sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Para que o nosso Seguro não fique com inveja do presente ao Hollande.

Licor inominável

Suspeita-se que mais bosta destilada, e de mais borradíssima qualidade, sairia da sede do PS se eles se dedicassem a comercializá-la. Nada que de lá tenha vindo nos últimos tempos (desde 1973, o ano da sua fundação) deixa de cheirar a queijo de Portalegre embrulhado em papel de rosas.

Sugerimos ao Partido Socialista que se dedique à sua principal vocação e deixe de tentar vaticinar novas maneiras de enterrar Portugal, como fez repetidamente no passado recente.

Foram oferecer ao Hollande bosta de cavalo?

«Merda de cavalo» — o melhor tabaco debaixo do Sol

Com tanta bosta de cavalo que puseram à frente do Parlamento, Paris inteira ficará com uma mocada tal que nunca mais se levanta.

Partido libertário em Portugal?

Partido Libertário Português

Ao que parece, alguém criou um tal Partido Libertário Português. Estava à procura de partidos libertários na Europa quando dei com isto. Parece ser criação recente e, além da tralha no Livro das Fuças, não parece ser dotado ainda de personalidade jurídica.

Não escondo que se fosse britânico o UKIP teria o meu voto; mas nunca, sendo francês, votaria na Frente Nacional. A Frente Nacional é estatista e tão neo-totalitária como os comunistas. Nada de bom advirá dela. O UKIP, por seu turno, é liberal e, como eu, defende um estado pequeno.

Esta entrada num dos blogues do The Spectator diz tudo: a Frente Nacional é estatista, o UKIP libertário.

Termino com um vídeo de Nigel Farage, o eurodeputado estrela do UKIP onde acusa consubstanciadamente da União Europeia de ser o novo comunismo. Com carradas de razão.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Vamos considerar a nossa saída das Nações Unidas, por favor!

Temperaturas globais desde 1992. Note-se que a partir de 1998 as temperaturas não crescem e a tendência é estacionária ou decrescente.

Uma verdade imbecil

Sabia que as Nações Unidas eram um ninho de experimentadores sociais (o meu eufemismo para burrocratas loucos varridos e cheios de teorias néscias de como os outros devem viver as suas vidas). Conheço suficientes documentos e pessoas dentro da ONU para saber o que a casa gasta e o que quer que gastemos. A opulência dos funcionários da ONU nos lugares onde intervém está em direta antítese ao pecúnio daqueles que dizem assistir. Como todas as burrocracias, vive para dentro, tem-se a si mesma como modelo, e serve-de daqueles que diz servir.

Não desejo aqui enunciar a prática inutilidade da Organização das Nações Unidas. É patente para quem a quiser ver. Uma resolução da ONU é tão vinculativa como os conselhos de moda da Fátima Lopes: dão em todas as televisões mas só são ouvidos por uns poucos sicofânticos. A maioria das mulheres está-se positivamente a borrifar se a moda este anos são os rosas ou os anis. Continua a sua vida como dantes e veste as roupas do ano passado. As resoluções da ONU, de modo similar, são ignoradas por quem quer, e apenas servem para reivindicar uma superioridade moral por quem fez a dita resolução. São muitas vezes provindas e votadas por opções ideológicas dos quatro grandes blocos transnacionais (anglo-americano, russo, chinês e islâmico).

A Directora de Clima (Seja o que isso for!) das Nações Unidas, Cristina Figueres, disse que a democracia não é o melhor modelo para combater o aquecimento global. Diz ela que a China Comunista é o melhor. (Leiam este artigo, em inglês, de Michael Bastasch)

A mulher parte de um acontecimento que não existe (o aquecimento global) para nos impor um regime que não queremos (o totalitarismo chinês). Ou é imbecil ou está na lista de pagamentos de alguém. Uma das duas de certeza e provavelmente as duas. Fique-se com os seus experimentalismos sociais que ainda vou apreciando a liberdade que me vai restando.

