sexta-feira, 31 de outubro de 2014

As políticas socialistas funcionam?

A resposta é um rotundo não. E a prova está neste gráfico.

Riqueza familiar média nos Estados Unidos (1945=100)
Riqueza familiar média nos Estados Unidos (1945=100)

A economia dos Estado Unidos passou a sobreregulamentar-se nos anos 70. Veja-se que até lá os 1% mais ricos ganhavam mais ou menos o mesmo que em 1945. A classe mais beneficiada foram os 90% mais pobres, num país onde qualquer um tinha de se desenrascar. A partir de 1975 o gráfico inverte-se: os ricos tornam-se qautro vezes mais ricos que em 75 e os mais pobres mantêm-se no mesmo patamar que tinham há quase trinta anos.

Mais regulação, mais ditadura das finanças, mais impostos acaba por beneficiar os mais ricos. Uma sociedade livre e com pouco estado é sempre mais justa para a classe média e a maioria dos cidadãos.

Sabiam que o coeficiente de Gini, o que mede as disparidades no rendimento, na antiga União Soviética era de 0,29 nos anos 80? Para dar uma comparação, é o mesmo do que o da Alemanha de hoje.

Não vou deixar muitos mais comentários ao gráfico. Ele fala por si. Deixo contudo este: sigam o dinheiro e sabem quem quer as políticas.

Paz na Europa. É possível?

Ultimamente estamos rendidos a uma certa possibilidade de guerra. Os russos estão rendidos à inevitabilidade da mesma. Será, pesando tudo, a guerra inevitável?

A guerra não é inevitável. A guerra depende de as sanções da Europa para a Rússia não darem em nada. Na sanha de sancionar a Rússia estamos a prejudicar a nós mesmos, e isso configura a própria definição de estupidez. Portugal já deixou de exportar legumes e carne de aves por causa dessas sanções estúpidas. As sanções deixarão de ser aplicadas quando forem espúrias. E serão inócuas quando a Rússia se desenvolver e não precisar da Europa. E nesse momento deixará de haver necessidade de guerra.

Ora, como é que a Rússia se desenvolverá? Ela já está no caminho. Veja-se o gráfico do aumento da produção industrial desde que as sanções ocorreram:

Variação homóloga da produção industrial na Rússia

As sanções à Rússia estão a estimular a produção interna.

A Rússia tem outros problemas: diminuição e envelhecimento populacional, mais até que na Europa. Nenhum país nem nenhuma cultura subsiste assim muito tempo. A contração populacional deu cabo do Império Romano e está a dar cabo da Europa.

Se eu fosse russo, faria o seguinte: iniciaria um programa de imigração livre de profissionais especializados europeus (agricultores, silvicultores, engenheiros, informáticos), com as seguintes condições:

  1. O profissional aceitaria fazer esforço para aprender a língua russa, para se integrar na sociedade russa, e manter a sua residência primária em território russo;
  2. O profissional aceitaria obedecer à lei russa;
  3. O profissional declarava não tentar influenciar a política russa enquanto não fosse declarado naturalizado (caso alguma vez o viesse a ser).

Em troca, as autoridades russas dariam proteção jurídica ao estrangeiro, nacionalidade opcional para as crianças nascidas em território russo e liberdade económica para iniciar e incrementar negócios.

Muitos cidadãos europeus com talento estão receosos do rumo da União Europeia. Muitos cidadãos, cristãos conservadores, receiam que em poucos anos tenham de renegar as suas crenças para poder viver numa europa de aberrações e de tolerância intolerante, onde se faz guera às famílias e aos valores que puseram a Europa nos píncaros do Mundo.

Muitos, como eu, aceitariam o convite, ou pelo menos considerá-lo-iam cuidadsamente. Há muitas pessoas, de muitos lados, que se sentem oprimidas por Bruxelas e pelo seu neo-comunismo que tudo regula e tudo tolera, desde que abra mais uma frente de guerra à família e aos valores tradicionais. Se a Rússia quer manter esses valores, que a Europa rejeita e apouca, então mil vezes os russos aos belgas.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Preparem-se para o concerto. A orquestra está a afinar-se.

