sábado, 29 de novembro de 2014

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Mais 16000 tropas americanas na Europa? Vai dar molho.

Urso adormecido.  Deixem-no dormir.
Urso adormecido. É melhor deixá-lo dormir.

No início de 2015, cerca de 16000 tropas americanas virão para a Europa para «apoiar a Ucrânia». Com quase duzentos tanques nos Países Bálticos e um número indeterminado na Noruega, seis F-16 portugueses na Lituânia, isto não pode ser visto senão como uma provocação à Rússia.

«Não acordem o urso adormecido.» Este é um ditado de lenhadores nos Estados Unidos, que passou para a linguagem popular. Curiosamente, no Alaska é proibido acordar um urso adormecido para o fotografar. Está na lei.

Os Estados Unidos estão a corromper a Europa e a levá-la por maus caminhos. O Obama é um proto-comunista — basta ver como já nem quer ouvir falar de eleitos nas duas câmaras e vai legislar ao arrepio da constituição do país. Os Estados Unidos, não me apraz dizê-lo, já não são a terra da liberdade nem um estado de direito. Os infelizes casos da lei da amnistia, do rancho de Clive Bundy e do Obamacare provam-no indesmentivelmente. A Rússia pode não ser melhor na liberdade neste momento, mas caminha no sentido da liberdade individual. Os Estados Unidos no da ditadura socialista. Eu prefiro caminhar no sentido da liberdade que descer aos infernos, parta de onde parta.

Sou cristão e conservador. Acredito na liberdade de consciência e na responsabilidade do indivíduo. Não acredito nas tretas do coletivo, especialmente quando este coletivo nos é imposto por um diretório iluminado a gás de flato. Nós escolhemos os nossos amigos, com quem nos associamos e porque nos juntamos. Quando o Estado é grande, diz-nos com quem nos devemos associar e que propósitos são lícitos e — na mentalidade socialista — ilícitos. Diz-nos como devemos educar os filhos, como não devemos transmitir-lhe valores cristãos e morais, criando-os na amoralidade dos marchistas (grafia intencional!) empedernidos.

O caso da mulher barbuda da Eurovisão (que apenas ganhou pelo burlesco, sejamos sinceros!) mostra o rumo da União Europeia. É um rumo que irá inexoravelmente substituir europeus nativos por imigrantes que almejam viver à pala dos nativos e, ultimamente, tornar a Europa igual às esterqueiras de onde saíram. Se eles querem viver a Charia, que vivam nos países onde a Sharia é lei. Se querem fazer mutilações vaginais por causa da sua cultura, mantenham-se em países onde essa cultura é (infelizmente!) ainda aceite. Se querem vir para a Europa, devem abandonar completamente os desejos de Charia, de mutilações vaginais, de casamentos juvenis e de viver sem trabalhar à conta dos outros. Infelizmente, e tarde escrevo, Aníbal não está às portas, mas já cá está dentro.

Voltando à vaca fria, a Europa está um barril de pólvora. A administração Obama está desesperadamente a atirar fagulhas para ver se a guerra se inicia, para poder culpar a guerra da hecatombe financeira que se anuncia. Vamos aceitar isto?

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Quanto maior o estado...



Ou aprendemos isto agora ou vamos aprendê-lo quando for tarde demais.


O episódio (triste episódio) da governação dos últimos vinte anos deixa isto provado. É tempo de 1) ter menos burocratas e funcionários no Estado, 2) menos serviços estatais, 3) menos regras que protegem os negócios incumbentes contra novos concorrentes e 4) acabar com o monopólio do PS e do PSD e do CDS e do BE e do PCP-Verdes recusando a sua proposta em 2015.


Votar num mal menor é ainda votar num mal. Compreendo os que, como eu, votaram no Pedro Passos Coelho como alternativa a José Sócrates, mas o Coelho esteve lá e não fez o que tinha de ser feito no Estado, nem tem intenções de o fazer.


Se houver um partido que defenda 1) menos estado, 2) menos funcionários no estado, 3) menos regras na economia, 4) a extinção da ASAE e 5) uma política externa que não convide à guerra, digam-me: terá o meu voto. E, atenção, que mostrem que o irão fazer. Palavras leva-as o vento, e de garganta estou cheio. Quero quem faça e nao quem diga que vai fazer.