China com bom ambiente

Alguém tem que dizer à ignara que o ambiente na China está a ser tratado a tratos de polé. Façam-na tomar banho no Rio Amarelo depois de sessenta anos de maus tratos totalitários e, com sorte, ela apanha um banho de realidade! A China acaba de aprovar a instalação de mais minas para a extração de cem milhões de toneladas de carvão adicionais, e de centrais elétricas para as usar. Lá vai a teoria das renováveis em que investe o PC Chinês!

A China é um país grande, com pessoas inteligentes e capazes, que não merecem o destino que têm nas mãos de um governo tirânico. Quem apoia esse governo é neo-totalitário (termo que contraponho a neo-liberal, mas desta vez com sentido), e quer o fim das democracias liberais que me permitem escrever e ler estas palavras às claras, sem que haja medo de ter a polícia a bater-me à porta. Eu, reconhecendo as limitações das democracias, percebo que se têm de fundar na república e no primado das leis sobre a simples vontade da maioria, por respeito às minorias. O modelo chinês não é senão o modelo de opressão de todo um povo e dos seus vizinhos. Um povo tão grande, que tanto deu à humanidade e que tanto deixou de dar por não ter conhecido um dia de liberdade, que é tempo de levantar a cabeça e de respirar a liberdade que nós, no Ocidente, damos de barato!

Alternativas à ONU?

Um povo deve ser amigo de todos e aliado de poucos. As relações entre povos devem ser comerciais, não militares. As alianças político-militares devem ser feitas apenas com povos semelhantes, e somente para defesa comum. Sou por isso pelo que a NATO já representou, e que há muito não representa. A NATO foi em tempos uma reunião de democracias liberais que se uniram para manter o seu estilo de vida, impedindo que outros povos por coação ou invasão a ameaçassem. Portugal deve muito à NATO. Nos dias de hoje a NATO está desvirtuada, e perdeu o sentido. Ou se corrige ou temos de perceber se devemos ou não lá permanecer também.

As alternativas à ONU devem ser uma cimeira semestral entre os representantes máximos das democracias mundiais; e um conselho de segurança feito à medida do existente. Sem burrocracia iluminada. Sem FAO. Sem UNICEF. Sem OIT. Apenas os comitês técnicos devem ser preservados, e apenas para emitir normas de aplicação mundial (a ISO). A assistência aos países em desenvolvimento deve acabar, pois muito faz por manter esses países no subdesenvolvimento. Afinal, para quê cultivar terras férteis se a Europa manda comida de graça e sem contrapartidas, de forma continuada?

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

O Urso Prudente e o Dragão Estouvado

Ilhas Sensaku. Estas ilhas são disputadas pelo Japão e pela China. E podem vir a dar molho.
Em http://www.geostrategicforecasting.com/

A prudência do Urso

Apesar de a URSS e os Estados Unidos, cada um com as suas nações aliadas, se terem defrontado numa guerra cujos tiros apenas foram mandados por procuração, ninguém viu um tiro entre um soldado soviético e um americano, ou entre um soldado da NATOP e um do Pacto de Varsóvia. Houve alguns incidentes nucleares em 1984, que quase resultaram num confronto aberto, e só sabemos deles hoje, a esta distância. Havia uma grande compenetração de ambos os poderes opositores que armas nucleares estavam prontas a ser lançadas pelo adversário a qualquer altura. Caso o fossem significaria grandes perdas para todos, aliados e opositores. O lobo ocidental e o urso oriental mediam-se continuamente, olhavam-se nos olhos, e sabiam que qualquer confronto era impossível de ganhar por qualquer lado. Fosse qual fosse o animal sobrevivente, a gangrena assegurava-lhe a morte.

