quinta-feira, 19 de março de 2015

Gregos confiantes no governo grego... pois!

E tão confiantes que ontem tiraram, num só dia, mais 400 a 500 milhões de euros dos bancos.

Diga-me alguém porque é que países que namoram o socialismo caem tão depressa quanto o que dele adotam. França, Itália, Grécia, Venezuela — tudo países recomendáveis.

Sei que Passos Coelho é socialista light: tem menos calorias, mas o mal está lá todo e falta-lhe sabor para os puristas. Bom, antes socialista envergonhado que socialista aberto. Mal por mal, e não deixa de ser um mal, antes esfoliado com uma lixa fina que com uma rebarbadora.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Boatos da Rússia (IX)

O mistério adensa-se mais. A ABC norte-americana apresentou o seguinte vídeo para mostrar que Putin está vivo e reapareceu:

Ora, russos clamam que aquele vídeo é um excerto deste vídeo, datado de 20 de Abril do ano passado:

E ainda não sabemos qual o grande anúncio, programado para hoje, segundo a Rádio Eco.

domingo, 15 de março de 2015

Boatos da Rússia (VIII)

Andrei Illarionov, um dos ex-assessores de Putin, e hoje seu crítico feroz, escreveu Uma Conspiração de Generais; no dia 12 de Março. Citando um jornalista diz que «depois do assassinato de Nemtsov, Putin seria removido em pouco tempo.»

Illarionov chama ao grupo de Sergei Ivanov o partido «sangue fervente» (sangue e bolhas, numa tradução literal).

Boatos da Rússia (VII)

A televisão russa mostrou imagens da reunião de Putin com o presidente do Supremo Tribunal Vyacheslav Lebedev, na sexta-feira.  Não deixa de ser estranho que, dado o incêndio em Kazam, Putin não tenha deixado nenhuma mensagem de condolências às famílias das vítimas.

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Putin e Vyacheslav Lebedev

 View image on Twitter
 Inserir governador / juiz / quando necessário.

Quem apresentou a primeira não apresentou a segunda imagem.  A segunda imagem dá-me a impressão de ser editada, e não a primeira, que me parece legítima.  Aliás, a segunda imagem tem um ângulo diferente da primeira e as bandeiras estão diferentemente fraldadas.  Tire as conclusões quem ler, que eu apenas apresento o que os russos dizem sobre a Rússia.

Entretanto a imagem deixada dos tanques na mensagem anterior tem tido muita polémica: alguns dizem que é recente, outros que tem alguns meses pelo menos, justificando com obras de remodelação da zona envolvente ao edifício.

Se não fossem as declarações de Anders Ȧslund, eu nem daria um minuto a cogitar a verdade das afirmações que por aí andam.  Tive o cuidado de apenas incluir aquilo que é referido por russos ou especialistas na política russa.  As maluquices ocidentais são de uma ordem de grandeza mais mirabolantes.

sábado, 14 de março de 2015

Boatos da Rússia (VI)

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Tanques em Moscovo nas ruas. Se não são para comemorar a anexação da Crimeia, não sei o que serão. Entretanto, Alexey Venediktov, o bem-informado jornalista principal da Rádio Eco, escreveu no seu Twitter que lhe prometeram notícias sobre Putin em 48 horas. Portanto, até segunda à noite.
A chatice é que Putin tem uma reunião na segunda com o presidente do Cazaquistão. Comparecerá ou faltará? Já causa incómodo e suspeitas ele não haver dito nada sobre o incêndio no centro comercial em Kazan, que deixou cerca de trinta pessoas mortas e um grande número de sinistrados. Normalmente Putin é o primeiro a prestar condolências às famílias das vítimas.
Segue a fotografia de uma pequena coluna militar em Moscovo. (Já agora, notem que os tanques da primeira fotografia estão voltados para o parlamento em vez de para o outro lado, em posição de defesa, como manda o protocolo.
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Mas atente-se que uns dizem que isto é verdade, e juram-nos, e outros que é «fake» (фейк em russo).

