sábado, 31 de janeiro de 2015

A China prepara-se...

Aceitam-se palpites para esta estrutura, nos ilhéus de Xiaaucun do arquipélago Nanji. Para dar uma ideia das dimensões, entre a comporta e a entrada do Porto são pouco mais de duzentos metros.

Está a 200 Km de Taiwan ou a 310 Km das ilhas Diaomin ou Sensaku (detidas pelo Japão, mas disputadas pela China e por Taiwan).

Pontos extra se me disserem o que é a estrutura metálica perto da entrada do porto.

E já agora que dizer das estruturas seguintes:

Heliportos numa das ilhas Nanji

A China quer fazer a maior parada militar desde 2009 para sinalizar os 70 anos do fim da II Guerra Mundial, com o objetivo de «assustar o Japão». Isto segue-se a um Partido Comunista em frangalhos, completamente impotente perante o colapso dos principais indicadores económicos, dos preços da habitação e da cotação do Yuan. Os dirigentes chineses já vieram aconselhar (seja o que isso for em terminologia comunista) os cidadãos chineses a não comprar dólares.

Quando os dirigentes se acham no papel de inimigos do povo, podem sempre arranjar uma guerra para encontrar um novo inimigo para o povo.

Mais mostras de força russa, e não pode acabar bem.

30 de Janeiro, na Lituânia, dois caças italianos levantaram para intercetar dois Il-78 (código Midas, avião de reabastecimento) que voava no Báltico, junto ao espaço aéreo da Nato. Antes na semana (Terça-Feira), dois Il-95 (bombardeiros de longo curso) voaram a 25 milhas náuticas da costa britânica, sem anunciar plano de voo e com os transponders desligados. O que os torna invisíveis para a maior parte do tráfego aéreo civil. Foram intercetados por F16, Typhoon e Mirage 2000 das forças aéreas britânica e francesa.

E o motivo desta mostra de força, é conhecido? Deve ter alguma coisa a ver com o prolongamento das sanções por deis meses da União Europeia à Rússia. Estranhamente, a Grécia não usou poder de veto e votou a favor. Sintomático.

Entretanto, na Ucrânia, percebemos que russos e norte-americanos estão a lutar até à morte do último ucraniano. Ambos os países têm botas no terreno, e os vídeos são patentes, mas a Rússia não é a mais culpada do conflito. Existe uma solução: os ucranianos de várias línguas juntam-se e proclamam a língua russa e o ensino oficial em russo como lei da Ucrânia, junto com a língua ucraniana, inscrevem isso na constituição do país e convidam a Rússia a testificar o acordo. Aposto que no dia seguinte as armas se cala e ninguém perde a face.

A boatada diz que nos próximos meses um golpe armado ou legislativo pode ser realizado contra o presidente ucraniano Petro Poroshenko (aqui). A partir do momento em que os boatos saíram, a imprensa russa mudou muito a imagem que tinha de Poroshenko: de facínora passou a homem de paz. A mudança era anunciada. Viktor Orban, da Hungria, já se referira a Poroshenko nos mesmos termos. A verdade é que os negócios de Poroshenko continuam na Rússia e ninguém lhes tocou.

No passado dia 10, Mikhail Gorbachev deu uma entrevista muito elucidativa ao Der Spiegel. Dessa entrevista ja apresentámos excertos aqui, no Remoques. Pois mais uma vez o homem que mais fez para acabar com a guerra fria avisa que esta pode-se tornar quente. Este próximo vídeo do Daily Mail é elucidativo de alguém que, aos 83 anos, tem mais juízo que muitos obamescos de 50, do qual diz ter perdido o juízo:

Sejamos claros: os russos não são nem socialistas nem anti-ocidentais. O Ocidente é que está a enveredar pelo caminho escorregadio do repúdio dos valores que tornaram o Ocidente próspero e livre. Lá lê-se Solzhenitsin no secundário, cá lê-se Saramago.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Unidade das esquerdas é presente de grego

A tendência comunista do Syriza não aceita os Gregos Independentes no governo do país. Esperam-se manifestações anti-governo nas ruas a qualquer momento...

A minha esquerda é sempre mais pura que a tua esquerda

E os meus euros mais necessários que os teus euros para ti. E por isso há recorde hoje de transferências internacionais de dinheiro e de levantamentos ao balcão, segundo o Zerohedge.

Venezuela empreendedora...

Esperar nas filas é um modo de vida na Vanezuela

Krisbell sai de casa de manhã cedo para esperar em filas para comprar papel higiénico ou outros bens de consumo. Devido ao triunfante socialismo ornitológico do pajarito do Maduro, as lojas estão vazias e quando há, há que se esperar em filas intermináveis. Krisbell recebe os pedidos por telefone, compra para os seus clientes e revende o que compra. Faz vida disso, maçando-se em prol de quem não tem tempo de estar parado em filas porque, sei lá, não é funcionário público e tem de trabalhar para ganhar a vida.

O Zé de Portugal que se queixa permanentemente da Troika e da danada direita leva trinta minutos para escolher entre as diferentes marcas de papel higiénico nas prateleiras dos supermercados. Provavelmente tem a sua marca favorita, que combina a absorção e a suavidade cutânea suficientes com um preço que está disposto a pagar. Pode ser de dupla ou de tripla folha. Tem leite a um preço que pode pagar, com cálcio, normal, gordo, meio gordo, para crianças, condensado, condensado cozido, com chocolate, com morango ou sucedâneo de soja de vários sabores.

Estou tentado a trocar o Zé de Portugal por um venezuelano que não tenha votado no Maduro. Ficamos a ganhar. O Maduro terá um que não desdenha as experiências socialistas, Portugal com mais um que quer trabalhar e não acredita em socialismo unicórnico. Atenção: bilhete só de ida. Os ocidentais que foram para a União Soviética experimentar o socialismo científico normalmente acabam a querer voltar (e a não poder, mas isso é excelente para todos nós).

Se o Zé espera do Syriza, pois que emigre para a Grécia enquanto esta ainda vai estando na Zona Schengen. Deixa de ser parte do problema e pode ver com os próprios olhos o Sol na Terra e o progresso entre os homens.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Et la mot de l'année 2015 est...

Hollandiser (v, reg. -er) — avec une prononciation grècque.

On l'utilise dans les phrases exemplaires:

  • Tsipras voulait se nier aux payements de la dette, mais Yanis Varoufakis l'a déjà hollandisé.
  • Je faisait un régime, mais je m'avais hollandisé et donc a mangé deux tablettes de chocolat.
  • Il faut rester un peu après cette course. Hollandise toi un coup.
  • ,

A dívida russa em lixo? Ó então a americana!

Dívida pública da Federação Russa em percentagem do PIB

A Federação Russa deve 235 mil milhões e tem um PIB de pouco mais de dois biliões (escala longa). É mesmo assim! Deve pouco mais de 10% do seu PIB.

Os Estados Unidos têm um PIB de 17,3 biliões. A dívida já vai muito para além dos 18 biliões. Isto é, mais de 100% do PIB. Mas isto é só a dívida federal. Estados como a Califórnia devem 250% do seu PIB e cidades como Los Angeles estão na bancarrota. Um angelino (gentílico de Los Angeles) terá de trabalhar mais de 4 anos para pagar o que outros tomaram em seu nome.

Cada russo tem de quota parte 1.645 dólares. Cada americano deve 55.952 dólares. Cerca de trinta vezes mais.

Mais: a Federação Russa tem 169,2 mil milhões de dólares de títulos do tesouro norte-americano: quase 70% do valor da sua dívida é coberta por essas obrigações dos Estados Unidos. Juntamente com os mais de cem mil milhões de reservas monetárias que tem, pode pagar a dívida hoje mesmo, se houver quem lhe compre a dívida norte-americana que detém (a tal que não é lixo).

E a dívida das regiões russas? É cerca de 58 mil milhões de dólares no seu conjunto. Não é como a americana.

Quem é que afinal é lixo?

Paul Craig Roberts, um dos conselheiros económicos de Ronald Reagan, escreve:

Clearly, it is the US credit rating that should have been downgraded to junk status. But this cannot happen. Any US credit rating agency that told the truth would be closed and prosecuted. It wouldn’t matter what the absurd charges are. The rating agencies would be guilty of being anti-american, terrorist organizations like RT, etc. and so on, and they know it. Never expect any truth from any Wall Street denizen. They lie for a living.

Referências:

Este artigo responde ao artigo Russia downgraded d'O Insurgente.

Os Estados Unidos ou estão malucos ou estão a pedi-las

O porta aviões John C. Stennis.