O medo de se armar em tolo aguçou a prudência tanto no bloco ocidental como no comunista. Os russos, como cantava Sting nos anos 80, também amavam as suas crianças. Qualquer capitão americano ou soviético que se armasse em herói podia contar com o fim da sua carreira e, bem certamente, um desaparecimento rápido provocado pelos serviços secretos. O medo que aparecesse num bloco ou noutro algum émulo do General Jack D. Ripper (do filme Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb, de Stanley Kubrick), e que, contra tudo e contra todos, iniciasse um tétrico suicídio global, era mais temido do que ter mais ou menos forças convencionais no terreno. Nesses dias, a prudência dos governantes fez claro que iniciativas privadas de um qualquer general não seriam permitidas.

O Dragão esconde-se à vista de todos

A retórica chinesa é diferente. Quem lê os discursos em mandarim fica com a ideia de que os chineses estão a encorajar o surgimento de uma dessas iniciativas por parte de um chefe de brigada qualquer, algures, seja em relação à Índia ou, especialmente, nos diversos arquipélagos do Extremo Oriente que são disputados por vários países. Os líderes chineses sabem bem que podem neste momento subjugar Taiwan, o Japão, as Filipinas, a Coreia do Sul OU o Vietname. Mas não podem subjugar Taiwan, o Japão, as Filipinas, a Coreia do Sul E o Vietname, especialmente sabendo que os Estados Unidos têm tratados de defesa mútua com quatro destes países.

É costume procurar um inimigo externo quando internamente as coisas estão prestes a destrambelhar. A China já está perto do ponto de não conseguir esconder os pés de barro poroso de uma estátua de metal. A bolha de crédito chinesa faz a ocidental (que levou à crise de 2008) um mero aborrecimento com formigas num piquenique comparado com um ataque de locustas. Os líderes chineses sabem disso. E estão prestes a, como Clinton fez na Jugoslávia, de desviar as atenções internas começando uma guerra. Sem ordem superiores, através do sacrifício de uns estouvados que procuram glória patriótica atacando forças que, sabem os líderes, irão derrotar os seus heróis na primeira parte do filme. Com a vantagem de se poder negar que os líderes chineses alguma vez tenham dado ordem para começar a guerra e desviar as atenções da economia.

Os líderes do partido comunista chinês estão à procura de mártires. Espero, para o bem da China, que não os encontrem. A China é um país por demais culto e valoroso para que se entregue à volição de uns quaisquer ditadores, que desejam poder desviar a culpa do eminente e iminente colapso de si próprios.

Quem acha que a China Comunista é uma nação pacífica esquece ou não conhece os conflitos armados contra a Índia em 1962, contra a União Soviética em 1969, a ocupação do Tibete, a guerra de 1979 a 1987 contra o Vietname e rumores de ocupações no Laos.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

A Rússia romperá relações diplomáticas com Portugal

Assunção Cristas, a última heroína na luta contra o aquecimento global

Fontes mal informadas asseguram-nos que a Rússia chamará o seu embaixador em Portugal. O imbróglio deve-se à nossa ministra da agricultura. Em 2011, mal tinha tomado posse, dispensou as gravatas para poupar energia no Ministério da Agricultura, do Ambiente, do Ordenamento do Território e das Alfaces Lisboetas.

Investigando o aquecimento global

Os efeitos, deferidos no tempo, foram de tal forma sentidos que acabaram por inverter o aquecimento global. No Ártico, um navio russo foi retido pelo gelo, e o seu putativo salvador, um quebra gelos chinês, teve a mesma sorte. Resta dizer que na Antártida vive-se agora o Verão. Não foi encontrado nenhum representante da Antártida para comentar a onda de frio polar que contrariou os supostos cientistas que estavam à procura dos efeitos do aquecimento global. É-nos assegurado que esses efeitos não incluíam a duplicação da capa de gelo, como vieram a encontrar.