Demasiados boatos.  Dizem que o MVD (Ministro dos Assuntos Internos) está com o Putin, junto com as suas tropas de Elite, enquanto o FSB (o sucessor do KGB) e o FSO estão com os insurgentes.  Que Dugin, Strelkov e a Igreja Ortodoxa também estão do lado dos insurgentes.  Que há combates no Kremlin (isto é duvidoso, pois mesmo tiros de armas ligeiras teriam sido ouvidos e reportados).

Sobre as ditas «ajudas» à pobreza

Fala-se muito de prestações em dinheiro contra cantinas sociais, com prestações em alimentos.

O problema

Gostaria de lembrar que na história da humanidade houve sempre vários seres que receberam tudo das mãos de outros humanos para sobreviver e crescer, mas eram em contrapartida encurralados e usados a bel-prazer dos que os alimentavam, sem capacidade de determinar o seu próprio destino. Se tiverem quatro patas chamam-se gado, se tiverem duas chamam-se prisioneiros ou escravos.

Uma pessoa deixa de ter dignidade se, salvo em situações de clara incapacidade em se bastar, como as advindas de incapacidade física ou de doença, for alimentada a troco de nada ou a troco de tudo. Um escravo paga caro o seu trabalho. Um prisioneiro pode nem o pagar. Mas ambos são incapazes de determinar o seu próprio destino. Que dignidade há nisso?

Querem salvar o sistema de segurança social (salvo pensões)? Não podem. O melhor é levá-lo para trás do celeiro e dar-lhe um tiro de misericórdia. Antes que nos arraste para o fundo. Vaticino, e não creio estar errado que até ao fim do próximo ano as prestações sociais deixarão de ser pagas em Portugal. Quando o Estado Português deixar de receber dinheiro dos malvados mercados, isto é, uns meses depois de o Costa entrar no poder, verificaremos que um dos maiores credores do Estado deixa também de ter dinheiro: o Fundo de Estabilização da Segurança Social.

Querem criar pobres como se cria gado. O gado paga com a carne e o pobre com o voto. A escarralhada gosta tanto de pobres que, apesar de deles querer distância, quer mantê-los todos assim.

A solução

Querem criar atividade económica em Portugal? Faço isso em seis meses:

  1. Extingo ou amordaço a ASAE.
  2. Torno os subsídios de desemprego do sistema atual em prestações com degressividade mensal.
  3. Reduzo as barreiras à entrada da maioria dos setores económicos, passando metade das nossas leis pelo triturador de papéis.
  4. Acabo com o Pagamento Especial por Conta e com os custos de criar e de destruir uma empresa.
  5. Despeço 500.000 funcionários das secretarias de Lisboa, funcionários esses que se justificam na miríade de leis que tudo regula e tudo entrava.
  6. Dou ao poder local 75% do orçamento de Estado, ao poder central 20% e ao serviço de dívida 5% até que esta esteja paga. Isto é uma autêntica revolução. A decisão tática deve ficar ao alcance das pessoas, e não concentrada numa secretaria qualquer de desfuncionais incapazes em Lisboa.
  7. Passo o voto de listas partidárias para círculos uninominais ou, em alternativa, para listas livres com candidaturas pessoais e apartidárias. Os partidos podem existir e apoiar candidaturas, mas os cidadãos devem escolher quem querem, com partido à mistura ou não.

Boatos da Rússia (V)

Diz-se que Sergei Shoigu retirou Putin do poder.  Se é verdade, muita gente por cá que diz mal de Putin irá querê-lo de volta.  Este rumor tem meia hora, e carece de informação.

Outros rumores dizem que Putin estava em São Petersburgo e que voltou ao Kremlin há hora e meia atrás.