Coro do Exército da Federação Russa canta Money, money, money!.

A Rússia está a ser acossada pelo Ocidente hipócrita. O Putin está em modo de testar as defesas ocidentais? Não! De provocação. De dizer que a Rússia não se vai ficar quando o Ocidente lhe anda a levantar sanções.

Roteiro dos próximos meses: na UE o Barroso sai e o Juncker entra sob fogo. As piores e mais estúpidas decisões da União Europeia serão decididas pela burocracia. Os cidadãos europeus ficarão às avessas com a União. Particularmente se forem heterossexuais, cristãos e pais de família. Disse tudo ou é preciso mais uma mulher barbuda?

A Rússia parecerá cair da sua posição militar dominante. Mas quando menos se esperar entrará na Europa como libertadora, para alívio de todos nós, depois de tratar dos Estados Unidos num único dia. Parece rebuscado? Vejam o que está a ser vendido ao povo russo na imprensa russa. O povo russo está farto dos agravos do Obama.

Posso assegurar-vos que se devem verificar todos os contentores provindos da Rússia em direção à Europa a partir de hoje, especialmente os que acabarem por ser imobilizados em armazéns remotos. Por causa dos Club-K e de outro material militar. Não são apenas os Estados Unidos que têm armas em stand-by na Europa.

Por mim, perante esta União Europeia que temos, vou preferindo a Euroasiática. Antes Putin que Obama, antes Putin que Juncker, antes Putin que aquela (aquele? aquilo?) mulher de barbas que ganhou o festival da Eurovisão, a censura contra os livros da Enid Blyton (a série Os Cinco, lembram-se?) porque apresentam mulheres em papeis tradicionais, como donas de casa.

E toda esta guerra vem porque os Estados Unidos querem manter o dólar nas transações internacionais. Contra a vontade dos outros povos. Interessa-lhes. É compreensível. Já começaram uma guerra na Europa por causa do Euro (a das Balcãs) e porque uma mulher andava a embicar um presidente. Desta vez têm um homem com gónadas pela frente e um povo que não se deixa levar, um povo com alma.

Somos contra os ricos ou contra os pobres?

Um político pode proibir a riqueza por decreto. Essa será a lei mais eficaz que existe. No processo criará milhões de pobres, e os ricos ou se tornarão pobres ou emigrarão. É um dos mais ubíquos frutos do socialismo, essa fantástica capacidade de reduzir sociedades bastadas à miséria e à escassez.

Pode proibir-se a pobreza por decreto, mas não criará nenhum rico por isso. Os ricos criam-se virtuosamente quando as pessoas podem gozar os frutos do seu trabalho, e desonestamente quando se lhes dá justificações para espoliar os frutos do trabalho alheio. Políticos e mafiosos (repito-me, eu sei!) vivem do trabalho alheio. Uns justificam o seu latrocínio pela força das armas e outros pela força das armas e das moralíssimas leis. Um bom político vale o seu peso em ouro. Um mau político aproveitar-se-á disso para colocar o bom e denso político em baixo de água. A lei de Gresham da política é esta. A lei de Colaço das eleições livreiras é a seguinte:

Uma má escolha política é como uma malagueta. Custa a engolir e faz arder o traseiro no dia seguinte.

Meus caros leitores, prefiro desigualdade na bastança que igualdade na miséria. O problema do nosso capitalismo é não ser capitalismo. É de todos os jornais, escritos e televisivos, abrirem com notícias de política, porque a política interessa mais do que deveria interessar. É de ter as sedes de todas as grandes empresas alapadas ao orçamento do Estado em Lisboa, porque é lá que está o poder, e é lá que se esgravata algum favor. É ter quinhentos mil funcionários públicos a lustrar cadeiras num diâmetro de cinco quilómetros, imagine-se onde.

