terça-feira, 21 de julho de 2015

Canción que critica el sistema de salud cubano se vuelve viral







De flash drive em flash drive, isto corre pela ilha de Cuba.  É uma canção sobre o excelente sistema de saúde cubano, escrita e cantada por um cubano.



Se der azia aos nossos escarralhados, sugiro que vão a Cuba curar-se.  Livramo-nos deles de vez.



E a canção é curtida.  ¡Es pegadiza!










quinta-feira, 9 de julho de 2015

Morra aos 70. Não fica cá a fazer nada. Dizem os democrápulas.



Um sistema público e universal de pensões e de saúde mais cedo ou mais tarde terá de dar nisto: na limitação de vida das pessoas.  O que os democrápulas americanos chamam «aconselhamento de fim de vida» é mesmo isso: aconselhar as pessoas que já estão a tornar-se um peso no sistema (e que tendem a ter juízo e a votar conservador) a abdicar da sua vida e a deixarem-se matar.

Que ideia exagerada, painéis de morte!

Não há nenhum sistema público de saúde ou de pensões que não venha a ser arrebentado por dentro pelo hábito persistente de as pessoas se deixarem viver mais anos na vã esperança de que os seus netos se resolvam a sair da casa dos pais e a constituir família antes do aparecimento das primeiras rugas neles.

Como as mulheres portuguesas não querem ter filhos (e não me venham com essa do não podem ou do teriam se...), o sistema de segurança social teria cinco anos a funcionar.  Teria se a guerra não viesse entretanto, como estou convencido de que virá.

No fundo isto funciona assim: damos a todos um sistema de saúde público mas!, e lá vem o mas, com a limitação de recursos apenas os que se acharem em boas condições para viver terão os necessários cuidados médicos para defender a sua vida.  Fora os velhos, os deficientes, os doentes crónicos!  Custam mais do que metem no sistema, fora com eles.  A menos, é claro!, que sejam, sei lá, primos de um político importante ou mesmo o político importante.  A esses há que dar merecidos reconhecimentos.

E os opositores políticos e os que não admirarem a belíssima gestão dos democratas americanos que tantos casos exemplares tem, como Detroit, Baltimore, Chicago, a Califórnia e Ferguson.

Mas em Portugal já há muito que temos um serviço público de saúde!

Não é estranho que os políticos socialistas, que tanto defendem o serviço público e o ÉsseÉneÉsse, vão todos ou tratar-se ou morrer aos hospitais privados?

Partido Socialista, pior que frei Frei Tomás: vê bem o que ele diz, e verás o que não faz.

Não lhe parece estranho que todos os funcionários públicos vão, ao abrigo da ADSE, tratar-se no privado?  Não deveriam, sei lá, tratar-se no público?  Não faria mais sentido?

Quando em casa de ferreiro há espeto de pau...

Uma família genuína

Os americanos têm andado com as bandeiras do arco-íris para cá para lá.  Nessas revoluções coloridas se vai a família e o Ocidente.
Já há uma petição para tornar esta a bandeira dos Estados Unidos


Os russos têm uma nova bandeira, a da família genuína (настоящая семья):


Russia Unveils ‘straight’ Flag
Bandeira da família genuína


Em versão francesa: a manifestação para todos

Pergunto: qual destas bandeiras assegurará a prosperidade da sociedade e a felicidade do indivíduo?

Em nota, a bandeira russa diz-me mais que a francesa: tenho três filhos (16, 14 e 10).

domingo, 5 de julho de 2015

Do referendo grego, para fado em viola e guitarra em heptassílabos.

Disseste não à Europa.
Por tua voz vais sair.
Por teu pé sais, fica fora
E nunca tornes a vir.
Não tens aqui quem te queira
Depois desse rol de asneira.

Aquilo que já comeste
Da nossa boca tirámos.
Da dívida que fizeste,
Já muito te perdoámos
Não te armes, arrogante,
Que puta velha é pedante.

Tragédia grega tu vives,
Mas dás-nos uma lição:
Crianças que mal governam
Deitam um povo todo ao chão.
Que de tal sorte outra igual
Nunca ocorra em Portugal.

Grécia, orgulhosa Grécia,
Disseste hoje que não;
Mordeste quem te ajudava,
Chamaste-o de aldrabão.
Vira-te agora pr’a leste,
E vais ver que te fodeste!

