidente, para Bruxelas. E como previ desde há muito, já a comissão Juncker anda sob fogo. E ainda mal aqueceu a cadeira. Esperem nos próximos meses o agravamento das críticas à União Europeia. Quando os russos forem olhados como libertadores, avançarão e acabarão com a pouco saudosa União Soviética do Ocidente, também chamada União Europeia. Não terá lágrimas da minha parte.

sábado, 1 de novembro de 2014

Putin disse, e bem dito: chega de brincar às negociações.

Há uns dias, em Sochi, Vladimir Putin fez um discurso admirável. Abriu o jogo. Desse discurso, que não é difícil de encontrar, tiro os seguintes pontos:

  1. A Rússia não irá aceitar o conceito de liderança global unipolar, que é o cerne da diplomacia dos Estados Unidos.
  2. Para que exista paridade entre nações, os Estados Unidos têm que considerar a Rússia como igual e agir d eacordo com isso.
  3. Os Estados Unidos têm, nestas últimas duas décadas, apenas pedido cooperação tácita da Rússia. E quando a Rússia se envolve em conflitos externos, como na Ucrânia, os Estados Unidos começam a vilipendiá-la.
  4. Os Estados Unidos não podem esperar que a atitude de excecionalismo americano seja universalmente aceite e apreciada.
  5. A Rússia é a herdeira da União Soviética. Isto não é coisa de orgulho para os russos, mas é um facto.
  6. A unidade entre as ex-repúblicas soviéticas e a Europa de Leste não é algo que se dissolva com a queda do comunismo. A Rússia tem obrigação de liderar este espaço.
  7. O Médio-Oriente é menos estável hoje do que em qualquer ponto da história. Isto é atemorizante no que concerne à produão de energia e ao terrorismo. Se a América acha que o Médio-Oriente é problema seu, deveria consultar um mapa e ver quão próxima essa região está da Rússia. O terror no Médio-Oriente pode radicalizar as populações islâmicas na Rússia e na antiga União Soviética, e isso é matéria de preocupação para a Rússia.

Esta radicalização do discurso vem depois das estúpidas sanções europeias. Há já alguns dias eu queria reportar este discurso, mas não sabia como fazê-lo. Em boa verdade, considero que a Rússia não quer a guerra, mas está a preparar-se para ela desde há muito. Alienar um amigo transforma-o num inimigo. E a guerra faz muito mais jeito a quem quer conservar o dólar como moeda de transações internacionais do que aos russos.

Digam o que disserem de Putin, a culpa deste discurso é do celerado Obama. Não teria sido necessário. Bastava que atraíssemos a Rússia para o nosso meio e lhe déssemos lugar na nossa mesa como igual.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

As políticas socialistas funcionam?

A resposta é um rotundo não. E a prova está neste gráfico.

Riqueza familiar média nos Estados Unidos (1945=100)
Riqueza familiar média nos Estados Unidos (1945=100)

A economia dos Estado Unidos passou a sobreregulamentar-se nos anos 70. Veja-se que até lá os 1% mais ricos ganhavam mais ou menos o mesmo que em 1945. A classe mais beneficiada foram os 90% mais pobres, num país onde qualquer um tinha de se desenrascar. A partir de 1975 o gráfico inverte-se: os ricos tornam-se qautro vezes mais ricos que em 75 e os mais pobres mantêm-se no mesmo patamar que tinham há quase trinta anos.

Mais regulação, mais ditadura das finanças, mais impostos acaba por beneficiar os mais ricos. Uma sociedade livre e com pouco estado é sempre mais justa para a classe média e a maioria dos cidadãos.

Sabiam que o coeficiente de Gini, o que mede as disparidades no rendimento, na antiga União Soviética era de 0,29 nos anos 80? Para dar uma comparação, é o mesmo do que o da Alemanha de hoje.

Não vou deixar muitos mais comentários ao gráfico. Ele fala por si. Deixo contudo este: sigam o dinheiro e sabem quem quer as políticas.

Paz na Europa. É possível?

Ultimamente estamos rendidos a uma certa possibilidade de guerra. Os russos estão rendidos à inevitabilidade da mesma. Será, pesando tudo, a guerra inevitável?