Enquanto o porta-aviões USS John C. Stennis tem a maior carga em armas desde 2010, levando um dos seus oficiais, o Senior Chief Aviation Ordnanceman Jason Engleman, afirmar que é a maior carga que ele já viu, o novo chefe da US Broadcasting Board of Governors (umna espécie de Alta Autoridade para a Comunicação Social por lá), Andrew Lack, declara que a RT, o serviço russo de comunicação internacional, é uma organização terrorista como o Boko Haram ou o ISIS.

Se aquela besta tivesse feito isso sob o meu comando, seria imediatamente demitido depois de ser obrigado a dar um pedido de desculpas à Federação Russa. Mas isso são coisas sem importância em relação à carga do USS Stennis.

Foram carregados mísseis terra-ar, material médico e de segurança, e ainda marinheiros especializados em defesa de navios. E quase três mil toneladas de munição. Esperarão eles entrar em guerra nos próximos tempos?

Os gregos do Syriza têm uma mensagem para a União Europeia

Fiquem calmos e vão para o inferno

A Europa agradece o conselho. Ficaremos calmos. Os gregos, por seu turno, irão experimentar o inferno, e já se puseram na estrada pavimentada com as boas intenções do costume.

Hoje jantaremos no inferno
O paraíso socialista

Eu tenho uma explicação para a vitória do Syriza.

O dragão afinal era de papel

Os lucros industriais na China caíram 8% (homólogos). Essa queda era já esperada por mim, já que o consumo de eletricidade e de carvão tem também andado em baixa. A verdade é que o Partido Comunista Chinês está a manipular as estatísticas de tal modo (como os Estados Unidos e a Grécia) que os números correspondem apenas a uma realidade desejável.

O Partido Comunista na China está a perder a lealdade dos próprios funcionários (de tal modo que lhes elevou os salários em 60%). As tensões derivadas do desejo de liberdade, desejo esse que é inato a qualquer homem, estão a montar naqueles lados. Os chineses querem eleições multipartidárias. Querem liberdade. Há dois cristãos por cada membro do Partido Comunista e, tal como no Império Romano, o cristianismo é a religião dos oprimidos. Nela encontramos conforto, é certo, mas nela encontramos também a esperança e a verdade. Não admira que o cristianismo esteja a levar aquele país como uma onda de um Tsunami.

Estou esperançado que, quando a China se livrar do comunismo, a China verá realizar-se o seu potencial. Os chineses são trabalhadores e inteligentes. Têm o diabo de um complexo de inferioridade, mas isso cura-se com uma boa dose de realidade e de aceitação pela nossa parte.

Perguntaram-me várias vezes se tenho medo da China. Não tenho medo da China, nem há nada para que tenha. Tenho medo do Partido Comunista, e da sua reação ao estertor, o que é totalmente diferente. Desejo até que os chineses e os europeus se libertem de vistos e de tarifas alfandegárias. A nova Rota da Seda está no mapa a seguir. Asseguram-me que irá ser modificada para incluir Moscovo — como será, não sei. É, pesando tudo, um passo certo na direção certa.

A nova rota da seda (rodo-ferroviária a vermelho e marítima a azul)

Espero ver em breve a China no concerto das nações democráticas.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Da boca dos comunistas...

Vote Obama, porque o socialismo funcionou muito bem na União Soviética

Para aqueles que não acreditam quando digo que o Partido Democrático nos Estados Unidos está tomado pelos comunistas, deixo estas pérolas, escritas pela mão de um dos membros do Partido Comunista nos Estados Unidos. Estas pérolas fazem parte do artigo A radical third party? I agree!.

First, we are part of building the broadest anti-ultra right alliance possible, uniting the widest array of class (including a section of monopoly), social and democratic forces. This necessarily means working with the Democratic Party. This differentiates us from those left groups who underestimate the right danger and overestimate the readiness of key class and social forces to bolt the Democratic Party.

(...)

Labor's allies are also building independent formations inside and outside the Democratic Party. These include independent grassroots political organizations like the 22nd Ward Independent Political Organization (IPO) in Chicago. In addition, a coalition of labor and community groups called United Working Families was established and is playing a role in the 2015 municipal elections. Its aim is to build independent political organizations in as many wards as possible.

º (...)

Fifth, we participate in coalition campaigns that challenge the Wall Street wing of the Democratic Party and galvanize forces around a progressive agenda, mainly in Democratic primary elections. These include labor activists, progressives, socialists and communists who emerge from movements and run as candidates, backed by broad coalitions. A campaign by socialist Bernie Sanders within the Democratic Party presidential primaries would help do just this.

(...)

A wave of grassroots activists, including public school teachers and trade unionists, are running for City Council seats against Democratic machine hacks.

Quando não consegues vencer os teus votos com a tua plataforma, canibaliza a do outro. O comunismo não tem moral, não tem eficácia, arruína as nações. Apenas os polícias e os coveiros sentem a sua atividade subir sob o comunismo.

Será que alguma fação do PS não anta também infiltrada pela escarralhada vermilhóide? Pensem bem em quem irão votar.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Casa arrombada, trancas à porta.

Depois disto

Isto

Escrevi um artigo sobre uma notícia que circulava nos meios de defesa chamado Não subestimem os russos. Nesse artigo chamava-se à atenção que um avião russo, contendo um dispositivo de comunicações, tornou um navio da classe Aegis (o USS Donald Cook), que estava no Mar Negro, completamente incapaz de se defender, por lhe faltar eletricidade.

Nas idas e vindas, a história foi confirmada e negada várias vezes por várias fontes. Mas tive confirmação independente: um conhecido meu falou pessoalmente com um dos marinheiros que estava no navio e este confirmou-lhe o essencial da história, acrescentando o pânico que os marinheiros sentiram perante o inusitado.

Na minha opinião de engenheiro, o tal dispositivo não é senão um aparelho de comunicações que ativa um bug no software ou nos circuitos elétricos dos navios Aegis, seja este fruto de um erro ou de uma implantação intencional por amigos do alheio. Porque é que Putin resolveu mostrar o dispositivo e levantar a lebre, anulando a vantagem que tinha ao desencadear uma investigação corretiva? Talvez porque não queira a guerra, refreando os inimigos. No back to the old drawing board ganha-se tempo.

Não esperem que, onde se veja uma barata, outras mais por lá não hajam. Os russos devem ter revelado um pequeno segredo. Outros mais estarão bem guardados.

A China anda a tentar ficar em pé nesta crise

Os salários públicos dos funcionários chineses receberam um aumento de 60%.

Há uma dimensão que ninguém ignora: a China sabe que o poder do Partido Comunista está a esboroar-se. O chinês quer liberdade, quer abundância. Quer abundância em liberdade. O que a China podia fazer através de liberalização de parte substancial da economia está feito. O Partido comunista sabe disto. E toca a tentar que os funcionários públicos permaneçam a base de lealdade do Partido quando, ainda este ano, virmos os chineses clamarem por liberdade, alguns pagando com a própria vida.

Os comunistas estão no poder apenas porque a devida ajuda a Chang Kaichek foi negada nos anos subsequentes à Segunda Guerra Mundial. A ONU (aquela organização cujo regulamento é estranhamente semelhante à constituição soviética de Estaline) e o Departamento de Estado Norte-Americano fizeram tudo para que os nacionalistas chineses, quye até já tinham eleições demoicráticas marcadas, nunca pudessem lutar contra o poder. Os nacionalistas ficaram apenas no controlo de Taiwan. Os comunistas da China Continental. Taiwan teve economia de mercado, e a China economia de mercado negro. E isso resultou neste gráfico:

Comparação do PIB per Capita da China com os seus vizinhos.

Taiwan e a China partilhavam a língua e o povo. Tanto a China Continental como Taiwan (a ilha Formosa, nome dado pelos portugueses por excelentes razões) estavam escavacados depois da Segunda Guerra Mundial e da ocupação japonesa. Partindo de lugares semelhantes, percorreram estradas diferentes. E o gráfico anterior mostra como caminhos diferentes acabam em lugares diferentes. Um destes países continuou pobre. O outro enriqueceu. Um dos países realizou finalmente a liberdade e a abundância dos chineses, como sempre mereceram. O outro transformou-se na mais populosa prisão do Mundo, com a paz das campas e as malgas vazias.

Em Portugal aumentaram-se 3% os funcionários públicos (na sua maioria tralha socialista) antes das eleições. Não há cheiro de eleições na China. O estado socialista é consagrado e blindado no artigo 1º e o centralismo democrático no artigo 3º da Constituição da República Popular da China. Creio que os dirigentes do Partido estão a tentar comprar uma classe de 39 milhões de pessoas (mais familiares próximos), cuja influência é mais forte nas zonas rurais, antevendo turbas e motins à face do fim do crescimento real do produto na China.