No meio deste crapulalismo ainda não achei lugar para o capitalismo.

E na Suécia suicidam-se aos mil.

Eu não sou contra os ricos. Um rico, quando enriquece virtuosamente, por trabalho honesto, levará muitos outros à riqueza: trabalhadores, agentes, pessoas com quem negoceia ou de cujos bens e serviços consome na sua vida particular. Um rico deve ser estimado, conquanto tenha acedido à riqueza sem se fazer alapado ao Estado.

Eu sou contra os pobres. Tanto que não os quero. Prefiro que enriqueçam. Gostaria que os 10% mais pobres da nossa sociedade conseguissem ter segurança alimentar, pagar a sua casa, ter meios de comunicação e um automóvel. Seriam ainda os 10% mais pobres da população, mas estariam tão bem como a classe média de hoje. Só conheço um modo de o fazer: permitir que negoceiem livremente, no modo de vida que lhes aprouver, desde que honesto, sem que nada lhes seja dado. Subsídios perpetuam pobres, porque dão a impressão que se pode viver com pouco fazendo nada.

E quem pode viver com pouco fazendo nada porque viveria com pouco mais tendo que trabalhar para isso?

E na Finlândia também se suicidam aos mil.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

A Preventiva: manutenção industrial, consultoria e formação técnica na Beira Interior

A Preventiva dedica-se à manutenção industrial, à consultoria técnica e à elaboração de candidaturas a financiamento pelos quadros comunitários e a formação nas áreas técnicas. É minha criação e a minha plataforma de lançamento nas áreas onde mais gostei de trabalhar até ao momento.

Trabalhamos em manutenção de máquinas industriais e também em máquinas de construção (como bulldozers ou retroescavadoras). Trabalhamos também em empilhadores. Em todas estas máquinas tenho bastante experiência, e foram os meus formandos (em cursos de manobração de empilhadores) que me encorajaram a lançar-me por conta própria e a oferecer um serviço de excelência nesta regiao, onde este não existe. Espero ser um líder nacional, o seu tempo, em automatização e robótica, oferecendo estes serviços para todo o país.

A Preventiva é situada na Beira Interior, no concelho da Covilhã. Espero que venha a ser o primeiro contacto das empresas industriais, de construção e comerciais para manutenção nos distritos da Guarda e de Castelo Branco. Em relação a empresas do litoral posso oferecer tempos de resposta mais rápidos e melhor preço. Almejo também oferecer melhor qualidade e maior honestidade no serviço do que aquilo que tenho visto ser a norma.

Há alguns projetos futuros, os quais irão ser anunciados quando estiverem prontos. Entretanto, conclamo que visitem www.preventiva.pt e que exponham as vossas críticas e sugestões. Cá estarei para as ouvir.

O PS quer criar um dia contra a homofobia e a transfobia

Faz sentido para o PS.

Se para além da homofobia e da transfobia incluir nesse dia a imbecilofobia e a larapiofobia terá incluído proteção absoluta para 100% dos líderes, militantes e simpatizantes do partido.

domingo, 26 de outubro de 2014

Enquanto a sereia nos canta, as preparações para a guerra continuam

Os Estados Unidos estão neste momento a armazenar um número indeterminado de tanques e de material militar em cavernas na Noruega. Tendo estes armazenados, uma força expedicionária de fuzileiros pode ser colocada em ação em apenas algumas horas, voando os homens de bases situadas na Alemanha ou no Reino Unido. Estes homens encontrarão o material, pesado e difícil de transportar, preparado para eles nas cavernas onde estiverem amazenados.

Confirmado no sítio dos no sítio dos fuzileiros norte-americanos.

Os Estados Unidos andam também a realizar muitos exercícios militares. Os russos também.

Se acham que os russos detestam o Ocidente, desenganem-se. Os russos adoram o Ocidente. Detestam é aquela caricatura qem que o Ocidente se tornou. Conseguem saber quem é o pai que apresentou o seu filho ao Presidente Reagan na fotografia a seguir?

