sexta-feira, 20 de junho de 2014

Monsieur Hollande, merci bien!

Camaradas socialistas, sindicalistas, comunistas, trotskistas, anarquistas, ecologistas, centristas, marxistas, maoístas, obrigado.
E agora, o que é se faz?

Os franceses estão a comprar casas de luxo em Lisboa. E a fixar residência fiscal em Portugal, suponho. As taxas sobre as grandes fortunas do Presidente Hollande estão a deixar a França sem grandes fortunas. Como os socialistas gostam.

Pois eu quero um Portugal com grandes fortunas, cheio de milionários e bilionários que acabem por gastar cá o dinheiro deles. E quero impostos baixos sobre as grandes fortunas, porque os milionários gastam melhor o seu próprio dinheiro do que o Estado, que acaba por não o gastar quando os milionários se vão embora com o seu dinheiro.

E um francês para viver em Portugal não precisa de visto nem dourado nem brasonado. Basta querer viver la belle vie dans sa place au soleil.

Mon ami François, merci mille fois, mille fois merci!

Alguém duvida que isto da fuga de pessoas, de cérebros e de capitais é o fruto derradeiro do socialismo e do comunismo? Há algum país comunista de onde não fuja quem pode? Onde a miséria não prevaleça para o povo? Onde a corrupção e a opulência seja modo de vida para os homens do aparelho?

Mas afinal havia armas químicas no Iraque ou não?

É que se não há nem havia, alguém me diz o que é que os rebeldes islamitas que neste momento invadem o Iraque clamam ter capturado?

Fonte: Daily Telegraph.

Isto também quer dizer que os escroques conquistaram terreno a menos de 100 Km de Bagdad.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Tempos interessantes aproximam-se

Sergei Glaziev, um dos conselheiros económicos de Vladimir Putin

Glaziev pôs em claro a única maneira como os Estados Unidos podem ser derrotados em três tempos. Recentemente escrevi aquilo que a Gazprom iniciou ao negociar em euros e em rublos os novos contratos. Glaziev, que é um dos proponentes da União Euroasiática, uma espécie de União Soviética sem comunismo, está cheio de razão. A maneira de parar com as bobamanias que os Estados Unidos andam a realizar por todo o Mundo é atacar onde dói mais. Na carteira.

Mais de 80% dos dólares que andam em circulação estão fora dos Estados Unidos. Se a Rússia conseguir que vários países façam as suas transações em moeda local, então os dólares serão inúteis, senão para comprar bens e serviços nos Estados Unidos. Um dólar actual valeria por cinco a dez dólares futuros. Milhões e milhões de investidores estariam dispostos a livrar-se dos dólares.

Todos os caminhos estão na Ucrânia. Como disse e escrevi, a Rússia não vai atacar a Ucrânia abertamente. Seria contra os seus interesses. A China vai começar uma guerra no Extremo Oriente. A China precisa dessa guerra. A Rússia não. A Rússia tem superavite. A Rússia tem uma mais ou menos boa união da opinião pública em torno de Putin. A Rússia não tem o sistema bancário tão exposto a alumínio evaporado e a um castelo de mentiras como a China. Quem quer a guerra na Ucrânia são os Estados Unidos, particularizando aí a fação de Obama. Para poder dizer que o mal da economia americana é a guerra.

Sorte nossa, Putin é uma ordem de grandeza mais inteligente que qualquer democrata americano. Sabe a quem apelar nos Estados Unidos. Sabe da fragilidade do presidente americano. É alvo da admiração de muitos americanos, que o prefeririam como seu líder à récua que está no controlo da Casa Branca. Porque, santa paciência!, há limites à idiotice — ninguém pode ser tão idiota sem acabar por o parecer, e a administração americana não deixa margem para dúvidas.

Eu estou muito ambivalente em relação à Rússia. Sei que aRússia de hoje é democrática. Se na Rússia a oposição é aborrecida, o que se dirá nos Estados Unidos, onde as finanças (IRS) anda a auditar vezes sem conta quem fale contra o Obama? Onde a policia está a ser militarizada?

O problema é apenas saber a resposta a isto: será que a Rússia está a voltar ao comunismo ou existe um esforço sincero do país em harmonizar os valores cristãos com os princípios democráticos? Se é esta última Rússia, eu aplaudo-a. Se é a primeira, já bastam os Estados Unidos, o paraíso último dos marxistas.

Os próximos meses serão esclarecedores.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

O PS é um partido confuso

No Reino da Rosa Murcha, o Seguro está encostado ao poder e o Costa está seguro de que lá chega.

Se um destes dois estarolas chega ao governo do país, teremos de nos vender à Alemanha

Com dois cérebros assim, estamos bem tramados!

A vida, mesmo se não inteligente, é possível em completo vácuo cerebral, desafiando as leis básicas da termodinâmica. Não só é possível um vácuo perfeito, mas também a vida existir nesse vácuo.