A guerra não é inevitável. A guerra depende de as sanções da Europa para a Rússia não darem em nada. Na sanha de sancionar a Rússia estamos a prejudicar a nós mesmos, e isso configura a própria definição de estupidez. Portugal já deixou de exportar legumes e carne de aves por causa dessas sanções estúpidas. As sanções deixarão de ser aplicadas quando forem espúrias. E serão inócuas quando a Rússia se desenvolver e não precisar da Europa. E nesse momento deixará de haver necessidade de guerra.

Ora, como é que a Rússia se desenvolverá? Ela já está no caminho. Veja-se o gráfico do aumento da produção industrial desde que as sanções ocorreram:

Variação homóloga da produção industrial na Rússia

As sanções à Rússia estão a estimular a produção interna.

A Rússia tem outros problemas: diminuição e envelhecimento populacional, mais até que na Europa. Nenhum país nem nenhuma cultura subsiste assim muito tempo. A contração populacional deu cabo do Império Romano e está a dar cabo da Europa.

Se eu fosse russo, faria o seguinte: iniciaria um programa de imigração livre de profissionais especializados europeus (agricultores, silvicultores, engenheiros, informáticos), com as seguintes condições:

  1. O profissional aceitaria fazer esforço para aprender a língua russa, para se integrar na sociedade russa, e manter a sua residência primária em território russo;
  2. O profissional aceitaria obedecer à lei russa;
  3. O profissional declarava não tentar influenciar a política russa enquanto não fosse declarado naturalizado (caso alguma vez o viesse a ser).

Em troca, as autoridades russas dariam proteção jurídica ao estrangeiro, nacionalidade opcional para as crianças nascidas em território russo e liberdade económica para iniciar e incrementar negócios.

Muitos cidadãos europeus com talento estão receosos do rumo da União Europeia. Muitos cidadãos, cristãos conservadores, receiam que em poucos anos tenham de renegar as suas crenças para poder viver numa europa de aberrações e de tolerância intolerante, onde se faz guera às famílias e aos valores que puseram a Europa nos píncaros do Mundo.

Muitos, como eu, aceitariam o convite, ou pelo menos considerá-lo-iam cuidadsamente. Há muitas pessoas, de muitos lados, que se sentem oprimidas por Bruxelas e pelo seu neo-comunismo que tudo regula e tudo tolera, desde que abra mais uma frente de guerra à família e aos valores tradicionais. Se a Rússia quer manter esses valores, que a Europa rejeita e apouca, então mil vezes os russos aos belgas.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Preparem-se para o concerto. A orquestra está a afinar-se.

Coro do Exército da Federação Russa canta Money, money, money!.

A Rússia está a ser acossada pelo Ocidente hipócrita. O Putin está em modo de testar as defesas ocidentais? Não! De provocação. De dizer que a Rússia não se vai ficar quando o Ocidente lhe anda a levantar sanções.

Roteiro dos próximos meses: na UE o Barroso sai e o Juncker entra sob fogo. As piores e mais estúpidas decisões da União Europeia serão decididas pela burocracia. Os cidadãos europeus ficarão às avessas com a União. Particularmente se forem heterossexuais, cristãos e pais de família. Disse tudo ou é preciso mais uma mulher barbuda?

A Rússia parecerá cair da sua posição militar dominante. Mas quando menos se esperar entrará na Europa como libertadora, para alívio de todos nós, depois de tratar dos Estados Unidos num único dia. Parece rebuscado? Vejam o que está a ser vendido ao povo russo na imprensa russa. O povo russo está farto dos agravos do Obama.

Posso assegurar-vos que se devem verificar todos os contentores provindos da Rússia em direção à Europa a partir de hoje, especialmente os que acabarem por ser imobilizados em armazéns remotos. Por causa dos Club-K e de outro material militar. Não são apenas os Estados Unidos que têm armas em stand-by na Europa.

Por mim, perante esta União Europeia que temos, vou preferindo a Euroasiática. Antes Putin que Obama, antes Putin que Juncker, antes Putin que aquela (aquele? aquilo?) mulher de barbas que ganhou o festival da Eurovisão, a censura contra os livros da Enid Blyton (a série Os Cinco, lembram-se?) porque apresentam mulheres em papeis tradicionais, como donas de casa.