Não me venham com CDS: a Cristas é do CDS. Nem com PSD: os resultados estão à vista. Nem com PCP, BE, Livre, e sei lá quantos movimentos aglutinadores da esquerda: os resultados da sua governação e os paraísos terreais que geram são tão visíveis em outros países que não os quero por cá.


Não sou libertário. Sou conservador, e não tenho vergonha de o ser. Mas, como disse Reagan, em qualquer conservador existe um bocado de libertarianismo. Quero um governo pequeno, qe não valha mais de 15% do PIB, e que se dedique a preservar o nosso mode de vida, e não a dizer como devemos vivê-la. Que preserve a nossa liberdade de acreditar no que desejarmos e não ande a tentar indoutrinar ou a condicionar comportamentos.


Isto de estado grosso já foi longe demais. Temos eleições em 2015. Temos um ano para virar isto. Depois não teremos mais.

Cuidado com o que desejam. Vai concretizar-se.

O russo é um das línguas que leio e escrevo (paradoxalmente, nunca tive oportunidade de o falar, por isso não sei se a lingua se me enrolará). Posso ler na Rússia imprensa alinhada contra o Putin, o que o desqualifica como ditador. Assim como no Ocidente há imprensa contra a situação, e consideramos isso um dos qualificadores da democracia. Se há democracia aqui por causa dessa imprensa, teremos forçosamente de a considerar na Rússia actual.

Agora, repare-se que a Rússia está cercada, a ocidente, por países da Nato. Mais de 200 tanques Abrams M1 estão a ser colocados enquanto falamos nas repúblicas bálticas (aliás, 50 já lá estão). Isso não seria um problema, se a Rússia não estivesse a ser espicaçada para a guerra. Se há coisa que a Rússia, com o poderio que tem (2550 tanques pesados no activo e 12500 na reserva, seja o que isso for) poderia fazer agora é fazer uma guerra e ganhá-la, principalmente se fosse de surpresa. Como bem deve saber, um russo não ameaça nem anuncia o que vai fazer. Faz e pronto!

Os russos são tudo menos parvos. Foram humilhados pelo Ocidente desde 1991 e considerados inferiores, quase sub-humanos. Basta ver como são retratados nos filmes americanos: mafiosos, trapalhões, ébrios, ignorantes, com tecnologia que não funciona e é tratada a martelo. Não serão esses exageros e estereótipos na nossa propaganda?

Se eu fosse russo, estaria furibundo. Os russos são sumamente inteligentes, mas não querem dispensar o seu lugar justo no Mundo. Estão, pouco a pouco, a fazer o caminho para a liberdade e para a prosperidade, sem copiar no processo os vícios do Ocidente. Vícios esses que nos irão dizimar em poucos anos, enquanto a Rússia finalmente ficará com o lugar que merece no Planeta, sem o atavio do comunismo nem a peste do amoralismo ocidental.

Putin não quer a guerra. Se a quisesse, já os tanques teriam passado as fronteiras ocidentais da Polónia. Obviamente, está a ter muita contenção, mas está a preparar-se para ela seguindo o manual de estratégia militar que eles usam (já falei dele aqui, no Remoques). A paciência esgota-se, os mastins serão eventualmente soltos, e não criticarei a Rússia quando meter o Obama e o seu amigo barra apaniguado barra idiota Juncker na ordem.

Quanto à situação na Ucrânia, mercenários de um lado e do outro andam a espicaçar os locais. Quem responderá a isto?

  • Quando é que o russo será considerado língua oficial na Ucrânia?
  • Porque é que [disseram-me ontem e não pude confirmar] Poroshenko suspendeu os tratados internacionais no leste da Ucrânia — palavras dele. Referir-se-á à Convenção de Genebra?

Erros crassos de uma pessoa que não tem nada de burro como Poroshenko? Estranho. Será uma provocação mais para se fazer a guerra?

Se não nos livrarmos da União Europeia, nesta configuração maximalista e pervasiva, a União Europeia livrar-se-á do peso que é a nossa liberdade.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Detenção do Sócrates: guardem por enquanto os foguetes.