Há no entanto vislumbres de mudança na China, mesmo dentro do Partido Comunista. A campanha anti-corrupção levou oficiais de vários níveis à barra do tribunal. Xi Jiping mostra esforço para retirar dos centros de decisão a tradicional corrupção (secular e aceite) que tantos danos fez à China. Se esse esforço é sincero ou apenas uma maneira de remover adversários, como faziam Mao e Estaline, é coisa que será vista. Eu tenho uma opinião, baseado no que vejo e leio: Xi Jiping é sincero, e o homem que faz falta à China. E se, como antevejo, entre este ano e o próximo se comecem a falar de eleições multipartidárias na China, para desespero do tio Jerónimo de Sousa, terei razão. Se os líderes das manifestações de Hong Kong desaparecerem para não mais serem vistos, terei de fazer ato de contrição com cílio e surra.

As pistas estão lá todas na imprensa chinesa, tanto em inglês como em mandarim. Se essas pistas provêm de cima, do partido, ou de baixo, do povo, isso é coisa que não consigo descortinar desta distância. O povo chinês, cada vez mais cristão e pró-ocidental, quer liberdade, e isso é patente. Querê-la-á também o presidente Xi? Não sei. Espero que sim. A China merece.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

O que a Rússia liga ao que dizem os idiotas obamescos

Vladimir Putin toma notas de discursos que dizem como ele deve gerir o seu país

Isto é, está a dar aos acéfalos a atenção que merecem. E a experimentar a esferográfica.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

A Rússia, a Índia e a China continuam a comprar ouro

Ajudem-me. Não me posso levantar.

Será que eles sabem alguma coisa que nós, no Ocidente, fingimos ignorar?

A massa monetária em circulação dos Estados Unidos está a ser tratada à grega!

Rubricas maiores do orçamento federal dos Estados Unidos.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

A Lituânia prepara-se e os russos mostram-se.

Silo de mísseis balísticos intercontinentais russos

A Lituânia preparou um manual de guerra para os seus cidadãos, na expetativa de uma invasão russa próxima. Diz este manual: «Mantenha uma cabeça fria e não perca a razão. Tiros no lado de fora da sua janela não são o fim do Mundo.»

Eñtretanto a Rússia avisa que vai acontecer alguma coisa, pelo próprio Pravda.

. E vai outra, que não pode ser mais explícita!.

Os números lançados nos dois artigos referem-se a mísseis táticos e mais ou menos confirmam os números que temos dados aqui, no Remoques, exceto no tocante ao número de tanques. As foras armadas russas triplicam-no em relação ao que avançámos anteriormente. A explicação para isso está no próprio artigo. Informámos os números de tanques no ativo, enquanto os quase vinte mil tanques avançados pela defesa russa contam também os tanques em reserva, isto é, os que estão parados numa base qualquer.

Como afirmámos anteriormente, está a ser vendida a ideia aos russos de que os Estados Unidos se preparam para atacar preventivamente a Rússia, e que por isso a Rússia se lhes deve antecipar. As sanções dão nisto. Se acaso tivéssemos em boa hora, em 1991, acolhido a Rússia na NATO e na União Europeia, não estaríamos neste aperto. Gorbachov pediu, a Europa assentiu, os Estados Unidos recusaram.

O General Leonid Ivaschov foi entrevistado pelo Pravda. Uma entrevista interessante, especialmente para aumentar o léxico. Sumariando, o General acha que o escudo anti-míssil dos Estados Unidos, uma vez completado, irá fazer com que apenas se possa contra a Mongólia e à Finlândia (gostei desse pormenor). A doutrina militar russa, segundo Ivaschov, deve refletir este novo dado. Quando perguntam quais são os meios de retaliação não nucleares da Rússia, ele nomeia um: o FED americano.

Guerra Rublo-Dólar? Ao rubro.

Tempos interessantes aproximam-se. Que não eram de todo necessários. Bastava que Ronald Reagan estivesse no poder nos Estados Unidos, e não Obama. Reagan respeitava os adversários. E quem respeita os adversários trata-os com respeito, acolhendo-os como Reagan acolheu Gorbachov. Nunca se ouviu no tempo de Reagan que os russos eram atrasados. Pelo contrário, houve um surto de russofilia pelo Ocidente todo. Depois de Reagan, foi tudo a descer. George Bush, Bill Clinto, George W. Bush e, particularmente, Barack Obama, detestavam que os russos pudessem vir a escolher o seu próprio caminho e a escolher valores verdadeiramente cristãos.

Pois tiveram azar! Os russos escolheram retornar à verdadeira alma russa. E aqueles que dizem que o comunismo não morreu, antes se disfarçou quando percebeu que não conseguia prevalecer — e houve essa tentativa —, terão de perceber que as novas gerações russas tomaram da Europa o que a Europa descartou, o cristianismo e os valores ocidentais. Um povo que apenas teve liberdade de uns poucos meses antes de 1991 está, passo a passo, descobrindo quem quer ser. E quanto a revoluções coloridas na Rússia: que nunca venham essas revoluções, que a cor de quem as quer implantar é vermilhóide por fora e negro de fome por dentro.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Os bancos gregos vêem-se gregos

A corrida aos bancos gregos já começou. Dois bancos gregos já pediram fundos de emergência para lidar com a corrida, de acordo com o Ekathimerini.

À medida que o Syriza se vai chegando ao poder — vai, na minha opinião, acabar em segundo lugar — e se fala de uma saída grega do Euro, os gregos sabem o que iisso quer dizer. Sabem que o novo Drakma vai ser desvalorizado à brava, para pagar o serviço da dívida ou para pagar os funcionários públicos. E mais vale um euro debaixo do colchão que um drakma a desvalorizar.

Servirá de lição para aqueles que andam a propalar uma saída portuguesa do Euro? Não me parece. Se há coisa que a história ensine por repetição e por contumácia é que um socialista será igual a um socialista, mesmo quando a realidade não o é.

Se Portugal eleger o António Costa Syriza-Hollande-Renzi, o salvador das ratazanas e desbaratador do país, até os gregos chorarão por nós.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Petro-dólar ou aqua-rublo?

Exportações líquidas em dólares.

Quem vir o gráfico acima sabe do que falo. Veja-se 2013 e 2014. Vêm aí algumas mudanças.

E pronto, cortou-se o gás.

O desporto radical da União Europeia nos dias que correm

A Gazprom anunciou o corte de 60% do fluxo de gás à Europa, nos dias em que a Europa está sob o pico do Inverno. Ou do General Inverno, o protetor da Rússia. Seis nações europeias tiveram por sorte a supressão completa dos fornecimentos: Bulgária, Croácia, Grécia, Macedónia, Roménia e Turquia. Mais irão seguir-se.

Sob acusações de roubo de gás, o trânsito pelo pipeline da Amizade, o da Ucrânia, está suprimido. 60% do gás para a Europa vinha por essa via. Vinha, e já não vem. A Ucrânia confirmou já o corte do gás. O ministro russo da energia, Alexandr Novak, afirmou que a decisão tinha sido tomada, e era final.

A União Europeia espuma, é claro, de raiva, dizendo que esse corte súbito é inaceitável. Embora as reservas de gás por cá estejam no auge, é duvidoso que durem muito para além do Inverno. A indústria, no momento em que a Europa quer saber se vai ou não vai para uma recessão, está particularmente vulnerável.

Sanções iriam dar nisto. Já o avisávamos.

Entretanto, aproveito para lembrar que Putin está a vender dólares. Vai vender 88 mil milhões de euros, e repatriar rublos. A Economia russa está a blindar-se. Receio que será bem sucedida. Vladimir Putin não é burro nenhum. A produção de trigo será mais que duplicada em apenas dois anos. A próxima Primavera verá as maiores campanhas de semeadura da Rússia. Porque, com o rublo baixo, o produto europeu, que é subsidiado pela União Europeia, já é mais caro que o nacional.

O mercantilismo funciona, pelo menos quando o idiota que ataca assesta a mira para o próprio pé.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Não cantem o Requiem pela Rússia demasiado cedo...

Importações russas de alimentos de fora da Comunidade de Estados Independentes

A Rússia, de uma economia de 2 biliões de euros em 2013 (escala longa, ou 2 triliões na escala curta) importa cerca de 9 mil milhões de euros em produtos alimentares. Menos de 0,5%. Alimentar o povo tem sido o calcanhar de Aquiles na Rússia. As estruturas russas de produção alimentar ainda são muito herdadas da URSS, pertencentes ao Estado, e muito pouco produtivas. Por exemplo, o trigo na Europa a 27 tem dado 2,7 t/ha, enquanto na Rússia este valor é 0,82 t/ha. Sim, menos de um terço.