Fotografia da visita oficial de Ronald Reagan à Rússia. Note-se o homem de branco, à esquerda.

Ronald Reagan é um herói na Rússia. Konstantin Malofeev, um dos empresários mais chegados ao Putin e alvo das sanções estúpidas que o Barraca Obama (o emperresidente por fraude dos Estados Unidos) mandou cá para fora, disse, textualmente:

Assim como os cristãos no Ocidente no tempo de Ronald Reagan nos ajudaram contra o mal do comunismo, temos de pagar a nossa dívida aos cristãos que estão a sofrer sob o totalitarismo no Ocidente. Estes autodenominados liberalismo, tolerância e liberdade são meras palavras, mas por detrás delas pode-se ver o totalitarismo.

Malofeev nomeou vários exemplos de totalitarismo: multas a estabelecimentos comerciais que se recusam vender flores ou bolos para casamentos homossexuais, ou o uso de gás pimenta contra os que protestavam em França contra o casamento gay. Sobre isso afirmou:

Vimos tudo isto nos anos 20 na União Soviética. Sabemos o que acontece quando a proteção das minorias se transforma em política de estado.

Na Rússia, as pessoas acham que o Ianukovitch negou o contrato de associação com a União Europeia porque a UE iria acabar por fazer valer o casamento homossexual, contra a maioria dos ucranianos. Se têm razão ou não, não faço ideia. Sei que os Russos veem a União Europeia como eu vejo: a União Soviética que a União Soviética quis ser e nunca foi.

Já escrevi aqui que dois caminhos paralelos e próximos levam sempre ao mesmo lugar. A União Europeia vai-nos levar à miséria e à grilheta da Soviética que a precedeu. Se quer mudar, tem de apoiar a família, deixar de experimentalismos idiotas e bizarros e de deixar de chatear os russos. melhor, deve convidar os russos a pertencer à União. Melhor ainda, o próximo presidente da comissão deve ser Serguei Lavrov, o presente ministro dos negócios estrangeiros russo. Antes Lavrov que Juncker, antes Putin que Obama.

sábado, 25 de outubro de 2014

Para quem acha que a Ucrânia não é coisa nossa.

Há jatos e pilotos portugueses em bases no Báltico. E foram mobilizados quando um avião russo de vigilância Iliushin 20 entrou, certamente por engano, no espaço aéreo estónio. Os nossos F16 levantaram voo de uma base da Lituânia e foram estes que escoltaram o avião russo de novo ao seu espaço aéreo.

Estamos perdidos se andarmos atrás daquele tiranete que é o Barack Obama. A sua certificação de tirania foi dada pelo Prémio Nobel da Paz, auferido também por pessoas tão insuspeitas como Yasser Arafat. Prémios Nobel na literatura e na paz são basicamente políticos, para ignorar. Há-os merecidos e há-os polémicos. O do Obama revelou-se completamente extemporâneo, dado antes de ser merecido e completamente imerecido depois de o haver recebido.

Roteiro até 2017: a partir de Novembro deste ano a comissão Juncker ficará sob fogo. Haverá pressões para a dissolução da União Europeia (a qual pessoalmente não chorarei). Se a União sobreviver, o que duvido, será ou por imposição de um regime tirânico, contra a vontade dos povos, ou por reforma da União num simples bloco de livre comércio, como iniciou.

O que deve fazer Portugal? Pedir já o estatuto de observador, comparsa, associado ou amigo do Bloco Euroasiático que está a formar-se. Já. Sem colocar intermediários como a União Europeia pelo meio. Pedir agora. Não amanhã. Mais vale estar do lado certo da história do que duplamente do lado errado.

sábado, 18 de outubro de 2014

Não me enfiem trampa pela goela!