Já chegámos a ter em Portugal uma pessoa condenada por corrupção activa, enquanto o que recebeu o dinheiro foi absolvido. Tivémos um caso de corrupção cujo único condenado foi o que denunciou.

Cuidado com o caso José Sócrates: há que não embandeirar em arco. A procissão está no adro, e esta guerra é um aviso dos King Makers, que nos emprestaram dinheiro a rolhos para o gastarmos como se fosse água, às bardamerdas do Partido Socialista, os quais andaram recentemente a querer pretender aludir a discutir o pagamento da dívida.

Se o PS não arrepela caminho, o PS desaparece das sondagens, tal é a sucessão de escândalos que podem sair como metralha . O episódio Berloque d'Esquerda deveria dizer muito a muita gente. Vejam lá quantos iriam votar nos calhaus caso as eleições fossem hoje, e onde eles andavam a sonhar chegar há apenas cinco anos atrás.

A esquerda serve para gastar dinheiro como água em obras de regime, mas deixa o país de pantanas. Três vezes foi chamado o FMI, todas pelo PS. O PS sai do poder quando é necessário arranjar o país. Aí entra o PSD, depois de uma barragem de imprensa contra o PS. Um dia é necessário voltar a gastar dinheiro e reentra o PS, depois de uma barragem de imprensa apoucando o PSD, a ditadura das finanças e a obcessão pelo défice. Aqui está o busílis: ninguém chega a líder do PS nem do PSD sem que os que dispõem da decisão tenham um seguro de vida.

Porque é que o Rangel perdeu as primárias do PSD para a nulidade Passos Coelho? Porque ninguém tinha por onde o pegar, ou pelo menos algo tão forte como o que julgavam ter do Passos Coelho.

A chatice é que o seguro de vida do Passos Coelho (Tecnoforma) nem era seguro nem era passível de morte política. O PS jogou essa carta extemporaneamente, quando se viu apertado com os próximos de Sócrates; e, pensando ter um Poker de rainhas, tinha um par de duques. O público rapidamente viu que o caso tinha pernas coxas para andar, ou que as pernas até nem eram assim tão longas. A imprensa viu-se, apesar da barragem com que nos brindou, desacreditada e a bradar para os grilos. Só por exemplo, ainda estamos para saber se ele recebeu cento e cinquenta mil anos por mês de ajudas de custo ou cinco mil euros nesses trinta meses, e há quase vinte anos atrás. Se era isso o que tinham do Passos Coelho, nem imagino o pouco que tinham do Rangel.

Com Sócrates foi o Royal Straight Flush. Ele é odiado pelo que fez, e toda gente diz à boca pequena aquilo que os comentadores não queriam admitir. Eu próprio ouvi de fonte credível o que foi pago aos ministros socialistas durante a aprovação apressada e contra a opinião pública da linha de TGV. Até as famosas escutas, que foram destruídas, mas que andam por aí, na Internet, mostram que o Pinóquio não andava a fazer boa coisa. Infelizmente, o que ocupa telejornais é moda num mês e ausente no outro. O julgamento ainda não aconteceu, e pode-se um dia ver que para os nossos juízes sem justiça houve quem corrompesse, mas nunca quem fosse corrompido. Uma vez mais.

domingo, 23 de novembro de 2014

Para quem acusa a Rússia de ser comunista...

É melhor saber que O Arquipélago da GULAG, de Alexander Solzhenitsin, é leitura obrigatória para todos os alunos do secundário na Federação Russa.

Aqui lê-se Saramago. O tal que saneava jornalistas em 75 por não serem comunistas o suficiente.

Prefiro Solzhenitsin. Um autêntico anti-comunista, que chegou a ser prisioneiro dos verdugos vermelhos numa dessas colónias penais da GULAG. Experimentar o comunismo no lado errado das preferências é garantia de não mais o querer.

Mil vezes Putin a esta União Europeia. Uma delas não é comunista. A outra chega a colocar o símbolo comunista por cima dos símbolos religiosos. Uma delas está, devagarinho, a caminho da liberdade. Uma delas está acaleradamente a chegar à tirania. Não sendo nenhuma inocente, temo que subestimemos o perigo em que estamos e que não estejamos a acordar a tempo de inverter a nossa terrível situação.