A produção de alimentos na Rússia está a aumentar, apesar disso, fruto de alguma privatização das terras. O seguinte gráfico mostra um dos setores da produção alimentar russa, o frango, de 2010 a ao meio de 2013. Como vemos, a produção sobe consistentemente.

Produção de frangos na Rússia, mês a mês, até ao meio de 2013

A produção de queijo atingiu as 450 milhões de toneladas em 2013, o maior valor registado de sempre. O leite que é consumido pelas casas e pelas indústrias russas vem em parte das quintas russas. Uma parte do que é importado vem da Bielorússia (cerca de 10%). A maior parte vem da Europa.

Falta o trigo. O próximo gráfico seguinte fala por si. Em 2014, esperam-se 99 milhões de toneladas.

Produção de trigo e de cereais na Rússia em 2013 e 2014

A Rússia tem vindo a modernizar a sua agricultura, mas falta capital e trabalho. A crise do rublo na verdade vai ajudar a modernizar a agricultura. As maiores queixas dos agricultores russos é não poderem competir com os produtos europeus, altamente subsidiados, e à mercê de um rublo até há pouco sobrevalorizado. A cotação do rublo (neste momento perto de 66 RUB/USD) anulou essa vantagem. Um produto alimentar importado custa, para o consumidor interno, o dobro do que custava há alguns meses atrás.

A Primavera russa deverá ver uma excelente campanha de semeadura. Fala-se em gastar 4 mil milhões de dólares para colocar a agricultura russa na auto-suficiência. Se estes números não pecarem por otimismo, em menos de um ano se recuperam.

E, pelo fim da Primavera, os produtos russos começarão a chegar ao mercado a preços que os consumidores russos poderão pagar. E a crise alimentar estará passada, talvez para sempre. No fim de contas, talvez mesmo haja lugar a exportações russas para a Europa, à laia do rublo barato. O feitiço voltou-se contra o aprendiz de feiticeiro, pois o feiticeiro não tem muitos laços comerciais com a Rússia.

As sanções contra a Rússia não são muito eficazes a matar a Rússia. São no entanto excelentes a deprimir a Europa. É dano colateral ou é de propósito?

NOTA: se eu fosse Vladimir Putin, convidava os europeus que não querem estar mais na Europa anri-cristã a mudarem os seus trapinhos para terras russas. Duas vantagens: mais e diversos talentos, ainda mais de pessoas que não costumam andar a pôr bombas por aqui e ali; aproveitava para cultivar as terras que estão subaproveitadas, formar a mão de obra russa; e blindar a economia russa às veleidades do tipo apoiado pelo Partido Comunista dos Estados Unidos (vejam lá se não é verdade).

Tirania e taxas

Escreve o economista Martin Armstrong (Paris Attack = Next Excuse to Ban Encryption Altogether):

David Cameron, o primeiro ministro do Reino Unido, quer bloquear WhatsApp e Snachat se ele ganhar a próxima eleição, como parte do seu novo plano de viligância. O Reino Unido liderará a carga pela ilegalização dẽ qualquer cifragem, no momento em que a Grã-Bretanha tem andado par-a-par com a NSA. Eles estão a usar este último acontecimento do mesmo modo que usaram o 11 de Setembro para nos destituir de todos os nossos direitos. Os rumores que eu tenho recebido do outro lado da cortina [governamental] é que estão a procurar usar isto como um novo meio de receber novas taxas que estupidamente pensam que os manterão em funcionamento. Eles estão EM MORTE CEREBRAL e não podem ver que o que estão a fazer é a destruição de tudo.

Só vou fazer este comentário: precisamos de impedir os nossos líderes de pôr o pé na cimeira sobre a segurança que vai ser realizada pelos Estados Unidos. Dela virão apenas grilheta e taxas, e não segurança. A segurança é uma desculpa para manter perenemente as mesmas elites no poder aforradas com o nosso dinheiro.

Se tiver um blogue, escreva. Se for comentador na comunicação social, comente. Mande esta mensagem para todos os seus amigos, conhecidos, vizinhos, carteiro, polícia, presidente da junta, professores. Pressionemos juntos os governos de Portugal e de todos os países da União Europeia para que não se juntem à tal cimeira. Se deixarmos andar, se acharmos que não é nosso assunto hoje, sabê-lo-emos que o é amanhã.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Se o Estado tivesse criado e gerido a Internet...

  1. Estaria em baixo de três em três dias, em greve de funcionários;
  2. Os blogues seriam taxados ao carácter e as imagens ao kilobit;
  3. Os bloguistas teriam de estar inscritos nas finanças, e pagar taxa de emissão;
  4. Os conteúdos dos blogues seriam regulados pela Alta Autoridade para a Comunicação Social;
  5. O Mário Nogueira faria fincapé contra a Wikipedia, considerada um retrocesso educacional;
  6. O correio eletrónico seria obrigatoriamente selado e pago nos CTT;
  7. A PT acabaria por fazer passar legislação para proibir o Skype, contra a concorrência ilegal;
  8. Todas as ligações em Portugal teriam de passar pelo portal Sapo;
  9. Todas as pesquisas em Portugal teriam de passar pelo portal 118, e seriam pagas;
  10. 2400 bps seriam suficientes para qualquer família.

Sobreviver

Passado ou futuro?

A Europa tenta sobreviver à alteração das condições mundiais. Temos um balão de oxigénio através da baixa dos preços do petróleo e, como diz o príncipe saudita Alwaleed bin Talal, o petróleo nunca mais será visto a 100 dólares por barril. Há que aproveitar esse balão. Apenas a Noruega tem que se queixar e no Reino Unido, que tem as extrações do Mar do Norte, terá ainda de fazer as contas para saber se lhe calhou bem ou mal. O mundo velho está a morrer e um mundo novo, longe de ser admirável, nasce.

Como consequência dos atentados de Paris — os muito convenientes atentados — vai mais um ataque às nossas liberdades. Pelo pecador paga o justo e os interesses de cima mandam que todos sejamos suspeitos de jihadismo. Se atacarmos o Islão seremos ajudantes dos jihadistas. Se atacarmos os poderes e as oligarquias que se instalam, seremos iguais aos jihadistas. Se não nos conformarmos com estas perdas de liberdade e de privacidade, então somos jihadistas e com algo a esconder.

O Remoques será orgulhosamente jihadista, nessa definição de jihadismo. Queremos liberdade e privacidade. Que todos sejamos insuspeitos até prova em contrário. Que os serviços secretos façam o seu trabalho sem que a minha privacidade e a do leitor sejam postas em causa sem causa provável. Eles podem dizer que não sabem fazê-lo sem escutar tudo e todos. Eu contraponho que os ensino a fazê-lo.

Eu tenho algo a esconder. Eu e o leitor. Não fechamos a porta da casa de banho quando a usamos? Se o leitor acha que não tem nada a esconder, pode-me dar a sua senha do seu correio eletrónico, e eu prometo que apenas leio o que recebe, sem nada escrever em seu lugar. Se acha que isso é inadmissível, como eu acho, sabe que tem algo a esconder, como eu tenho. E que não é nada ilegal. É reservado a si e aos seus. Numa palavra, é privado, e não é da conta de serviço secreto nenhum.

Onde falta liberdade instala-se o medo. Sim, o medo de que alguém nos trame, justa ou injustamente, porque tem o poder de o fazer. Medo de julgamentos sumários, de execuções extra-judiciais, de justiça manietada. Medo de governos tiranos, de funcionários discricionários. Medo de pensar, e de ver o Mundo de forma diferente à da oligarquia vigente.

Não é esse mundo que qu quero para mim, e não quero legar esse mundo aos meus filhos. Os meus pais viveram nesse mundo. Eu nasci nele, mas cresci em liberdade de consciência, a que ganhámos depois de 25 de Novembro de 1975. Não quero nem ditaduras nem ditabrandas socráticas. Quero liberdade para pensar, para falar, para procurar influenciar os meus concidadãos e para viver a minha vida como quero, sabendo que em nada desejo entrar nas liberdades de outrem.

A velha Europa, a do individualismo e das liberdades, está a morrer, envenenada intencionalmente pelos eurocratas. É altura de mudar de ares, de mudar de alianças. A nova Europa mostra-se e avança, e em nada me agrada. Temos um ano. Depois será tarde.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Gosta de mostrar selfies? Então é provavelmente um psicopata.