O António Costa descobre que afinal a receita para acabar com a dívida é aumentar a riqueza. Uau, Melga, que brilhante! Essa receita foi tão bem aplicada pelo PS que um governo PS teve de chamar o FMI, de joelhos, para poder pagar os salários desse mesmo mês. O aumento de riqueza do PS dá nisto. E depois vem o PSD consertar as coisas. É bem verdade que este PSD não é muito bom naquilo que quer fazer. Mas vai fazendo. A ponte, se bem que não ofereça muita segurança, não tem caído nem dá mostras de cair. O PSD de Coelho pode ser um desenrascador, mas desenrasca. O PS é que nos enrascou.

Senhor Costa, olhe para o que o seu partido fez, cubra-se de vergonha!

O PS diz que o Rui Rio não foi um bom gestor. E porquê? Porque deixa (veja-se o artigo que ligámos) um superavite de 23,6 milhões de euros na Câmara do Porto e recupera dívida, dívida essa deixada pela administração PS. Ficamos a saber que os socialisatas abominam os superavites. Detestam contas boas. Adoram divida. Para um Gestor PS™, encartado na Escola Dominical de Economia Técnico-Catastrófica, défice é bom, dívida é boa, superavite é mau, contas boas é coisa abominável. Estamos quanto a isto esclarecidos.

Se um daqueles dois, seja qual for, vai para o poder, teremos a via aberta para um quatro resgate chamado pelos desgovernos PS (os primeiros nos anos 70 e 80, o terceiro em 2011). Disto tenho eu a certeza, e a história da dita democracia está lá para me provar certo.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Earthly Father, Heavenly Father


Eis o melhor vídeo que vi sobre a paternidade.

Para todos aqueles que, como eu, têm ao seu cuidado crianças que criam com o afeto que apenas um pai sabe providenciar. Somos pais.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

A Guerra Fria das Informações

Novo navio de informações da NATO

Em Março, um navio de informações sai de um estaleiro romeno em direção à Escandinávia, atravessando o Bósforo e o Mediterrâneo. Chamar-se-á Marjata e é tão cheio de eletrónica de vigilância como a francesa Georges Pompidou. Missão: saber o que os russos andam a fazer no Ártico.

No Canadá, um oficial da marinha foi condenado a vinte anos de prisão por espiar em favor da Rússia. No mesmo país, a polícia prendeu um empregado do Lloyds de Toronto, acusado de tentar passar para a China informações confidenciais dos planos do Canadá de construir barcos-patrulha para o Ártico.

Os serviços de informação noruegueses estão em alerta permanente. Clamam que os seus conhecimentos de tecnologias de exploração petrolíferas são uma tentação para outras nações (imagine-se quais!)

Uma guerra fria é esta, e não se esgota no Ártico. Pessoalmente estou ambivalente: gosto do ocidente, mas desconfio que o caminho que o Ocidente trilha nos levará à tirania. Ainda não sei o que hei-de pensar da Rússia. Mas desconfio que não são os maus da fita.

A Rússia Abandona o Dólar. Consequências?

Recursos conhecidos de gás natural na Rússia. A ser pagos em euros.

A Gazprom assinou dez contratos com vários países de fornecimento de gás. Oito são em euros, um em rublos (este com a Bielorśsia). Apenas um cliente, não especificado, insistiu assinar em dólares.

Os bancos russos e chineses estão a fazer o mesmo.

Richard D. Porter e Ruth A. Judson publicaram um trabalho, que está no sítio da Federal Reserve, onde dizem que em 1995 cerca de 4/5 das notas de dólar circulavam fora dos Estados Unidos. Avisam também que essa proporção tem vindo a aumentar. Ora, o dólar circula fora dos Estados Unidos porque 1) e uma denominação de reserva quando as moedas locais são instáveis e 2) porque é a moeda de referência para as trocas internacionais.

Imaginemos um cenário onde as nações começam a trocar bens e serviços entre si noutras denominações, por exemplo em euros. Os dólares neste cenário apenas serviriam para trocar bens e serviços com os Estados Unidos. Mas neste cenário toda a gente teria muitos dólares no bolso e os Estados Unidos têm, como todas as nações, uma economia limitada. Logo, a capacidade de comprar bens e serviços em dólar apenas para os Estados Unidos ou para um grupo pequeno de nações que ainda adiram ao dólar.

É difícil dizer o que aconteceria? As pessoas, para se livrarem dos dólares, estariam dispostas a dar mais dólares por cada unidade de valor de bens ou serviços. Um filme que agora custa USD 15,00 poderia ser vendido por USD 50,00, logo que o dólar se desvalorizasse. Isso seria bom para a economia americana? Sim, apenas no início e apenas até que a desvalorização do dólar começasse a ser absorvida internamente. Numa economia desta escala, toma cerca de 18 meses, como mostram as séries japonesas e americanas dos anos 70 e 80.