Os Russos, pragmáticos, assestaram as suas baterias na direção da ministra da agricultura portuguesa, da qual o único sucesso do seu trabalho parece ser esse recuo inesperado do aquecimento planetário. Esperam-se reações do Palácio das Necessidades Constantes, sede do Ministério dos Negócios Estranhos.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Vou fazer uma pergunta.

Isto de subir o peso do Estado, de nos fazer pagar mais impostos para manter os privilégios de alguns e os empregos de demasiados funcionários públicos, e de sufocar as empresas com regulações e autorizações e alvarás e licenças é:

  • Neo-liberal?
  • Neo-totalitário?
  • Perfeitamente imbecil?

Note-se que pode escolher duas respostas, desde que inclua nestas a terceira.

domingo, 5 de janeiro de 2014

Do livro «The 5,000 Year Leap»

W. Cleon Skousen
W. Cleon Skousen

Alguns autores têm o dom de nos maravilhar. Quem o tenta fazer pela prosa oca e rebuscada raramente acerta. Mas outros fazem-no pela simples manifestação de inteligência superior, apresentando argumentos complicados em termos que o mais leigo dos homens pode perceber. W. Cleon Skousen é um deles.

Recomendo a leitura do seu livro The 5,000 Year Leap. Não imagino que alguma vez possa haver uma tradução para português. Se houvesse, gostava de ser eu a fazê-la. Este livro é uma análise à Constituição Americana a aos princípios que fizeram a América grande.

The 5,000 Year Leap
The 5,000 Year Leap, de W. Cleon Skousen

Os vinte e oito princípios de liberdade que, sustenta Skousen, são possibilitados pela observância à Constituição dos Estados Unidos da América, são exactamente aquilo que vemos negado em Portugal pela nossa constituição gorda, ideológica e, basicamente, oca. Tão oca que é frequentemente ignorada. Sustento que a próxima revisão constitucional seja realizada com um destruidor de documentos, e que adoptem uma constituição neutra, minimalista, e que pouco mais seja que uma carta de direitos e deveres e que uma descrição dos órgãos de poder. O resto pode ser determinado pela lei.

Há coisas no livro de Skousen que são claramente dúbias: não é de crer que os saxões sejam descendentes das tribos de Israel, nem que todos os pais fundadores da América fossem cristãos devotos. Houve teístas sem confissão religiosa organizada entre os pais fundadores. No entanto estes restauraram princípios de liberdade individual que se perderam com o fim da república romana. Princípios que foram beber a diferentes fontes: a Bíblia, a Magna Carta, Montesquieu. Vinham de todos os extratos da vida corrente: havia deões de universidades, havia lenhadores de fronteira. Fizeram uma constituição que bem nos serviria melhor, a nós, portugueses, que o catarpácio ilegível e contraditório que temos o azar de herdar dos anos de loucura de 75.

Sociedades livres sempre fizeram povos fortes. E se há coisa que tornou os Estados Unidos fortes foi exatamente o princípio de governo limitado que durou até ao início da Guerra Civil, nos anos 60 do Sec. XIX. O consulado Obama está a afundar os Estados Unidos. (princípio 27)

Nisto deverei estar longe do zeitgeist, mas sustento que apenas a religião pode manter a moralidade que mantém os povos fortes. Não advogo aqui uma ou outra igreja, advogo a religião e o espírito de verdadeira liberdade que a religião, quando vivida em conformidade com as leis de Deus, concede ao homem, obrigando-o ao respeito para com o seu semelhante. Um homem que deseja ser como Deus fará uma família divina. E as famílias divinas sociedades divinas. E nas sociedades divinas não há pobres, porque há quatro direitos económicos que cada homem tem:

  • O direito de tentar;
  • O direito de fazer;
  • O direito de vender;
  • O direito de falhar.

Todo o estado moderno assenta na negação destes direitos, colocando barreiras ilógicas e contraproducentes a cada um deles. Admira-se alguém que, imobilizadas as pessoas na sua iniciativa, as sociedades caiam e empobreçam?