Temos, ao ritmo a que isto cai na tirania, um ano para inverter isto. Depois será tarde demais e estarão os russos a verter lágrimas por nós.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Já podemos voltar a exportar gado para a Rússia

Segundo o Kommersant, uma espécie de Jornal de Negócios da Rússia, a Federação Russa vai voltar a permitir a importação de gado vivo da União Europeia.

Que tal a um gesto de boa vontade dos russos retribuirmos com um nosso. Sei lá, levantar as sanções bancárias. Afinal, se exportamos para lá, queremos eventualmente ser pagos.

Depois de abrirmos totamente as sanções, frisando ser um gesto de boa vontade, poderíamos começar a discutir a situação ucraniana sem pressão de canhões. Pelo menos teríamos o povo russo, a opinião pública, muito mais pronta a ouvir as nossas razões.

Em 1988, Georgi Arbatov, um cientista político de linha dura, dizia que a estratégia da União Soviética para o Ocidente era privar-nos de um inimigo. Olhando para trás, deu muitos bons resultados para o fim da guerra fria. Os favores retribuem-se. Que tal privarmos agora a Rússia de um inimigo e estendermos um voto de confiança?

Isto é, e não posso ser mais claro, mandem os proto-comunistas do Departamento de Estado dos Estados Unidos nesta administação Obama às malvas. Putin está mais perto. Putin é europeu. Putin é mais ocidental (no que o Ocidente foi bom e forte) do que Obama, que o está a corromper.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Victory in Jesus, um hino gospel único.




Aqui na interpretação dos Gaither Brothers. Apesar de não constar do hinário da minha igreja, é o hino de que mais gosto. Ouvi-o na rapsódia «Hooked on Hymns», que comprei nos saudosos anos 90, e que, com música clássica, Louis Clark e Luís Cobos, punha a tocar quando estudava.

Eis a letra, em inglês, para quem a quiser seguir (atente-se que, nesta interpretação, a terceira estrofe não consta):


I heard an old, old story,
How a Savior came from glory,
How He gave His life on Calvary
To save a wretch like me;
I heard about His groaning,
Of His precious blood's atoning,
Then I repented of my sins
And won the victory.

Chorus
O victory in Jesus,
My Savior, forever.
He sought me and bought me
With His redeeming blood;
He loved me ere I knew Him
And all my love is due Him,
He plunged me to victory,
Beneath the cleansing flood.

I heard about His healing,
Of His cleansing pow'r revealing.
How He made the lame to walk again
And caused the blind to see;
And then I cried, "Dear Jesus,
Come and heal my broken spirit,"
And somehow Jesus came and bro't
To me the victory.

Chorus
O victory in Jesus,
My Savior, forever.
He sought me and bought me
With His redeeming blood;
He loved me ere I knew Him
And all my love is due Him,
He plunged me to victory,
Beneath the cleansing flood.

I heard about a mansion
He has built for me in glory.
And I heard about the streets of gold
Beyond the crystal sea;
About the angels singing,
And the old redemption story,
And some sweet day I'll sing up there
The song of victory.

Chorus
O victory in Jesus,
My Savior, forever.
He sought me and bought me
With His redeeming blood;
He loved me ere I knew Him
And all my love is due Him,
He plunged me to victory,
Beneath the cleansing flood.

Chicago e Oklahoma, qual é o mais próspero?

Chicago, their kind of town!

Chicago tem o pior sistema de educação dos Estados Unidos, e é a cidade que mais pessoas tem a receber subsídios. No estado de Illinois, há mais pessoas a receber subsídios do que a trabalhar.

Se acha que é por Illinois ter sido enganado por aqueles malditos republicanos, está a atirar longe do alvo. Vejamos a lederança em Illinois.