Se os Estados Unidos fossem auto-suficientes em energia e em alimentação, o mal seria nenhum. Como Portugal, não o são totalmente. Os Estados Unidos podem passar sem trigo do exterior, mas não sem petróleo. O qual estará nas mãos dos russos.

Pensava aquela administração decerebrada que as sanções contra a Rússia a fariam ficar de joelhos? Não conhecem os russos.

Note-se que a fuga de capitais da Rússia e da China é um problema, o qual terá de ser abordado pelas autoridades dos dois países para prejuízo da Europa, onde os capitais, muitas vezes ilegalmente desviados, são aplicados. Não podemos aí andar a dar vistos dourados sem que isso, mais cedo ou mais tarde, nos rebente na cara.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Ramadão e MERS

Haaj em Meca, na Kaaba. Note-se que são tantos e tão juntos.

O ramadão está aí às portas e na Arábia Saudita anda à solta um vírus com mortalidade acima de 40%, o MERS, o Síndrome Respiratório do Médio Oriente. Este vírus está relacionado com o Síndrome Respiratório Grave-Agudo, o SARS, que anda a atacar pelos lados da Ásia. Ao contrário do SARS, que possui uma mortalidade inferior a 10%, o MERS tem-na acima de 40%, e o número de infeções não deixa de ser revisto em alta. Além disso o MERS pode ser propagado de mais maneiras que o SARS. Pode ser propagado por insetos, como pulgas e mosquitos.

O Haaj (ou hajj) é a peregrinação que todos os muçulmanos têm de fazer pelo menos uma vez na vida para o ritual de Umrah. Neste ritual, os peregrinos fazem juntos sete jornadas entre Safaa e Marwah. Estes eregrinos vêm de todo o Mundo e voltarão para os seus lugares de residência. Vendo que os habitantes de 6% da França e de 30% da cidade de Bruxelas são muçulmanos, os nossos serviços de saúde têm razão para estar em pânico.

Há cinco anos, em 2009, o Irão, por causa da incidência da gripe suína entre os peregrinos, baniu as viagens a Meca. Talvez venha a fazê-lo também este ano. Entretanto na Europa, com a invasão islâmica das últimas décadas, não pecamos em exagerar nos cuidados com que pretendamos monitorizar esta ameaça.

terça-feira, 10 de junho de 2014

A China tem nova tabela periódica...

... onde o alumínio e o cobre se evaporam à temperatura ambiente.

Veja-se:

Para aqueles que acham que o Irão é um pacífico...

Talvez seja melhor lerem a opinião de um tal Nikolai Makarov, que é nem mais nem menos o Chefe do Estado Maior das forças armadas russas.

Estamos cientes de que muitos países que nunca admitiram ter um arsenal nuclear o têm na realidade. (...) Não tenho dúvidas que se as armas nucleares caírem nas mãos de extremistas, isso irá comprometer a segurança mundial, e portanto qualquer cenário é possível se certos países adquirirem capacidades nucleares.


Realizámos uma avaliação com os nossos homólogos americanos, que concluiu que esta ameaça é realista. O próprio facto de que nós concordámos em realizar um escudo anti-míssil conjunto implica que reconhecemos que a ameaça é real.

A pérola vem a seguir.

Vamos lidar com este problema juntos, vamos tomar uma iniciativa conjunta para nos livrarmos das ameaças potenciais, não apenas para os países europeus, mas também para a Rússia, porque a Rússia é parte da Europa.

Gostaria de que aqueles que dizem mal da Rússia pensassem nisto: qual é o bloco onde a democracia mais é posta em causa? Não é a Rússia.

O próximo testemunho é de John Nyquist, que encontrarão no seu sítio.

Como um antigo membro do parlamento britânico disse ao alcance do meu ouvido: «Reagan e Tatcher salvaram o Ocidente do socialismo.» Um antigo coronel do GRU (serviços de inteligência externa russos), que se sentava no outro lado da mesa, segredou-me ao ouvido: «Mas a América é o paraíso do marxismo.»

Pensem o que quiserem. Limito-me a apresentar factos, os mesmos que a nossa imprensa persiste em ignorar.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

As preparações chinesas para a guerra continuam

Neste momento, as autoridades chinesas estão a transformar auto-estradas em pistas de aviação (uma pelo menos na província de Henan já o foi) com o propósito expresso de treinar aterragens de emergência em tempo de guerra.

Ainda bem que a imprensa portuguesa é vigilante.

Quanto às motivações da China para entrar em guerra, estou ambivalente. De uma coisa estou certo: o povo chinês merece a democracia e um lugar mais preponderante no Mundo. Se o Partido Comunista Chinês permitir a abertura a outros partidos, a China terá finalmente o lugar que merece neste planeta.

Há dois tipos de político

Aquele que é capaz de nada e aquele que é capaz de tudo.

É evidente de que tipo é o Seguro e de que tipo é o Costa.