Minha autoria, mesmo há pouco, na caixa de comentários do Insurgente.  Citações permitidas, desde que seja corretamente atribuído.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Um desperdício de um bom lençol

KKK Hoods (Associated Press)
Ku-Klux-Klan

É possível substituir um idiota por um idiota pior

Detestam negros, católicos e mórmones.  Odeiam estrangeiros.  São o desperdício de um bom lençol.  E andam a ressurgir nos Estados Unidos, como contraparte aos também idiotas New Black Panthers.

«Os mórmones têm cornos»

Há uma história, que é verdadeira, que se passou com um mórmone como eu, um tal de J. Golden Kimball, chamado por estes meios the cursing apostle.  Ele não era realmente apóstolo, mas conservava, segundo as suas próprias palavras, um pequeno subconjunto do léxico que tinha aprendido na sua adolescência, enquanto aprendia a conduzir mulas.  Era um homem de inteligência rara e de um humor refinado que bem rivalizava com Mark Twain.

O KKK ameaçou, no virar do sec XIX para o XX (creio que foi em 1891), os missionários mórmones da cidade de St. Louis que, se não saíssem até ao pôr do sol de determinado dia, os linchariam.  O KKK já tinha morto e torturado missionários durante as décadas de 70 e de 80.  J Golden Kimball, o presidente da missão nessa área, convocou os missionários para um vale num bosque perto de St. Louis, para orar, invocar a proteção divina e saber o que deveriam fazer.

A reunião prolongou-se para lá do pôr do sol.  Os encapuçados do KKK desceram a encosta para capturar os missionários.  J Golden Kimball, percebendo que não poderia fugir, pediu a todos os missionários que dessem às de vila diogo, enquanto ele enfrentaria os KKK e lhes faria ganhar tempo.  Imaginando que não seria bem tratado pediu que, se pudessem, remetessem o seu corpo para Utah, onde a sua família residia.

Os missionários subiram a encosta oposta e ficaram fora de vista.  J Golden Kimbal achou-se só, rodeado pelas bestas do Klan, alguns dos quais já estavam a juntar galhos para derreter o piche.

Num laivo de génio, J Golden Kimbal avisou-os:

--- Se eu fosse a vocês, punha-me a andar depressa.

Foi recebido com risos trocistas.  Sem se descair, continuou.

--- Os mórmones, numa noite destas de lua cheia, transformam-se em animais.  Crescem-lhes cornos e, quando os missionários voltarem, vão esventrar-vos um a um.

Alguns reagiram a medo.  Entretanto, olhando para a linha do horizonte, J Golden Kimball viu uma linha de homens: os missionários que voltavam, preferindo dar luta a deixar o seu presidente de missão naquele percalço.  No escuro, os cajados que traziam pareciam extensões da sua cabeça  J Golden Kimball apontou para eles e avisou os do KKK:

--- Vêem?  Já estão a voltar!  Salvem-se, fujam!

Fugiram.

E assim nasceu a lenda, ainda hoje contada no Sul dos Estados Unidos, de que os mórmones têm cornos.


Vale tudo para ajudar, digo, combater o terrorismo

O Ocidente já não sabe o que fazer para provocar uma guerra com a Rússia, para encobrir o empurrar para a frente com a barriga que está a fazer ao ligar as impressoras de dinheiro.

Se queres paz, prepara a guerra.  Se queres guerra, finge-te invencível.


A Rússia não anda recomendável por estes dias, mas a culpa é nossa, do Ocidente.  A Rússia e a China estão a preparar-se para uma guerra que sabem inevitável.  Entretanto por cá andamos a patrocinar uns gajos do Estado Islâmico para justificar uma guerra ao terrorismo.

Nem Portugal Escapou.  A nossa ministra da Cagança de Justiça, a dótôra Paula Teixeira da Cruz, já andou com o da Administração da Caserna a fazer leis contra o terrorismo.  Dizem eles que são contra o terrorismo, mas, caro leitor, um dia até um de nós será considerado terrorista.  Como o terrorismo é um rótulo indefinível e propositadamente deixado em aberto, tempo virá em que, meus caros, todos seremos terroristas por criticarmos o governo, ou a União Europeia, ou o Santo Obama, ou o belicismo da NATO, ou o casamento homossexual ou a Sagrada Constituição da República Platanense Lusitana.