Pela terceira vez consecutiva, recebo aquele pasquim chamado Visão na minha caixa do correio. A minha família assina a Visão Júnior, um pouco com a minha relutância, porque os miúdos adoram. Da visão adulta da trampa que é a Visão nada quero. Não a assino, não a pretendo assinar, não a desejo, já a li e não a leio. Não tenho nem baixo coeficiente intelectual nem sou militante, simpatizante, anuente ou tolerante do Bloco de Esquerda. Logo, não preciso dessa Visão, porque um cego não guia outro cego.

Quando os tipos que tentam empurrar a Visão me telefonam, com pontaria sempre num momento inadequado, digo-lhes que não quero aquela espécie de estrume impresso. Até agora não usei essas palavras, mas isso não parece demover aquelas bestas de de tentar enfiar esses copros ilustrados pela goela abaixo.

Faço voto de que farei três perguntas ao próximo telemarqueteiro que m'a tentar enfiar. Espero que fiquem gravadas, e que os demovam de me meter lixo, gratuito ou não, na caixa do correio:

  • A Visão vem com um cartão do Bloco de Esquerda, ou é o PS do Costa Desastre que m'a quer mandar?
  • Podem-na fazer de papel mais macio e absorvente, para ter algum uso prático?
  • Acha que tenho o seu coeficiente de inteligência, que não percebe à primeira voz que não quero essa trampa?

Espero que não a esteja a assinar. Nenhum adulto na minha família lhes deu procuração para o assumir. Se são sobras da edição, para manter tiragens editoriais, proponho para deleite e utilidade dos pasquineiros que as enrolem e usem para fazer um acto muito do agrado da nossa escarralhada neles próprios, pelo orifício contrário àquele que aludi no título desta entrada.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Não se lembraram de Beja?

Com tanta polémica de o avião que transportava um passageiro infetado com ébola não ter aterrado no Funchal, mas ter sido desviado para Lisboa, será que nenhum iluminado se lembrou do Aeroporto Internacional de Beja? Consta-me que anda vazio, logo não é um risco para ninguém, estava mais perto da posição de então do avião e sempre poderiam dar finalmente uso àquela coisa que tanto nos custa a pagar.

Agora a sério, que tal preparar esse aeroporto às moscas para essa eventualidade? Mais cedo ou mais tarde teremos de lidar com ela. Antes num lugar às moscas que no meio de uma área urbana de três milhões.

Já agora, o ébola é uma doença de moda, mas três piores e mais desenvolvidas estão no Continente Americano. Uma na Venezuela, em Maracay, já anda pelos muitos milhares de infetados- O Maduro perseguiu os médicos que anunciaram a doença, classificando-os terroristas. Aquela doença é conhecida como Venezuelan Virus (ao que sei ainda não tem nome). Nos etsados Unidos o enterovírus D-68 está-se a manifestar no Colorado e no Leste dos Estados Unidos. É uma doença respiratória, de mortalidade média, e raramente mata adultos. as crianças, no entanto, são muito vulneráveis e já se decretou o estado de emergência no Connecticut devido a esta maleita.

Da América Latina uma outra doença terá necessariamente de entrar pela fronteira Sul dos Estados Unidos, que nestes dias anda muito permeável. É uma doença que pouco mata mas muito mói, e que se estima ter pelo menos um milhão de infetados do Chile ao México. Chama-se Chikungunya. Os pacientes ficam com dores tais nas articulações que até andar é difícil. Felizmente, após umas semanas estão curados e a doença mata pouco. No entanto, se se tornar generalizada numa comunidade paraliza a atividade conómica.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Mas o Obama enloqueceu!?

Acabo de saber pela imprensa russa e pelo blogue Armstrong Economics que o Obama está a fazer pressão para remover a Rússia do Sistema SWIFT, o que realiza as transferências bancárias internacionais.

Será que ele não percebe que isso 1) vai contra o direito internacional, 2) não pode ser feito sem aprovação do Congresso e 3) corresponde a uma verdadeira declaração de guerra?

Barack Obama tem de ser apeado do poder. A bem do resto do Mundo. Mikhail Gorbachev também pensa assim. Ninguém pode dizer neste mundo que Gorbachev é um amigo de Vladimir Putin.