E toda esta guerra vem porque os Estados Unidos querem manter o dólar nas transações internacionais. Contra a vontade dos outros povos. Interessa-lhes. É compreensível. Já começaram uma guerra na Europa por causa do Euro (a das Balcãs) e porque uma mulher andava a embicar um presidente. Desta vez têm um homem com gónadas pela frente e um povo que não se deixa levar, um povo com alma.

Somos contra os ricos ou contra os pobres?

Um político pode proibir a riqueza por decreto. Essa será a lei mais eficaz que existe. No processo criará milhões de pobres, e os ricos ou se tornarão pobres ou emigrarão. É um dos mais ubíquos frutos do socialismo, essa fantástica capacidade de reduzir sociedades bastadas à miséria e à escassez.

Pode proibir-se a pobreza por decreto, mas não criará nenhum rico por isso. Os ricos criam-se virtuosamente quando as pessoas podem gozar os frutos do seu trabalho, e desonestamente quando se lhes dá justificações para espoliar os frutos do trabalho alheio. Políticos e mafiosos (repito-me, eu sei!) vivem do trabalho alheio. Uns justificam o seu latrocínio pela força das armas e outros pela força das armas e das moralíssimas leis. Um bom político vale o seu peso em ouro. Um mau político aproveitar-se-á disso para colocar o bom e denso político em baixo de água. A lei de Gresham da política é esta. A lei de Colaço das eleições livreiras é a seguinte:

Uma má escolha política é como uma malagueta. Custa a engolir e faz arder o traseiro no dia seguinte.

Meus caros leitores, prefiro desigualdade na bastança que igualdade na miséria. O problema do nosso capitalismo é não ser capitalismo. É de todos os jornais, escritos e televisivos, abrirem com notícias de política, porque a política interessa mais do que deveria interessar. É de ter as sedes de todas as grandes empresas alapadas ao orçamento do Estado em Lisboa, porque é lá que está o poder, e é lá que se esgravata algum favor. É ter quinhentos mil funcionários públicos a lustrar cadeiras num diâmetro de cinco quilómetros, imagine-se onde.

No meio deste crapulalismo ainda não achei lugar para o capitalismo.

E na Suécia suicidam-se aos mil.

Eu não sou contra os ricos. Um rico, quando enriquece virtuosamente, por trabalho honesto, levará muitos outros à riqueza: trabalhadores, agentes, pessoas com quem negoceia ou de cujos bens e serviços consome na sua vida particular. Um rico deve ser estimado, conquanto tenha acedido à riqueza sem se fazer alapado ao Estado.

Eu sou contra os pobres. Tanto que não os quero. Prefiro que enriqueçam. Gostaria que os 10% mais pobres da nossa sociedade conseguissem ter segurança alimentar, pagar a sua casa, ter meios de comunicação e um automóvel. Seriam ainda os 10% mais pobres da população, mas estariam tão bem como a classe média de hoje. Só conheço um modo de o fazer: permitir que negoceiem livremente, no modo de vida que lhes aprouver, desde que honesto, sem que nada lhes seja dado. Subsídios perpetuam pobres, porque dão a impressão que se pode viver com pouco fazendo nada.

E quem pode viver com pouco fazendo nada porque viveria com pouco mais tendo que trabalhar para isso?

E na Finlândia também se suicidam aos mil.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

A Preventiva: manutenção industrial, consultoria e formação técnica na Beira Interior

A Preventiva dedica-se à manutenção industrial, à consultoria técnica e à elaboração de candidaturas a financiamento pelos quadros comunitários e a formação nas áreas técnicas. É minha criação e a minha plataforma de lançamento nas áreas onde mais gostei de trabalhar até ao momento.

Trabalhamos em manutenção de máquinas industriais e também em máquinas de construção (como bulldozers ou retroescavadoras). Trabalhamos também em empilhadores. Em todas estas máquinas tenho bastante experiência, e foram os meus formandos (em cursos de manobração de empilhadores) que me encorajaram a lançar-me por conta própria e a oferecer um serviço de excelência nesta regiao, onde este não existe. Espero ser um líder nacional, o seu tempo, em automatização e robótica, oferecendo estes serviços para todo o país.