Disse um francês, creio que Bastiat, que para sabermos quem manda em nós é só preciso enumerar quem nos é proibido criticar.

Bomba suja lava mais branco.

Vem isto a propósito de um congressista americano andar a dizer que andam todos por lá com medo de uma bomba suja (bomba de urânio empobrecido que torna uma zona de cerca de 5 km de raio inabitável por uns meses), bomba essa que seria a maneira de os terroristas se juntarem às festas do 4 de Julho, o dia da independência dos Estados Unidos --- e a festa da Cidade de Coimbra.


Então o que é que faz o FBI?  Abre 56 postos de controlo por todos os Estados Unidos, desloca milhares de homens e anda numa caça cega a sabe-se lá o quê.  A minha perspetiva é que nem há bomba suja nem o exercício é mais do que uma grande invectiva ou investida lançada contra os conservadores cristãos que fizeram os Estados Unidos grande, mas que de repente são malquistos na sua própria terra.

Vai-se passar o 4 de Julho, vai haver um pequeno atentado algures, provavelmente em Chicago, para eu ganhar uma aposta.  Vai-se culpar a malta de sempre ou arranja-se outra para culpar.  E no fim o FBI vai dizer que afinal conseguiu à undécima hora apanhar os meliantes, como na série de televisão chamada 24, com fanfarra triunfal que nos sabe a uma ovação com pífaros.

No interim, gasta-se dinheiro como se não houvesse amanhã.  E provavelmente não haverá amanhã.  Não um amanhã como hoje.

O Ocidente farta-se de provocar a Rússia.  Não se queixe quando a Rússia e a China, de surpresa, ditarem o fim do Ocidente.  Não faltam avisos.  Falta juízo, e muito, da parte de cá.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Eis o porquê de eu não acreditar em inteligência artificial... nem em metade da natural

Link permanente da imagem incorporada
Identificado pelo novo programa do Google, Google Photos

Só um comentário:  apenas Deus teve até agora a ciência de dar o dom da razão à sua criação.  Os homens estão muito longe de criar alguma coisa inteligente, e, pelo que vemos no Partido Socialista, a inteligência não é ubíqua na espécie humana.

É bom que o António Costa ou a Mariana Mortágua não façam a experiência.  Os asnos e as abetardas não têm direitos humanos mas, caramba!, não é bom diminuí-los.

Se sai o cérebro, ficam as bestas

A Grécia por estes dias

Há notícias de que a Grécia está a sofrer uma fuga de cérebros devido à crise económica.

Sabemos que Tsipras e Varoufakis não têm onde cair mortos, senão na Grécia.  São meninos que não sabem quanto custa ganhar a vida, que saltaram das universidades para as televisões e dali para a política.  Ou para a pulhítica, consoante queiramos ver as suas ações.

Samaras, da Nova Democracia, deixou a Grécia no caminho do crescimento e com o desemprego a descer.  O Syriza levou menos de um mês a destruir o que tinha sido construído e quatro mais a fazer de pedinte perante a Europa.  De pedinte petulante.  Ninguém gosta, e não é preciso lembrar, de cães que mordem a mão do dono.

Os gregos escolheram o seu destino.  E, como em tudo na vida, as escolhas são livres, mas as consequências das escolhas, boas e más, são decorrentes destas e terão de ser experimentadas.


As sondagens mostram que o "não" irá ganhar no referendo.  Ou talvez não, já que o «sim» está a recuperar.  Espero que ganhe.  Espero que os gregos mostrem aos portugueses a linha que a vitória do Syriza não é o tal sinal de mudança, nem a linha que se deve seguir do António Costa.  A linha do Syriza dos gregos e do PS dos portugueses leva ao mesmo ponto.  Primeiro à miséria, depois à grilheta.

Lembro-me bem das ameaças sobre jornalistas e bloggers por parte de José Sócrates.  (http://expresso.sapo.pt/actualidade/blogger-diz-que-jose-socrates-revelou-falta-de-coragem=f138214)  O PS apenas sabe governar com o dinheiro dos outros, isto é, de nós.  E quando as coisas começam a resvalar e os podres começam a descobrir-se, há que calar os jornalistas.