  1. Presidente: Barack Hussein Obama (democrata)
  2. Senador: Dirk Durbin (democrata)
  3. Congressista: Jesse Jackson Jr. (correntemente a servir pena de prisão e democrata).
  4. Governador: Pat Quinn (segunda substituição por os anteriores governadores estarem a servir pena de prisão; e é democrata).
  5. Líder do congresso estadual: Mike Madigan (também democrata).
  6. Delegada do Ministério Público: Lisa Madigan (filha de Mike Madigan e sai ao pai; é democrata).
  7. Presidente da edilidade: Rahm Emanuel (envolto em escândalos e democrata<)./li>

São todos democratas. Em Chicaco, como em Detroit, os democratas do Obama reduziram a economia a cacos. Se querem culpar os republicanos terão de procurar alhures. Em Chicaco não existem e não mandam. Mandam os democratas do esclarecidíssimo Obama e os resultados estão à vista. É um estado onde ex-governadores e congressistas imprimem chapas de matrícula.

Oklahoma: what a beautiful morning!

Os republicanos são reis e senhores de Oklahoma. Ali nenhum dos condados se rendeu aos democratas. Os dez mandamentos foram expostos, numa votação 27–9, à frente do Congresso Estadual. Apesar dos protestos do Governo Federal e das bestas (não tenho outro nome) da ACLU [American Civil Liberties Union]. Oklahoma define-se como um estado cristão, onde imperam os dez mandamentos.

Oklahoma legislou no sentido de encarcerar e deportar todos os imigrantes ilegais, caso não reunissem as condições para obter um visto legal. Todos os imigrantes ilegais desapareceram. A ACLU protestou e Oklahoma mandou-os pentear macacos.

Oklahoma está desde 2005 com rendimentos familiares acima da média nacional dos Estados Unidos e estes mesmo rendimentos sobem acima da média de ano para ano, tornado o estado mais atrativo para as famílias. Oklahoma tem afluxo líquido de migrantes de outros estados falidos pelos democratas (como Michigan, Illinois e California) e um desemprego abaixo da média nacional dos Estados Unidos. Mais: mandou às malvas o Governo Federal e declarou-se, junto com Texas, Montana e Utah, um estado soberano, onde as diretivas do Governo Federal, como o casamento homossexual, têm de ser discutidas e aprovadas internamente — e já sabemos o destino que vão dar a esta última, digo isto eu e aclamo!

Perante isto, preferia viver na democratíssima Chicago, onde morrem mais pessoas que no Iraque por homicídio, ou na cristianíssima Oklahoma? Os exemplos não são solitários. Há um êxodo da liberalíssima Califórnia para o republicano, conservador e mórmone Utah, e do Estado de Washington para Idaho e para o Texas. As pessoas fogem dos estados dominados por democratas para aqueles geridos por republicanos. Tantas pessoas fazem estatística; e terão as suas razões.

O cristianismo funciona. Um país cristão, onde o cristianismo é tomado a sério, frutifica e enriquece. Portugal deixou de ser um país cristão depois do 25 de Abril, e deixou o verdadeiro cristianismo com o PS, para ser governado por Jorge «Há mais vida para além do défice» Sampaio e Mário <«Conejo» Soares. E dizem-me que querem repetir com o António Costa Concordia.

Nenhum país é maior do que as políticas que o magnificam ou que o tolhem. O melhor é olharmos para o PS com olhos de ver (e já agora também para o PSD, o seu filho menor, e o CDS, o seu filho beato). E olhar também para a esterqueira em que se está a transformar a laicíssima União Europeia e para a evolução da Rússia, que se está a recristianizar. Mais vale viver em Oklahoma que em Detroit e em Provo que em Chicago.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Não subestimem os russos!

Um navio americano, o couraçado USS Donald Cook, lançador de mísseis teleguiados com capacidade nuclear e alcance de 2.500 Km. 96 mísseis sempre preparados para serem lançados. Uma maravilha tecnológica, não é?

USS Donald Cook

Um avião russo, o bombardeiro tático Sukhoi 24. Pode estar armado de mísseis anti-navio.

Bombardeiro tático russo Sukhoi 24

Um navio americano poderia fazer frente a um bombardeiro russo, não poderia. Se fossem três ou quatro, a história era diferente, é claro...

Mas... não subestimem os russos.