É bom começar a ler esta entrevista de Serguei Lavrov à ITAR-TASS.

Um comediante russo escreveu esta pérola: A América está disposta a lutar contra a Rússia até ao último ucraniano.

Afinal também o ex-diretor do Frankfurter Allgemeine Zeitung afirma que o Ocidente quer uma guerra

O Dr Udo Ulfkotte é um jornalista alemão, ex-editor do Frankfurter Allgemeine Zeitung, um dos jornais de maior circulação na Alemanha. O vídeo é muito esclarecedor. Ele, que se assume pró-americano, como eu sou, sabe que os Estados Unidos de Obama já não merecem a nossa confiança. Acusa, como acusamos, os Estados Unidos e a Europa de quererem provocar uma guerra com a Rússia. Lamento dizer, por vezes os desejos acabam por se cumprir.

Metade do que se diz da Rússia deve ser descartado. A outra metade tomada com um grão de sal, um grão tão grande que causará um ataque cardíaco a quem o tomar. A Rússia está longe de ser um menino de coro, teve parte nas revoltas em Kiev e controla os tipos que estão no poder em Kiev. Mas a Rússia está pronta para a guerra. Vai parecer cair, a NATO vai cantar vitória, mas vai-se engasgar. Em poucos anos (tenho uma opinião, mas não digo quando acho) os russos irão levantar a cabeça e vencer a União Europeia e os Estados Unidos.

A razão para a guerra é simples: é necessário haver uma guerra ou uma boa peste antes que o sistema financeiro venha abaixo, para que alguém possa assobiar para o alto, dizer que a culpa lhe é estranha e que até estava tudo bem até ao início das hecatombes. Tipo Sócrates e a desculpa da «crise financeira internacional».

Se outros vierem dizer o mesmo, pode ser que os responsáveis da União Europeia tomem juízo e mandem o Obama e a sua política externa para o balde do lixo da História.

Os excelentes resultados da diplomacia ocidental

Homs, na Síria, depois de o Ocidente (Estados Unidos e União Europeia) terem querido apear o Assad a todo o custo. Assad é um ditador, não um menino de coro, sejamos claros. Porém, quem o quer substituir, apoiado peo Ocidente, é muito pior.

Eis uma imagem comparativa do mesmo local em Homs. Passou a Primavera e o Verão árabes, e acho que também o Outono.

Cdade de Homs, Siria, no presente

Tenho uma opinião acerca de o Ocidente ser a besta que sai do mar no Apocalipse, mas não manifesto certezas. Estando certo ou errado acerca disso, afirmo com toda a convicção que quem está à frente do Ocidente é uma grande e excelentíssima besta!

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

As coisas andam turbulentas na Coreia do Norte. Fim de regime?

Rumores vindos de dentro através de dissidentes dizem que King Jong-Un, o qual não é visto há mais de um mês, foi deposto e já não manda no país. Na Internet, o ávido jogador de jogos multi-jogador não é visto há mais do que isso. De repente, alos funcionários da Coreia do Norte descem à Coreia do Sul e encontram-se com o Ministro da Unificação deste último país.

Há quem diga que o fim do regime tenebroso está por meses, sufocado pela carestia e pela hecatombe alimentar. Frutos do comunismo, diremos nós!

Esperam-se reações de Loures, do mesmo palerma que perguntou à defesa «Quem é que disse que a Coreia do Norte não e uma democracia»?

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

A propaganda da União Europeia é ridícula. E não estou só a dizê-lo.

Vaclav Klaus foi primeiro-ministro da República Checa entre 1992 e 1998 e presidente da república entre 2003 e 2013. Viveu o fim do comunismo e a transformação da República Checa numa economia de mercado. Não chamou a esse processo «reforma», mas «transformação», pois foi profundo. Quis fazer, segundo as próprias palavras, um «mercado sem adjetivos». Foi sempre um crítico da transformação que a União Europeia anda a patrocinar para si mesma. Foi entrevistado por um colunista do Spectator. E eu dou-lhe carradas de razão.