Adiante. Eis os vinte e oito princípios de liberdade. Que vos faça pensar tanto quanto me fizeram a mim. Que vos faça sentir tão desconfortáveis do governo de Portugal, ou do seu desgoverno, quanto eu me sinto. Mais uma vez, aconselho a leitura do livro. Há versões em PDF a circular pela Internet.

Princípios de Liberdade

  1. A única base confiável para um governo justo e para relações humanas justas é a Lei Natural.
  2. Um povo livre não pose sobreviver sob yma constituição republicana a menos que permaneça virtuoso e moralmente forte.
  3. O meio mais promissor de governar um povo justo é a eleição de líderes virtuosos.
  4. Sem religião, o governo de um povo livre não pode ser mantido.
  5. Todas as coisas foram criadas por Deus, e por isso d'Ele toda a humanidade é igualmente dependente, e para Ele são igualmente responsáveis.
  6. Todos os homens foram criados iguais.
  7. O papel do governo é proteger direitos iguais, não providenciar iguais ganhos.
  8. Os homens são dotados por Deus com certos direitos inalienáveis.
  9. Para proteger os direitos do Homem, Deus revelou um código de lei divina.
  10. O direito divino de governar é investido na autoridade soberana de todo o povo.
  11. A maioria do povo pode alterar ou abolir um governo que se tenha tornado tirânico.
  12. Os Estados Unidos da América serão uma república.
  13. A Constituição deverá proteger o povo dos devaneios dos seus governantes.
  14. A vida e a liberdade estão seguras enquanto os direitos de propriedade estiverem seguros.
  15. O pico da prosperidade ocorre quando há uma economia de mercado livre e um mínimo de regulamentações governamentais.
  16. A governação deve ser separada em três ramos.
  17. Um sistema de controlo e equilíbrio dos poderes deverá ser adotado para prevenir o abuso do poder pelos diferentes ramos de poder.
  18. Os direitos inalienáveis do povo têm mais hipótese de preservação se os princípios do governo são ditados numa constituição escrita.
  19. Apenas poderes limitados e cuidadosamente delineados deverão ser delegados ao governo. Todos os outros deverão ser retidos pelo povo.
  20. Eficiência e capacidade requer que o governo opere de acordo com a vontade da maioria. Mas normas constitucionais deverão ser exaradas para proteger os direitos da minoria.
  21. O poder local forte é a pedra de toque na proteção da liberdade humana.
  22. Um povo livre será governado pela lei e não pelos caprichos do homem.
  23. Uma sociedade livre não pode sobreviver como uma república sem um programa vasto de educação.
  24. Um povo livre não sobreviverá a menos que permaneça determinado.
  25. Paz, comércio e amizade honesta com todas as nações — e alianças envolventes com nenhuma.
  26. A unidade nuclear que determina a força de qualquer sociedade é a família. Por isso o governo deve acarinhar e fortalecer a sua integridade.
  27. O peso da dívida é tão destruidor da liberdade humana como a subjugação por conquista.
  28. Os Estados Unidos têm um destino manifesto de ser um exemplo e uma bênção para toda a raça humana.

sábado, 4 de janeiro de 2014

Segundo o China Times, Xi Jinping, o presidente do partido comunista chinês e o líder da Comissão Militar Central, pede às forças armadas que se preparem para a guerra. Não acredito que a guerra estale este ano, pois as forças armadas chinesas são ainda incapazes de enfrentar todos os seus inimigos externos de uma vez só. Tal como o Paraguai em 1870 ficou reduzido a metade da sua população, depois de ser invadido simultaneamente pelo Brasil, pela Argentina e pelo Uruguai, a China sabe que a Rússia, as Filipinas, o Japão, a Índia, Taiwan, o Vietname e a Índia podem, num ataque simultâneo, obrigá-la a dispersar as suas forças e esmagá-la.