A 12 de Abril deste ano, um avião russo passou sobre um navio americano. Não tinha mísseis nem torpedos. Tinha apenas, debaixo da fuselagem, um dispositivo que, surpresa!, ao passar na proximidade do navio, este ficasse sem radares, sem sistemas de controlo, sem comunicações, sem eletrónica. Ponto. Um navio com o poderoso sistema Aegis viu-se como um alvo morto, enquanto o avião russo fazia várias aproximações de treino de lançamento de mísseis. Treze manobras no total, sem que os americanos tivessem capacidade de reagir. Sem eletrónica não se lançam mísseis intercetores.

Naturalmente, a tripulação ficou completamente desmoralizada enquanto o navio seguia para um porto na Roménia.

Vinte e sete dos marinheiros á pediram transferência. Obrigado, nada!


Que o Ocidente não pense que dura para sempre. Os russos virão aí, dentro de poucos anos, quando forem vistos como libertadores da ditadura circo-de-aberrações-sexuais da União Europeia e dos Estados Unidos. Os russos estão a comprar ouro e a construir abrigos fortificados enormes nos Urais. Prearam-se para a guerra. Os russos poderiam ganhar a guerra hoje, mas não a querem fazer. Tudo mostra que não a querem fazer, e que estão apenas a pedir que não os subestimem. Estão a dar prova de vida e a demonstrar que devem ser levados a sério.

O Ocidente anda a brincar com o fogo. Irá chamuscar-se.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Deixem-me ser claro.

A Rússia não é a União Soviética. Para achar alguma coisa que se esteja a parecer com a pouco saudosa União Soviética é necessário olhar mais para Ocidente, para Bruxelas. E como previ desde há muito, já a comissão Juncker anda sob fogo. E ainda mal aqueceu a cadeira. Esperem nos próximos meses o agravamento das críticas à União Europeia. Quando os russos forem olhados como libertadores, avançarão e acabarão com a pouco saudosa União Soviética do Ocidente, também chamada União Europeia. Não terá lágrimas da minha parte.

sábado, 1 de novembro de 2014

Putin disse, e bem dito: chega de brincar às negociações.

Há uns dias, em Sochi, Vladimir Putin fez um discurso admirável. Abriu o jogo. Desse discurso, que não é difícil de encontrar, tiro os seguintes pontos:

  1. A Rússia não irá aceitar o conceito de liderança global unipolar, que é o cerne da diplomacia dos Estados Unidos.
  2. Para que exista paridade entre nações, os Estados Unidos têm que considerar a Rússia como igual e agir d eacordo com isso.
  3. Os Estados Unidos têm, nestas últimas duas décadas, apenas pedido cooperação tácita da Rússia. E quando a Rússia se envolve em conflitos externos, como na Ucrânia, os Estados Unidos começam a vilipendiá-la.
  4. Os Estados Unidos não podem esperar que a atitude de excecionalismo americano seja universalmente aceite e apreciada.
  5. A Rússia é a herdeira da União Soviética. Isto não é coisa de orgulho para os russos, mas é um facto.
  6. A unidade entre as ex-repúblicas soviéticas e a Europa de Leste não é algo que se dissolva com a queda do comunismo. A Rússia tem obrigação de liderar este espaço.
  7. O Médio-Oriente é menos estável hoje do que em qualquer ponto da história. Isto é atemorizante no que concerne à produão de energia e ao terrorismo. Se a América acha que o Médio-Oriente é problema seu, deveria consultar um mapa e ver quão próxima essa região está da Rússia. O terror no Médio-Oriente pode radicalizar as populações islâmicas na Rússia e na antiga União Soviética, e isso é matéria de preocupação para a Rússia.

Esta radicalização do discurso vem depois das estúpidas sanções europeias. Há já alguns dias eu queria reportar este discurso, mas não sabia como fazê-lo. Em boa verdade, considero que a Rússia não quer a guerra, mas está a preparar-se para ela desde há muito. Alienar um amigo transforma-o num inimigo. E a guerra faz muito mais jeito a quem quer conservar o dólar como moeda de transações internacionais do que aos russos.

Digam o que disserem de Putin, a culpa deste discurso é do celerado Obama. Não teria sido necessário. Bastava que atraíssemos a Rússia para o nosso meio e lhe déssemos lugar na nossa mesa como igual.