Como Klaus e muitos outros, também penso que a União Europeia deve retroceder para um simples tratado de paz e de comércio livre entre estados soberanos. Sem parlamento, sem comissão, sem edifícios e sem subsídios. Também penso que a Rússia, embora ainda não sendo um regime livre, nada tem a ver com a União Europeia. E caminha na direção da liberdade.

Putin pode não ser o maior libertário do Mundo, mas não é um acabado hipócrita como são os líderes do Ocidente. Com imperfeições e alguns hiatos, a Rússia está cada vez mais livre. Há imprensa crítica do governo, e cada vez menos os jornalistas são ameaçados. No Ocidente há imprensa crítica e cada vez mais os jornalistas são ameaçados.

Embora ainda (enfatizo ainda) não se mate nem se mande espancar um jornalista na União Europeia, regula-se a profissão e despede-se ou manda-se despedir quem falar contra os abençoados caudilhos ou o status quo. Vaticino que não muito no futuro surgirão espartilhantes regras visando os blogues, com multas e impedimento de escrever aos bloguistas que falem fora da cartilha oficial e temas aprovados.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Rendimento Social de Inserção: um direito ou um fardo para os outros?

Quando acha que tem um direito qualquer do Estado de lhe darem uma boa vida, esquece-se de que tem o dever de fazer por isso.

Quantas pessoas terminaram o Rendimento Social de Inserção por sua iniciativa? 19% dos que deixaram de receber (números do ano passado). São 6.500 em quase 230.000, ou 2,8% dos que recebem o Rendimento Social de Inserção (pelos períodos, creio que os 33.913 dos quais fazem parte os 6.500 já haviam sido subtraídos aos 230.000, pelo que a percentagem ainda é menor).

Uma em trinta e tal famílias livrou-de da pobreza por meios próprios, requisitando o fim do RSI. As outras noventa e muitos por cento não foram inseridas em sociedade nenhuma pelo RSI. Se o Rendimento Social de Insrção não é para inserir ninguém, chamem-lhe outra coisa, como Rendimento de Acomodação Económica e Compra de Votos.

A Casa do Gaiato, por comparação, é muito mais eficaz em levar as pessoas à autossuficiência que qualquer outras medidas do Estado. E eu, que isto refiro, sou até frontalmente contra instituições desse tipo — prefiro mil vezes a existência e promoção de famílias de acolhimento, pois nada substitui uma família regular.

Identificaste o problema. E que tal uma alternativa?

Qualquer entrega económica deve ser precedida de uma entrega económica. Assevero que o comércio é melhor do que a dita assistência, a qual apenas assiste as pessoas a manterem-se na pobreza. O Estado deve ficar fora de qualquer forma de assistência. A História (aquilo que a malta socialista não gosta de estudar, porquanto a incomoda) mostra que os pobres, que quando a sociedade é afluente os pobres deixam de ser pobre ou são apoiados na pobreza.

A Fundação Calouste Gulbenkian faz mais pela cultura e pela ciência em Portugal que a Cinemateca ou metade dos institutos públicos. Qual destes é que não custa um tusto aos contribuintes? Quem mais faz, menos custa. Porque é privado, onde o resultado é mais importante do que os meios ou o processo.

Se o Estado quer que os pobres deixem de ser pobres, deve deixar de subsidiar a pobreza. Ajuda o suficiente se permitir a dedução à matéria coletável de 100% dos fundos utilizados para esse fim pelos cidadãos e pelas associações de direito privado. Um pedinchão terá de fazer por si o que puder, se quiser ser ajudado por um privado. Sem direitos económicos, pagos sempre pelos contribuintes do costume, os calaceiros e os preguiçosos deixarão em breve de o ser. Não haverá pão para malucos se o Estado sair da assistência, da cultura e da ciência e deixar esse papel aos cidadãos, às associações de direito privado e às fundações — desde que estas não sejam falsas fundações, que dependem do Estado.