A Preventiva é situada na Beira Interior, no concelho da Covilhã. Espero que venha a ser o primeiro contacto das empresas industriais, de construção e comerciais para manutenção nos distritos da Guarda e de Castelo Branco. Em relação a empresas do litoral posso oferecer tempos de resposta mais rápidos e melhor preço. Almejo também oferecer melhor qualidade e maior honestidade no serviço do que aquilo que tenho visto ser a norma.

Há alguns projetos futuros, os quais irão ser anunciados quando estiverem prontos. Entretanto, conclamo que visitem www.preventiva.pt e que exponham as vossas críticas e sugestões. Cá estarei para as ouvir.

O PS quer criar um dia contra a homofobia e a transfobia

Faz sentido para o PS.

Se para além da homofobia e da transfobia incluir nesse dia a imbecilofobia e a larapiofobia terá incluído proteção absoluta para 100% dos líderes, militantes e simpatizantes do partido.

domingo, 26 de outubro de 2014

Enquanto a sereia nos canta, as preparações para a guerra continuam

Os Estados Unidos estão neste momento a armazenar um número indeterminado de tanques e de material militar em cavernas na Noruega. Tendo estes armazenados, uma força expedicionária de fuzileiros pode ser colocada em ação em apenas algumas horas, voando os homens de bases situadas na Alemanha ou no Reino Unido. Estes homens encontrarão o material, pesado e difícil de transportar, preparado para eles nas cavernas onde estiverem amazenados.

Confirmado no sítio dos no sítio dos fuzileiros norte-americanos.

Os Estados Unidos andam também a realizar muitos exercícios militares. Os russos também.

Se acham que os russos detestam o Ocidente, desenganem-se. Os russos adoram o Ocidente. Detestam é aquela caricatura qem que o Ocidente se tornou. Conseguem saber quem é o pai que apresentou o seu filho ao Presidente Reagan na fotografia a seguir?

Fotografia da visita oficial de Ronald Reagan à Rússia. Note-se o homem de branco, à esquerda.

Ronald Reagan é um herói na Rússia. Konstantin Malofeev, um dos empresários mais chegados ao Putin e alvo das sanções estúpidas que o Barraca Obama (o emperresidente por fraude dos Estados Unidos) mandou cá para fora, disse, textualmente:

Assim como os cristãos no Ocidente no tempo de Ronald Reagan nos ajudaram contra o mal do comunismo, temos de pagar a nossa dívida aos cristãos que estão a sofrer sob o totalitarismo no Ocidente. Estes autodenominados liberalismo, tolerância e liberdade são meras palavras, mas por detrás delas pode-se ver o totalitarismo.

Malofeev nomeou vários exemplos de totalitarismo: multas a estabelecimentos comerciais que se recusam vender flores ou bolos para casamentos homossexuais, ou o uso de gás pimenta contra os que protestavam em França contra o casamento gay. Sobre isso afirmou:

Vimos tudo isto nos anos 20 na União Soviética. Sabemos o que acontece quando a proteção das minorias se transforma em política de estado.

Na Rússia, as pessoas acham que o Ianukovitch negou o contrato de associação com a União Europeia porque a UE iria acabar por fazer valer o casamento homossexual, contra a maioria dos ucranianos. Se têm razão ou não, não faço ideia. Sei que os Russos veem a União Europeia como eu vejo: a União Soviética que a União Soviética quis ser e nunca foi.

Já escrevi aqui que dois caminhos paralelos e próximos levam sempre ao mesmo lugar. A União Europeia vai-nos levar à miséria e à grilheta da Soviética que a precedeu. Se quer mudar, tem de apoiar a família, deixar de experimentalismos idiotas e bizarros e de deixar de chatear os russos. melhor, deve convidar os russos a pertencer à União. Melhor ainda, o próximo presidente da comissão deve ser Serguei Lavrov, o presente ministro dos negócios estrangeiros russo. Antes Lavrov que Juncker, antes Putin que Obama.