Eleger o Costa seria em poucos meses deitar Portugal abaixo.  E em menos do que na Grécia porque a Europa, uma vez percebendo que fica mais forte ao excisar o tumor grego, mais depressa acabará por retirar o português se de benigno se tornar em maligno.  E nós, sem o Euro, seríamos, enfim, cilindrados.

Nos cérebros que saem da Grécia não se encontrarão os votantes nem os governantes do Syriza.  Estes ficarão.  Infernizarão infelizmente a vida a muitos gregos que não conseguem sair do país e não votaram no Syriza.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Ninguém é perfeito!!!

Vi ontem um vídeo de demonstração do novo tanque russo, o T-14 "Armata".  Uma obra prima da engenharia.  Com torre automatizada.  Fantástico.  Deixa os Leopard alemães ou os Ahbrams M1 estadunidenses a milhas.
T-14 Armata

Nem imagino como é que os engenheiros russos que fizeram aquele maravilha deixaram passar um simples ponto de falha (quem vir o vídeo com olhos de ver nota-o à primeira) que acaba por reduzir a velocidade do tanque à velocidade da infantaria que terá forçosamente de o acompanhar e defender.  Porque qualquer inimigo, munido apenas de uma barra de ferro ou de duas mãos cheias de brita imobiliza a torre desse tanque.  Isso na prática constitui deixá-lo vulnerável aos tanques inimigos, pois teria de virar a torre através da rotação do tanque pelas lagartas.  Isso é lento e nem sempre se pode fazer.  Os Leopard e os Abrahms não têm esse erro, nem o tem, pelo que pude ver, o novo tanque turco.  Neste aspecto, o Armata é mesmo uma regressão em relação ao já vetusto T-72, o emblemático tanque soviético da guerra do Afeganistão.

Ninguém é perfeito.  Tenho a certeza de que os russos, que de burros não têm nada, já devem ter notado e corrigido o erro daquele que, para todos os efeitos, é o carro de combate mais poderoso do Mundo.  Até lá, eu teria muito cuidado de não o usar no deserto, sob tempestades de areia.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Ai o Prémio Nobel da Paz dos Tolos



Global Peace Index report: ‘World is less peaceful today than in 2008′

Segundo o Breitbart Report, o Global Peace Index Report, que analisa 23 indicadores que espelham paz (ausência de violência ou de medo de violência) conclui que o Mundo tem menos paz em 2015 que em 2008.

Quanto dessa guerra terá a ver com o corrente inquilino da Casa Branca!  O tal que foi uma outra esperança, da esquerda radical à direita escarralhada portuguesa aqui em terras lusas.

Aceitaram a fraude que tirou o assento presidencial a Mitt Romney, um terrível homem de negócios que tinha a mania de salvar empresas, eventos e estados à beira da falência?  Pois atenham-se com a "Esperança e Mudança"!

Em breve até Portugal estará em guerra, desta vez para os lados da fronteira oriental polaca e lituana, com quem temos acordos de defesa mútua.  Aposto no segundo semestre de 2016, mas especialistas como Joel Skousen acham que a guerra apenas virá na próxima década.

Querem saber onde a guerra nuclear começará?  Olhem para a imagem.  Quando?  Quando eles bombardearem Seul, a menos de 40 Km da fronteira.

sábado, 13 de junho de 2015

O seu dinheiro está seguro num banco? Depende do banco.

Bail-in ou bail-out: a mesma pessoa, o mesmo resultado, bolsos duferentes

Fui alertado hoje para um artigo da Reuters publicado no dia 28 de Maio, do qual não me tinha apercebido.  Ei-lo: EU regulators tell 11 countries to adopt bank bail-in rules.

No artigo, a União deu à França, à Itália e a nove países, nos quais já não estamos incluídos, ordem para emitir legislação que impeça o Estado de ir em resgate de bancos falidos sem que antes os seua accionistas  e depositantes sejam chamados à perna.  É isto que se chama bail-in.

Não sou contra esta legislação, mas atento no prazo: se em dois meses os países não tiverem aprovado essa legislação, a União avança para os tribunais.  Porquê dois meses, um prazo tão curto?  Como dizia o Seguro de distante memória sobre outro assunto: qual é a pressa?

Será que sabem alguma coisa que eu não sei?