Procurados vivos ou mortos

Um estudo da Universidade de Ohio refere que os homens que gostam de mostrar selfies são mais atreitos a comportamentos psicopatas que o grupo de controlo, segundo a Medical News Today.

Faz sentido. Espero que façam um estudo também sobre as tendências para a imbecilidade e a asinice do mesmo grupo. Ficaremos esclarecidos.

Código de não trabalho

Por vezes acontece o nosso legislador fazer o seu trabalho sob a influência de algum chá de Marrocos. Com um cheirinho de vodka.

O nosso código de trabalho (lei 7/2009, alterado pelas leis 53/2011, 3/2012, 23/2012, 69/2013, Declaração de Retificação n.º 38/2012, de 23 de Julho, lei 48-A/2014, 47/2012 (para a lei 85/2009), 69/2013, 76/2013, 27/2014, 55/2014). Fica ao cuidado do cidadão ler estes catarpácios e montar o puzzle.

Adiante. Ricardo G. Francisco escreve, e bem escreve, Um código de trabalho que não precisa de ser alterado. Nota-se a estupidez do artigo 20º:

1 – O empregador não pode utilizar meios de vigilância a distância no local de trabalho, mediante o emprego de equipamento tecnológico, com a finalidade de controlar o desempenho profissional do trabalhador.
2 – A utilização de equipamento referido no número anterior é lícita sempre que tenha por finalidade a protecção e segurança de pessoas e bens ou quando particulares exigências inerentes à natureza da actividade o justifiquem.

Diz e bem que uma empresa moderna tem de controlar o que se faz. Não faz sentido um indolente deixar atrasar toda uma linha de montagem ou perderem-se clientes porque os pedidos de orçamento não são processados enquanto um pascácio está a ver se a sua foto no Facebook fica melhor com o cabelo para a esquerda ou para a direita. Os tempos de hoje não perdoam.

Deveria ser óbvio óbvio que uma empresa tem sempre a capacidade de controlar o desempenho profissional do empregado, com câmaras ou não. Se no fim do dia ele produz, sem razão óbvia, menos peças que o esperado, trata menos processos, percorre menos clientes ou deixa a sua secção abandalhar, o empregado é considerado indolente. Sem as câmaras, é difícil arranjar essa razão óbvia.

Em primeiro lugar, o idiota do legislador não percebe a diferença entre monitorização e controlo. Controlo pressupõe ação sobre o trabalhador. Sei lá, um chicote nas costas ou umas palavrinhas de incentivo. Eu deverei saber, pois sou engenheiro e por sinal dei aulas no superior dessas matérias.

A segunda alínea na prática anula a primeira. Numa linha de montagem posso alegar que, dados os perigos, preciso das câmeras porque os trabalhadores podem magoar-se e pelo menos com as ditas câmeras de vigilância reajo muito mais rapidamente. Em serviços posso alegar que o perigo de roubo implica a presença de dispositivos de vigilância.

Não notou o pior artigo, para mim, o artigo 24º, de que apresento as duas primeiras alíneas:

1 – O trabalhador ou candidato a emprego tem direito a igualdade de oportunidades e de tratamento no que se refere ao acesso ao emprego, à formação e promoção ou carreira profissionais e às condições de trabalho, não podendo ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão, nomeadamente, de ascendência, idade, sexo, orientação sexual, estado civil, situação familiar, situação económica, instrução, origem ou condição social, património genético, capacidade de trabalho reduzida, deficiência, doença crónica, nacionalidade, origem étnica ou raça, território de origem, língua, religião, convicções políticas ou ideológicas e filiação sindical, devendo o Estado promover a igualdade de acesso a tais direitos.
2 – O direito referido no número anterior respeita, designadamente:
a) A critérios de selecção e a condições de contratação, em qualquer sector de actividade e a todos os níveis hierárquicos;
b) A acesso a todos os tipos de orientação, formação e reconversão profissionais de qualquer nível, incluindo a aquisição de experiência prática;
c) A retribuição e outras prestações patrimoniais, promoção a todos os níveis hierárquicos e critérios para selecção de trabalhadores a despedir;
d) A filiação ou participação em estruturas de representação colectiva, ou em qualquer outra organização cujos membros exercem uma determinada profissão, incluindo os benefícios por elas atribuídos.

O Estado não deve regular quem é que o trabalhador escolhe para a sua empresa ou como seu empregado. Se o empregador não gostar de judeus, de homossexuais, de negros, de sindicalistas ou de políticos socialistas, não os deve ter de contratar. Afinal, é quem lhes paga o salário. Mais, quando os empregadores acharem que não gostam de um determinado empregado, devem poder despedi-lo sem qualquer delonga nem justificação. Mais uma vez, são quem lhes paga o salário. Quem manda paga e quem paga manda.

Se uma empresa discrimina contra os negros irá discriminar contra os negros maus e bons. Irá ter a seu tempo prejuízos por não ter tido o empregado certo, preterido por uma verdadeira estupidez. Melhor, os clientes dessa empresa podem recusar-se a fazer negócios com ela. Eu recusar-me-ia. A empresa ou mudaria de opinião, e passava a considerar os negros nas suas contratações ou desapareceria. No primeiro caso faria parte da solução e no segundo deixaria de fazer parte do problema.

Não se legisla de cima sem que se ponham mais problemas do que os que se pretendem resolver. As regulações à contratação dificultam a contratação. O código de trabalho protege quem já está a trabalhar e dificulta quem procura trabalho. Porque é que os salários são baixos em Portugal e os jovens emigram daqui? Porque é que foram altos nos Estados Unidos e porque é que se emigrava para lá?

As palavras bonitas de solidariedade podem confortar o coração, mas não enchem o estômago. Um bom salário conforta o estômago e o coração. Os marxistas e os socialistas oferecem-nos palavras bonitas, facilidades e uma barriga vazia. O capitalismo oferece-nos empregos, dificuldades e abastança. Já fiz a minha opção. Gosto de comer o suficiente todos os dias.

Uma contemporânea forma de injustiça

André Azeredo Alves publicou n'O Insurgente o artigo Uma estranha forma de "justiça". A história é simples e vem relatada no artigo Tem de indemnizar ladrão que ficou incapacitado de roubar.

Um ladrão entrou numa sucata, com mais seis cúmplices, para roubar. O sucateiro, na defesa da sua propriedade, colocara armadilhas, descritas pelo tribunal como «engenhos que poderiam causar a morte de pessoas». O juiz disse ao sucateiro: «O senhor utilizava um engenho destinado a atingir quem lá fosse assaltar». Ainda bem que o juiz compreendeu para que é que armadilhas existiam. De certeza esses engenhos não existiam para atingir quem estivesse na parte de fora do muro.

O assaltante foi atingido por uma das armadilhas, quando procedia a um assalto. Esse toxicodependente ficou com uma incapacidade de 35%. Pediu uma indemnização e ganhou-a. O que defendia a sua propriedade ficou com uma pena suspensa de 5 anos de prisão e, é claro, terá de pagar a indemnização ao amigo do alheiro, isto é, do juiz.

Fico a saber que é bom ser ladrão e toxicodependente. Não se paga taxa de Segurança Social e há um seguro de risco profissional. É mau ser-se trabalhador e, pior, trabalhador por conta própria. Não só se tem de aturar os roubos como verificar que o ladrão não sofre nenhuma luxação no exercício do seu métier.

Talvez venha o tempo em que teremos de eliminar os cães de guarda (não vão estes saborear as nádegas dos meliantes e causar-lhes uma visita às urgências), os alarmes que podem causar danos psicológicos por susto ou mesmo os cartazes de "roibida a entrada a pessoas alheias ao serviço", que são discriminatórios e insensíveis.

Estas extravagâncias judiciais aconteciam amiúde nos Estados Unidos, e uma vez na França, onde uma mulher foi acusada de matar um homem que a amarrou em sua casa e a tentou violar. Isso era lá fora, e as minhas costas folgavam.

Nunca pensei que os nossos juízes portugueses fossem tão abéculas. Para que tenham em cuidado que não me preocupo com as repercussões de dizer a verdade, junto aparvalhados, imbecis, e bolobos. Em suma, incompetentes para julgar até um jogo de caricas. Requalifiquem-nos como, sei lá, varredores de rua, porque vassoura no crime é coisa que não sabem fazer.

Começou o aperto às nossas liberdades.