A China não peca por ser burra. É paciente. Sabe que a sua ameaça não vem de fora. Vem de dentro, do próprio povo chinês. Muitos chineses estão profundamente descontentes com o centralismo de Pequim, e querem mais autonomia. E zonas francas. E liberdade. O Partido Comunista Chinês sabe disso. Há manifestações diárias por liberdade e contra os abusos de oficiais do Partido na China. O caldeirão não vai explodir, mas um inimigo externo pode unir os chineses em torno do seu próprio algoz.

O apelo à preparação paraa guerra mostra uma china frágil. Este ano vai ser pródigo em surpresas, e não será de todo de excluir algumas escaramuças navais ou aéreas nas Sensaku ou nas Paracel. Não creio que uma guerra convencional seja algo que vejamos este ano. Os Estados Unidos ainda estão fortes, muito embora o Obama esteja a tornar o que era forte fraco em menos de uma década. Como o Guterres e o Sócrates em Portugal.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Lech Walesa tem mais uma vez razão.

Lembro-me de ter crescido com os ecos do Solidariedade a mostrarem ao mundo o sangue nos dentes da besta comunista na Polónia em em todo o bloco oriental da Europa. Lech Walesa para mim será sempre uma referência de liberdade. Se houve um Prémio Nobel da paz que caiu em boas mãos, e raramente caem, foi o dado a este homem.

Está aí umfilme sobre a sua vida. É para ver. E, no seguimento deste filme, deu uma entrevista à CNN.

Algumas pérolas foram lançadas:

Sobre Barack Obama: Quando ele foi eleito houve muita esperança no Mundo. Esperávamos que Obama recuperasse a liderança moral para a América, mas isso falhou.

América não lidera o Mundo na área da moral. Em termos militares, sim, não há dúvidas. Economicamente, está-se tornando mais fraca. Mas em termos de política e de moral, a América não lidera mais o Mundo.

Segundo Walesa, a América, sob Obama, perdeu o seu papel na liderança do Planeta.

Não se pense, porém, que Walesa detesta a América. Pelo contrário, é-lhe profundamente grato: Até ao fim co último século, os Estados Unidos foram o último recurso de todos os problemas do Mundo. Eram a derradeira esperança para cada problema ou conflito mundiais. A América sempre ajudou. E agora, perdemos a América como este último recurso.

Houve mais coisas ditas, todas elas boas verdades. O Sr. Walesa continua a ser um gigante da liberdade, como é Vaclav Havel ou foi Boris Pasternak. Disse o que tinha de ser dito. Não deixem de ver a entrevista.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Tempos interessantes, dias incertos

Um facto que não tem sido propriamente noticiado, mas que irá certamente mudar o nosso mundo nas próximas semanas, é a relutância de a China aceitar pagamentos em dólares. Os cofres do Reino Unido, antes cheios de ouro, estão, segundo a Bloomberg, virtualmente vazios, visto o ouro que tem sido transferido para Hong Kong.

O que significa para o Mundo que a Chine deixe de aceitar pagamentos em dólares,e prefira ouro? Só pode querer dizer que a China acredita que nos próximos anos, ou mesmo meses, os Estados Unidos vão ligar as impressoras ao ritmo máximo e desvalorizar o dólar; a menos que façam uma negaça nos pagamentos da dívida, precisamente em parte detida pela China.

Não creio que 2014 traga guerra, como tantos andam a vaticinar. Trará talvez a público algumas das fragilidades dos Estados Unidos. Penso que apenas quando os candidatos para as eleições de 2016 começarem a alinhar-se, lá para o meio de 2015, as fragilidades da economia americana começarão a ser de tal modo evidentes que não mais poderão ser negadas.

Nesses dias, creiam-me, o futuro económico e político do Planeta será impossível de ser previsto a horas de distância.

E todo o ouro da China não poderá ser comido pelos chineses.