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Por demanda popular, faço alguns esclarecimentos para o público que não pesca muito de economia e anda confuso com o jargão economês que os desentendidos na não-ciência económica debitam nas televisões.  Felizmente sou engenheiro, e por isso posso explicar estes conceitos como um economista nunca faria.

Qual é então a diferença entre um bail-out e um bail-in?

Um bail-out (podemos traduzir como um resgate externo) é a recapitalização do banco (ou de um país ou empresa) através de fontes externas.  A recapitalização pode ser feita através de outros bancos ou, como no caso BPN e no caso dos maiores bancos europeus que estiveram nessa situação, através de dinheiro dos contribuintes.  Quando vários países vireram em auxílio de Portugal tivémos um bail-out, pois o dinheiro veio de fora.

 

Um bail-in (um resgate interno) é a recapitalização através de fontes internas: acionistas e depositantes.  Neste caso, os acionistas terão de arcar com parte do montante necessário para que o banco cumpra os seus compromissos e, quando isso falhe, vai-se buscar aos depósitos.


 

Mas, então, o que é o pior?  Bail-out ou bail-in?

Depende.  Se for cliente de um banco, preferirá de longe um bail-out, já que o dinheiro vem de fora.  Se for contribuinte preferirá um bail-in, pois em caso contrário o dinheiro é seu, mesmo que não tenha nada que ver com o banco.

Numa perspetiva libertária, o bail-in é mais justo.  Isso implica que os depositantes tenham o trabalho de ver e julgar a situação financeira do banco onde desejam depositar o seu dinheiro e de ponderar se não será mais seguro meter o dinheiro em um outro banco, mesmo se este propuser taxas menores.

E se eu tiver empréstimo num banco?  Safo-me no caso de falência?

Não.  As dívidas ao banco são sempre transferidas para outras instituições.  Deixa, por exemplo, de dever ao BES e passa a dever ao Novo Banco, que foi criado exatamente para ficar com as dívidas.

O Restate ao BPN foi claramente um bail-out.  E o restate ao BES?

O resgate ao BES foi muito complexo.  Foi na maior parte bail-in, e esperemos que não venha a ser um bail-out.

O que se fez no BES foi isto: partiu-se o banco em dois e separou-se a parte que era do Grupo Espírito Santo (a parte que estava falida) do resto do banco.  O Grupo Espírito Santo, as participações e depósitos da família Espírito Santo e o papel comercial associado ficaram no que se chamou um banco mau.  Os depósitos dos restantes clientes do banco e os empréstimos e os ativos corpóreos do banco, como agências e balcões, foram transferidos para um novo banco, a que se chamou Novo Banco.  (Ó que surpresa!)  Isto é um bail-in.

O Novo Banco, recapitalizado com dinheiro do Fundo de Garantia Bancária, logo dos contribuintes, uma parte claramente bail-out, será eventualmente vendido e o dinheiro da venda usado para restituir o dinheiro dos contribuintes que proveio nesse fundo.  Provavelmente o valor da venda cobrirá o que o fundo disponibilizou para o bail-out do BES e, no fim de contas, o bail-out será nulo.  Se esse valor de venda for inferior, então haverá bail-out.

A solução para o BES foi muito melhor conseguida do que a que Sócrates gizou para o BPN.  E muito mais justa.  Até agora o Novo Banco não tocou nos depósitos dos que nele confiaram, e creio que não tem razões para o fazer.  Quanto ao papel comercial, quem não sabe ler balanços não deve investir em bolsa ou em obrigações.

O bail-out do BPN e do BPP, duas instituições pequenas, custaram quase uma dezena de milhar de milhões de euros ao Estado, isto é aos contribuintes.  O bail-out do BES, um gigante bancário em Portugal, está balizada pelos 4,9 mil milhões de euros.  E, caso a venda se dê por esse valor, não terá custado nada aos contribuintes.

Mas então o Estado não deveria ter nacionalizado a banca?

Se quiser perder dinheiro ano após ano.  Quando a banca era nacionalizada, na primeira década dos anoa 80, dava sempre prejuízo.

Empresas públicas com prejuízo não vão à falência por falta de dinheiro.  O dinheiro é o seu, caro contribuinte!

sexta-feira, 12 de junho de 2015

É gratuito demais para se comprar!



Quando nos dão alguma coisa de graça, desconfia-se do negócio.