Acordo de Schengen: países participantes (a azul)

O melhor de um bloco de comercio livre é a união aduaneira e de fronteiras. O Acordo de Schengen, no qual Portugal participa, assegura que podemos ir viver até à fronteira da Rússia e trabalhar num outro país, e passar a fronteira todos os dias, se necessário. Um português pode viver em Espanha e trabalhar em Portugal, como acontece a muitos que vivem em Badajoz e trabalham em Campo Maior, na Delta Cafés. Sem filas a atravessar a fronteira, sem barreiras à entrada, um português ou um italiano podem escolher onde querem viver, nos países que participam no Acordo, tendo apenas em conta as suas preferências pessoais ou variáveis económicas — onde ganham mais, onde pensam que podem educar melhor os filhos, onde vive e trabalha o seu cônjuge, onde respiram melhor ar. Sem vistos nem nada de bilhetes de identidade azuis (quando por cá os havia).

Depois dos atentados de Paris, a União Europeia vai rever muitas das nossas liberdades. Seja na Internet ou na rua. Muito convenientemente para os que pretendem condicionar a vida de todos os cidadãos através de estímulos externos. Sim, dos marxistas. A liberdade política e económica assegura a prosperidade, mas limita o poder de os marxistas intrudirem na nossa vida e nos espetarem o seu veneno pérfido. E, com liberdade, os incumbentes políticos e económicos podem ser despojados pelos insurgentes — pelas empresas que nascem, pelas novas ideias políticas, pelos movimentos de cidadãos livres.

Duas pernas são necessárias para a corrida, e também dois pilares são necessários para fazer o caminho. Um coxo coxeia, não corre. As duas pernas são necessárias para manter o ritmo que permite competir. As duas liberdades são estas pernas.

Pois o Acordo de Schengen vai ser revisto. Menos liberdade política para os europeus, um passo na direção errada e lá fica coxa a Europa. Mais coxa. Depois de tanta regulação económica e de tanta vigilância aos cidadãos, o regime está coxo das duas pernas. Admiram-se que estejamos à beira de uma recessão pelas estatísticas oficiais, e bem inseridos numa pelas estatísticas reais, sem aquelas habituais tricas e truques de alpaca?

Um marxista não deixa desperdiçar uma boa crise. A União Europeia vai, através dos seus burrocratas, que de tudo desconfiam e que tudo tentam atrapalhar, mandar cá para fora mais uma catrefa de regulamentos que espartilharão e dificultarão as nossas vidas. Os culpados destes atentados serão ignorados, quem os denuncia será silenciado e as vítimas celebradas com lágrimas de plástico. E, a permeio, os cidadãos inocentes acabarão mais agrilhetados e manietados na sua liberdade de expressão. Tudo, é claro, à conta da nossa própria segurança e para nosso bem.

Conversa para bom dormir. É bom que acordemos antes que nos vejamos amarrados à cama.

domingo, 11 de janeiro de 2015

Ezra Taft Benson sobre o marxismo cultural



Exra Taft Benson, Secretário da Agricultura no governo de Eisenhower sobre a traição que vem de dentro.



Ezra Taft Benson foi o Secretário da Agricultura nos Estados Unidos entre 1953 e 1961, durante a presidência de Dwight Eisenhower. Antes disso tinha sido o secretário executivo do Conselho Nacional das Cooperativas Agrícolas dos Estados Unidos. Foi sempre um anti-comunista. Conhecia o custo do comunismo quando esteve na Europa, no fim dos anos 40, como parte do programa de apoio d'A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, igreja à qual pertenço.


Em 1965 fez um discurso em Salt Lake City, do qual colocamos um excerto. Fala da traição que o governo dos Estados Unidos fez a diversos povos, como a China e a Europa de Leste, e na cedência de dados confidenciais aos espiões soviéticos.


Porque haveria o governo dos Estados Unidos de cobrir o comunismo? Porque financiaram os bancos americanos a revolução russa que instaurou um dos governos mais mortíferos da Humanidade? Porque é que os chineses de Chang Kaicheck foram abandonados pelos Estados Unidos, permitindo que o carniceiro mao subisse ao poder? Porque no Governo federal havia quem quisesse o comunismo.


Se isso era às escondidas em 1965, é às abertas em 2014, no governo de Barack «you didn't build that» Obama. Grilheta e miséria seguem o comunismo onde quer que assente. Os Estados Unidos estão a agrilhetar-se debaixo de uma tirania espiolhenta, onde todos são suspeitos e ninguém ladrão. Quanto à miséria, essa segue dentro de momentos

Um problema das arábias

Nicolás Maduro, o exponente maior do socialismo ornitológico, está na Arábia Saudita, acompanhado de uma catrefa de ministros, para negociações. Deve estar a tentar fazer o reino da casa de Saud baixar a produção de petróleo. A Arábia Saudita não deve estar muito interessada em fazê-lo: manter o petróleo em baixo por mais uns tempos irá colocar na falência os produtores de gás de xisto e de gás natural que inundaram o mercado com produtos sucedâneos do petróleo extraído das profundezas da terra. A Arábia saudita tem um break even de USD 30,00 por barril. A Rússia necessita de EUR 105,00 para equilibrar o orçamento federal.

Ora, poderíamos dizer que a queda dos preços do petróleo irá fazer cair a Rússia. Não o creiam. Tudo leva a crer que a Rússia sairá mais forte desta crise. O produto interno bruto da Rússia anda por volta dos 2 biliões de dólares (escala longa) ou dois triliões na escala curta do economês. As importações proibidas pelas sanções e contra-sanções são, imagine-se, 9 mil milhões de euros. Sim, uma gota naquilo que se produz na Rússia. Nikolai Feodorov calcula que o custo de colocar a agricultura russa a par das necessidades básicas do país seja pelos 4 mil milhões de dólares. Há muita terra na Rússia que pode ser cultivada, e a produtividade da agricultura russa por área cultivada é muito baixa em relação ao Ocidente.

Os russos são retratados na imprensa ocidental como atrasados e dependentes da benevolência do Ocidente. Nada mais falso. São um povo inteligente e que, no fim do comunismo, se resolveu recristianizar. Putin, no início um dos oligarcas desprezíveis que venderam a Rússia, está neste momento a encetar reformas que a modernizam e recristianizam. Os russos serão na segunda metade desta década um dos pólos de um mundo multipolar, onde os Estados Unidos serão relegados à incapacidade de manter a sua liderança, graças às políticas e às asneiras da administração Obama. Obamacare desmoraliza empresas, a dívida começa a pesar nos cidadãos e os subsídios dizem aos trabalhadores que não vale a pena trabalhar. Uma sociedade assim constituída não dura. A terra da liberdade, a quem o Ocidente muito deve, não é mais a terra dos livres. O fim do império americano vem com um estoiro, e vem em breve.

E a Europa? Ou muda de lado e se remoraliza, ou vai de frosques com os Estados Unidos. Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem serás.

sábado, 10 de janeiro de 2015

Este não tem só ares...

Mikhail Gorbachev. O russo, o verdadeiro.

Velho mas lúcido, ao contrário do nosso pai da democracia, Michail Gorbachev avisa que, se a guerra estalar, pode dar em nuclear. Em entrevista ao Der Spiegel (com excertos publicados ontem), disse: Não não sobreviveremos nos próximos anos se alguém perder a cabeça nesta situação sobretensa. Isto não é algo que diga sem ponderação. Estou extremamente preocupado.

A Rússia quer a guerra. Vejam quão próximo eles colocam o seu país junto das nossas bases militares.

Entretanto, a Rússia prepara-se para uma guerra que não quer, mas que sabe que irá ser travada. A guerra, em boa verdade, já começou. A guerra do dólar contra o bloco Renmimbi-Rublo está no rublo... no rubro. Esta guerra é de tal forma importante para os Estados Unidos de Obama que eles a lutarão até ao último homem europeu.

Entretanto o rublo parece estar estacionado nos 62-63 rublos por dólar. Isso parece um golpe mortal para a economia russa, e certamente sê-lo-ia se a Rússia não tivesse comprado todo o ouro que podia nos últimos anos e diversificado algo da sua economia interna. Como já apontámos aqui, no Remoques, os russos prepararam-se para uma guerra financeira. Talvez não tivessem esperado que ela começasse tão cedo. Mas começou.

A primeira batalha fez o rublo recuar. A segunda batalha, o contra-ataque, é a substituição de todo o comércio externo sino-russo, que é quase sempre em dólares (pelas regras de Brenton Woods), por trocas em moedas locais. É bom para os países, que deixam de depender de uma terceira unidade monetária. Muitos países da Europa, aliás, já pagam em euros o gás russo. E este pagamento em euros está a dar calafrios a Washington.