Image result for eu cartoonA única coisa boa que a União Europeia trouxe em trinta anos de adesão foi o comércio livre e o fim das fronteiras. Por uns meses trabalhei enquanto jovem num despachante oficial e sei o que era necessário antes para importar/exportar de Espanha, mesmo ali ao lado.  Uma carrada de burrocracia s taxas e taxinhas sem sentido.

Os subsídios foram a pior parte do negócio. Digo isto sem problemas, mesmo sabendo que vou ter umas bocas abertas de incredulidade da parte dos meus leitores.  Os subsídios distorceram a nossa economia, tornando-a desnecessariamente ineficiente.  Foram um mau negócio.  E embora não possa elencar todas as razões para essa provocação indico algumas:
  • Desconstrução civil e obras impúdicas a 10% do PIB.
  • Parques não-industriais comprados a 1 escudo por metro quadrado pelos amigos do despresidente da câmara e posto à venda nessa mesma tarde a cem vezes mais em imobiliárias.
  • Rotundas e rotundinhas, com a ubíqua desculpa de que se tem de aproveitar os fundos comunitários.  Nalgumas há estátuas de mau gosto da autoria da prima da vizinha do irmão do presidente de câmara.
  • Centros de congresso, auditórios e salas, invariavelmente subutilizadas (para usar o enfermismo eufemístico).  E sempre nomeadas in causa propria e em nome próprio pelo despresidente de câmara ou de junta de freguesia que aproveitou os tais fundos comunitários.
  • Estradas de nenhures para lado nenhum, porque se tinha de aproveitar os fundos comunitários e apenas por isso.
  • Formação não-ministrada, desadequada ou simplesmente fraudulenta, porque se tinha de aproveitar os fundos comunitários, sendo que formar a mão de obra não era um objetivo.  Ou isso ou falhou rotundamente.
  • Um hospital concreto com uma máquina de TAC de cento e cinquental mil contos que existiu e eu vi e cheguei a tentar arrancar, comprada porque havia que aproveitar fundos comunitários, e encaixotada porque não havia no momento fundos disponíveis para levar uma pessoa em formação à Alemanha (mil e quinhentos contos no total).
  • Legislação tão estúpida que faz dó, exarada pelos incumbentes para se proteger dos insurgentes.  É por isso que continuamos a ter quatro canais de televisão em sinal aberto e que certas empresas fecham ou fogem de Portugal.
Mas o pior de tudo nem é o precedente.  Isso teremos de pagar no futuro, mas podemos não repetir.  O pior da nossa subsidiodependência é o que se segue:
  1. Crescimento desmesurado do Estado, que estamos a pagar todos os anos em défice;
  2. Crescimento desmesurado da dívida, por causa da comparticipação nacional.  Que estamos a pagar e pagaremos no futuro até ao tempo dos nossos netos;
  3. (E esta eu conheço bem) Emperresários que não perguntam «há mercado?» mas «há subsídios?».  E que não fazem investimento algum, por mais pertinente que seja, se não houver «subsídios» [repare que ninguém lhe chama «apoios»].  Mesmo que sejam maus investimentos, fazem-se, desde que haja subsídios para eles, e muitas empresas foram ao charco por isso.
  4. Não há crédito bancário para empresários que não tenham apoios europeus.  Os apoios servem, na prática, para os bancos minorarem as perdas de liquidação da empresa em caso de falha.  É claro que assim só arrancam empresas para as quais há subsídios disponíveis, mesmo se sem mercados e condenadas a falhar.
  5. E, pior que tudo, demasiado dinheiro nas mãos de políticos para distribuir pelos programas que os seus financiadores e amigos sugerem.
Balanço da nossa integração: Claramente positivo.  O comércio livre desenvolveu o nosso país como nunca na sua história.  Caminho a seguir e a explorar com outros países, mesmo se à revelia da União Europeia --- por exemplo, fazendo um tratado informal com a Rússia, a Índia e a China à la acordo de cavalheiros.

Correcções a fazer: diga-se a Bruxelas que subsidie ou apoie outras economias, recusando o presente envenenado.  E troque-se os ditos apoios por quota zero, para nao apoiar mais o Parrelamento Ôropeu e as viagens de turismo em executiva dos nossos turbopolíticos.

Um veneno que se nos dá de graça ainda assim é um veneno.