Estimando-se que 90% dos dólares em circulação estejam fora dos Estados Unidos, a sua substituição nas trocas internacionais vai ser um golpe muito duro para o dólar. Quando as pessoas tiverem muitos dólares para gastar e os quiserem gastar à pressa, o que acontecerá à cotação do dólar?

O dólar, tal como a estátua do sonho de Nabuconodosor interpretado pelo profeta Daniel, tem pés de barro. Basta os russos colocarem a pedra a rolar da montanha e os Estados Unidos passarão um mau bocado. Porque ninguém lhes emprestará dinheiro num cenário de desvalorização cambial acentuada, ou mesmo de incerteza cambial. Como Portugal de Sócrates, o Estado Federal mantém défices recorde sob esta administração. Como irão eles buscar 1 trilhão de dólares (seis PIB anuais de Portugal, só para comparar) para pagar o seu próprio descoberto fiscal?

Este cartoon diz tudo. Esperamos agora um ataque ao Remoques por parte dos apaziguadores do costume.

Na coronha «Islão Radical», no silenciador «politicamente correto»

Apresentado sem mais comentários.

Et tu, Siria?

É isto que dizem ser uma instalação nuclear na Síria

Informação, desinformação. Uns dizem batatas, os outros tubérculos. Uns dizem desinformação, eu digo palha para asnos.

O Assad iria porventura fazer armas nucleares, condenando-se a si próprio, quando está nas boas graças da Rússia, que as tem em abundância, até mais que no Ocidente? Burro ele não é. Não lhe deve faltar vista, a ele, que é oftalmologista.

Deixem-se de desculpas. Se os obamescos querem a guerra com a Síria, façam-na de uma vez! Não venham é acusar os sírios de ter armas de destruição maciça ou de apoiar o terrorismo. Sobejamente é conhecido ou suspeitado que quem apoia os terroristas é a administração Obama, que precisa anular a Europa face à Rússia. Enquanto transforma o seu próprio país para o comunismo triunfante, e porque está com medo que a Rússia lhe faça o dólar valer o mesmo que a lira italiana de pouco saudosos tempos.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Amigos suspeitos...

Armas americanas lançadas para o meio da ISIS

Os pilotos do Médio oriente que participam da coligação internacional de combate ao Estado Islâmico (jordanos, sauditas, iemenitas) andam desconfiados dos suprimentos de armas e medicamentos aos cursos em Kobani e que acabam, múltiplas vezes, nas mãos da ISIS. Isto tem causado fricções na coligação.

Vou apenas citar o que diz Joel Skousen sobre Al-Baghdadi, o líder do Estado Islâmico. Joel Skousen é o editor do World Affairs Brief, uma boa publicação independente de análise dos assuntos internacionais, sob um ponto de vista libertário. Joel Skousen é muito hostil em relação à Rússia, pensando que Putin é um neo-comunista, e nisto difiro dele, pois vejo que a Rússia deixou de vez o comunismo.

Traduzo um curto excerto da ligação que us acima.

A retórica de [Senador John] McCain é particularmente hipócita à luz da sua viagem à Síria em Maio de 2013 para discutir a disponibilização de armas e de apoio aos rebeldes sírios. Um analista descobriu que um dos homens que se encontrou com McCain se parece muito com Ibrahim Al-Badri (alias Abu Bakr Al-Baghdadi, o chefe e comandante do Estado Islâmico do Iraque e Levante, também chamado ISIS). As fotografias tiradas pelo próprio McCain mistram-no a falar com rebeldes, incluindo um homem que é igual à fotografia de Al-Badri na Wikipedia antes de deixar crescer a sua barba farta — uma barma que, tal como em Bin Laden, permite aos americanos identificá-lo como uma cabeçilha terrorista (ou a parecê-lo, conforme a necessidade).

Como Bin Laden, suspeito que Al-Baghdadi é um agente a soldo da CIA, ou McCain nunca teria sido levado a encontrar-se com ele e com outros. Eles estão todos a sorrir — certamente não na realidade são inimigos dos Estados Unidos. O New York Times juntou-se no ensaio dos toques de clarim para ir para a Síria.

O artigo refere-se a imagens como as seguintes (Al Baghdadi está assinalado).

Al-Baghdadi reunido con John McCain

Deixo ao leitor a ligação dos pontos. Eu já há muito os liguei.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

E a próxima vítima será...

O Banco Santander, que já admitiu precisar de 7,5 mil milhões de euros — o dobro do que o BES precisou — para se recapitalizar. As ações estão, ao que parece, suspensas.

Entretanto, os especuladores pensam que os bancos merecem ser comprados porque, diz a boatada, que o Santander precisa do dinheiro para fazer umas comprinhas de ano novo. Toca a comprar bancos, que já valorizaram 2%!

Ou este mundo anda doido ou as culturas de Marrocos andam em alta.

Esperanças socialistas...

Desemprego alemão e italiano. Dois recordes de duas décadas.

O primeiro-ministro italiano diz a António Costa que espera que o líder do PS consiga ser eleito chefe de Governo para que, juntos, possam dar um novo “ânimo” à Europa, contra as políticas de austeridade.

(...)

“Espero-te em Roma e espero-te sobretudo em Bruxelas, para que juntos, e tendo em conta as excelentes ligações entre Itália e Portugal, possamos fazer a nossa parte em prol de uma esquerda que se preocupa com os jovens trabalhadores, com os jovens precários, daqueles que estão a perder os postos de trabalho, com os desempregados, com os mais pobres, com aqueles que hoje precisam da parte dos políticos de uma palavra de esperança”, referiu.

Renzi espera eleição de António Costa para dar “ânimo” à Europa

Dispenso estes ânimos. Se Renzi, à vista dos resultados de Renzi (reparem na segunda derivada do desemprego italiano no gráfico, pior que o resultado absoluto), apoia o nosso Costa, que o leve para Itália. Não queremos outro Renzi por cá.

Matemática socialista

Prateleiras de supermercados venezuelanos

Problema 1

Se uma mulher for ao supermercado comprar dois litros de leite, duas embalagens de um quarto de litro de shampoo e doze rolos de papel higiénico, quantos quilos de produtos carregará de volta?

(A resposta é um número inteiro no intervalo ]-1; 1[.)

Problema 2

Se a Venezuela assegurasse um serviço de creche política para os nossos socialistas, tipo Ana Gomes e António Costa, para os manter calados, quão alto poderia a Venezuela cobrar de modo que ainda nos fosse vantajoso financeiramente?

Resposta: o suficiente para tirar a Venezuela da recessão. Isto é uma sugestão ao Maduro, ao Castro, ou ao Kim, o que fizer mais barato.

Problema 3

Se Portugal encontrasse petróleo em quantidade suficiente para as suas necessidades de séculos, que implicaria isso caso o Costa estivesse no poder?

Falta de petróleo em menos de uma legislatura.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Mr. Hollande et la Mme. Guillotine

Admito que o título é um pouco sensacional. Foi de propósito.

Eis um gráfico que todos os que pretendem votar no Messias Costa, o Promissor, devem examinar.

Falências (a vermelho) e margens comerciais (a azul) das empresas em França

As falências em França recomeçam a subir após a tomada de posse do desastre de proporções hollandescas. Em Itália, o Renzi sofre greves dos sindicatos e dos pensionistas por causa das políticas de austeridade. A Grécia está no que está, com capitais a fugir na antevista de o escarralhado Siriza ganhar o poder. A esquerda europeia não acerta uma no que diz. E quando governa, desdiz o que disse. Sem estratégia nem capacidades, afunda as nações.

A austeridade não e um remédio. É um preventivo. Um estado austero não se endivida e não força os seus cidadãos à tirania fiscal. Um estado austero permite uma sociedade onde investir é produtivo, porque a máquina estatal não fica com a maior parte dos proveitos em forma de taxas, taxinhas, multas, multinhas, impostos e luvas. Num estado austero e pequeno, o indivíduo floresce e os políticos não são tão corrompidos, porque simplesmente não vale a pena. Quanto maior o estado, quanto mais dinheiro movimenta do que é ganho pela sociedade, mais incentivo se tem para arrebanhar por meios ilícitos uma parte desse pecúnio. Quando o estado não manda cantar um cego, os cegos não afinarão as vozes.

A esquerda nunca percebeu isso. E chegámos a um estado que representa mais de 50% do produto interno bruto nacional. Isto é, em cada euro gasto no país (as outras colunas são pequenas e podem ser desprezadas), mais de cinquenta cêntimos é pelo Estado. Onde é que vai buscar esse dinheiro? Pois, a nós. Que vivemos sob o medo da tirania e da exaustão fiscal.

E se o Estado vai buscar mais de 50% do preço da gasolina e do gasóleo para arranjar as estradas, porque é que elas têm buracos? Porque esse dinheiro é para pagar funcionários em excesso e fornecedores compinchas.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Avaliar funcionários públicos? Para quê?

Avaliação de desempenho em papel higiénico

Não escondo que penso que temos de emagrecer o Estado antes que a carraça mate o cão. Temos de despedir funcionários. Não é agradável dizer a um tipo: tem de ir encher a sua gamela em algo que valha a pena e deixar de fazer parte do problema. Mas é o que tem de ser feito. O despedimento segue-se a um alargamento do Estado por pressões ideológicas e partidárias que são, a mínimo dizer, irrazoáveis. Em boa verdade, os despedimentos são uma cura desagradável a um problema acumulado.

Dito isto, caramba!, se querem despedir, ao menos despeçam quem mal trabalha ou quem muito atrapalha. E escrevo isto porque cada vez mais estou convencido que subestimamos a capacidade de o Estado dar tiros no pé. Reparem que não escrevo Governo, mas Estado, porque isto é um problema de regime, ou mesmo acima de todos os regimes. O Estado é um mau gestor porque as bestas que o gerem ou são idiotas ou estão a fazer um esforço sincero para nos convencer de que o são. E, não me apraz dizê-lo, se o caso for o último estão a consegui-lo plenamente.

Ao caso: o Tortosendo, vila do concelho da Covilhã, tem um infantário público, com lista de espera. A Segurança Social tentou-o privatizar, mas não teve sucesso: o caderno de encargos e as contas não batiam bem. Uma conhecida minha tentou pegar naquilo e percebeu no que se metia enquanto estudava o processo. Percebeu que quem o tomasse tomaria para si um monte de trabalhos com aquele caderno de encargos, na forma de uma hemorragia financeira.

Esgotada essa opção, a Segurança Social, através do seu instituto de gestão, resolveu, como se diz agora, emagrecê-lo. Não seria a minha primeira escolha de passagem à requalificação de funcionários, confesso. Para mim, o problema está em Lisboa, naquelas secretarias pejadas de gente a fazer pouco e a atrapalhar muito. Mas pronto!, algum passo foi dado, mesmo se incorreto.

Quem irão passar à requalificação? Há que haver critérios para escolher quem sai. E é aqui que o Estado mostra a sua chimpanzice no seu melhor. Depois de anos a fazer avaliação de funcionários, o critério de escolha é simples: sai quem tem menos anos de descontos. Reparem que não sai a pior funcionária, a que deu mais faltas ou a que é pior votada pelos clientes da casa, os pais das crianças. Sai quem teve o azar de nascer mais tarde. Coisa que, da última coisa que vi, pouco ou nada tem a ver com desempenho profissional.

E assim vai sair do infantário a melhor funcionária que, para seu azar, é também a mais nova. Apesar de ter tido excelentes na avaliação durante anos e de ser a mais considerada pelos pais e pelas crianças. Os pais, é claro, estão indignados e vão fazer um abaixo assinado para reverter a saída DESTA funcionária.

Eu não sei se o ministro da tutela justifica a matéria proteica que ostenta no espaço que medeia os seus pavilhões auriculares, nem sei se foi ele, alguém do seu ministério, algum diretor regional ou a diretora do infantário que escolheram esse tão conveniente critério. Sei que não fui eu. E que se fosse um dos pais com crianças lá estaria furibundo (diz-se indignado agora).

Fico por saber para que é que serviu afinal a avaliação de funcionários, tão propalada como necessária. Quando eu a fazia no setor privado, tinha exatamente o propósito de saber quem é que interessa à empresa e quem não interessa tanto, mesmo para estes casos desagradáveis. Se não querem utilizar a avaliação, não a façam, não gastem dinheiro a fazê-la, não gastem tempo e mais funcionários a avaliar outros funcionários, para no fim atirar as avaliações para o arquivo negro. Se querem avaliar, UTILIZEM A AVALIAÇÃO. Se não querem, ao menos sejam consequentes.

Se eu fosse o ministro, e não fosse o responsável pela criação do critério de passagem à requalificação, indagaria profundamente até encontrar quem o fosse. E depois, resolvendo várias questões de uma assentada, ou teria a carta de despedimento desse pedaço de asno na minha secretária em 24 horas ou passá-lo-ia à requalificação em 48.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

E quem se lixa é o mexilhão, digo, a Europa

Dólares e rublos, quem sobreviverá?

A guerra económica pela hegemonia do dólar americano está ao rubro. O Euro é a vítima colateral, em mínimos de muitos anos. As sanções contra a Rússia estão a afetar sobretudo a Europa, que se tornou o saco de pancada da política externa norte-americana.

A economia alemã está com a recessão à vista, depois de um anémico terceiro trimestre. Portugal come por tabela: se os alemães desacelerarem, não é o resto do mundo, anémico pelos baixos preços do petróleo, que assimilará a nossa produção interna.

A Europa deve rever a sua política externa e, como sugerimos e já foi proposto pela Rússia, fazer um tratado autónomo com a União Euroasiática. Se não o fizermos agora, pagaremos muito caro essa omissão no futuro. O futuro tende com o tempo a tornar-se presente e, de momento, mais importante do que tudo o resto é evitar a eclosão de uma guerra na Europa, que apenas serviria os interesses da Administração Obama (note-se que não disse Estados Unidos), que anda a mudar critérios de PIB para fingir que cresce. Nada daria mais jeito ao proto-comunista do que desviar as atenções internas, colando os americanos aos televisores para ver uma guerra no Velho Continente.

É preciso não jogar o jogo que nos prejudica. Por mim, acorde-se com a Russia já e espere-se que nos Estados Unidos os verdadeiros conservadores e libertários (não os falsos, que os há aos magotes) ganhem as eleições em 2016. Se não ganharem, em 2017 os Estados Unidos sucumbirão ao peso da sua dívida e deixam de ser relevantes. Se em 2017 inaugurarem uma administração presidencial decente, o problema da guerra deixa de se colocar.

Há um Oceano de distância dos Estados Unidos. A Rússia está aqui mesmo ao lado. E a caridade começa em casa.

O socialismo dá sempre em prateleiras vazias

Prateleiras vazias na Venezuela
Pessoas desesperadas tentam comprar leite em Guarenas.

Depois de um dos maiores exportadores de petróleo ser obrigado a comprar petróleo, depois da falta de leite, da falta de pão, da falta de papel higiénico, os frutos do socialismo real veem-se.

O sucessor do amigo do nosso 44 fez ao país, com o socialismo, o que o sucessor do 44, o António Costa, vai acabar por fazer no nosso, se alguma vez fizermos a asinice de o eleger.

Estamos avisados!

A proposta da Rússia para a Europa

Segundo o Deutsche Wirtschafts Nachrichten (Schachzug gegen die USA: Russland rät EU zum Ausstieg aus dem TTIP), A Rússia fez uma proposta inusitada à Europa. Segundo este artigo, a Rússia propõe que a Europa mande os Estados Unidos e o TTIP (o acordo alfandegário intercontinental) às malvas e entre numa parceria com a União Euroasiática. Segundo a Rússia, mais vale fazer um acordo com os vizinhos.

Eu acho que podemos aceitar metade da proposta. Podemos imediatamente entrar em parceria com a União Euroasiática, como pedi aqui. E manter as negociações com os Estados Unidos. A administração Obama não vai durar para sempre e acho que neste momento nem a Santa Fraude nem o milagre da multiplicação dos votos conseguirão meter um democrata no poder.

Se os americanos tiverem o mínimo de juízo, mandam os democratas e os republicanos apenas no nome (Republicans in Name Only, RINO) como o John McCain para a reforma permanente e colocam no poder ou o Romney ou o Rand Paul. Nesse dia, podem crer que as relações entre Estados Unidos e Rússia se tornarão mais amenas e os Estados Undos deixarão de ser um problema.

E quanto a Portugal? Podemos redigir uma carta com o seguinte texto, dirigida à União Euroasiática:

A República Portuguesa solicita à União Euroasiática o início de negociações para um acordo de comércio livre entre Portugal e a União, com um possível futuro estatuto de observador de Portugal. Solicitamos que, se aceites, as negociações sejam iniciadas o mais brevemente possível.

A tradução para russo pode ser-me solicitada na caixa de comentários.

A política internacional é matéria de interesses. E na União Europeia e no começo de uma guerra por burrice nossa, a mando da Administração Obama para encobrir os problemas lá de casa dela, não temos interesse nenhum.