Defence Minister is rumoured to have overthrown . Shoigu will restore relations with the West.
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Boatos da Rússia (IV)

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Esta é uma imagem da Praça Vermelha na madrugada de hoje.  Estão a construir o que parece ser uma bancada, lembrando os desfiles soviéticos do Primeiro de Maio.

Será razão para termos medo?  Nada seria pior do que a restauração de uma União Soviética.  Para os russos e para os europeus.

Anders Ȧslund afirmou ontem que a trupe do Ivanov (Sergei Ivanov, não Viktor Ivanov, como muitos andavam por aí a dizer) depôs Putin.  Ȧslund não é burro nenhum.  Não é como o nosso Loureiro dos Santos ou Nuno Rogeiro ou Miguel Sousa Tavares.

Tempos tensos.  Esperamos que Putin reapareça e dê fim a estes boatos.

Atualização: diz-se que o palanque é para as comemorações do 1º aniversário do retorno da Crimeia à Federação Russa.

Boatos da Rússia (III)



As coisas que se andam por aí a propalar envergonham até uma telenovel mexicana.  Ao que dizem, Putin voou na sexta-feira para Lugano, Suiça, onde vai assistir ao parto do seu filho com a sua nova companheira, a ex-ginasta e agora deputada Alina Kabaeva, na famosa clínica Sant-Anna, onde a Sra. Kabaeva está prestes a dar à luz.

Ora, nem quando Putin saía da Rússia em missão oficial ou em férias a bandeira russa deixava de estar sobre o Kremlin.

Algo me diz que, a ser verdade esta notícia, Putin já não volta à Rússia.  De qualquer forma, desejamos à Sra. Kabaeva as melhores felicidades. E deixamos-lhe Bella Ciao, cantado pelo excelente Coro do Exército Vermelho.

Boatos da Rússia (II)



Desde ontem que a bandeira russa não é vista no Kremlin. As palavras golpe palaciano andam de boca em boca desde Kalinegrado até Vladivostok.

É assim que o Kremlin se vê no dia a dia, com a lindíssima bandeira russa:

Boatos da Rússia

Medvedev está de saída como primeiro-ministro. Vai ser substituído por Sergei Ivanov. Sem Medvedev, a Rússia perde o seu garante de liberdade. Com Ivanov, é cedo para dizer o que aí vem, mas tenho todas as razões para temer o pior. Os jornalistas acreditados no Kremlin foram avisados de que um anúncio importante estaria para ser feito e foi-lhes pedido que passassem o fim de semana na capital russa. E entre Putin que teima em não aparecer e helicópteros militares desde há uma semana sobre os céus de Moscovo em frenesim, tudo me leva a crer que Putin está ou de saída ou controlado pelos próximos senhores da Rússia. Sem Medvedev, mais uma vez o digo, temo o pior.

sábado, 7 de março de 2015

Da utilidade do Partido Socialista

Graças ao Inkscape, posso realizar algumas imagens em SVG, que depois passo para PNG e JPG. Uso normalmente o SVG como fonte, a conversão para PNG em manuais e livros e em JPG para partilhar na Internet.

Decidi fazer uma sintetizando o que penso do Partido Socialista. Virão mais dedicadas aos outros líderes políticos dos outros partidos socialistas deste país que, basicamente, vão do PCP ao CDS, e sem exceções.

Sobre o assassinato de Boris Nemtsov

A assinatura do crime de Boris Nemtsov (o vídeo, mostrado primeiro pela CCTV chinesa e depois pelo Telegraph) mostra que são russos a fazê-lo. O método, um carro insuspeito imobiliza o suspeito e outro descarrega a pólvora, faz parte do treinamento da KGB (ou agora FSB) e foi usado profusamente para raptar e assassinar por todo o Mundo. Lembro-me dos raptos do KGB no Líbano, nos anos 80. Foram feitos exatamente deste modo.

Agora, se os perpetradores são agentes ou antigos agentes a soldo do Ocidente, para provocar a guerra, isso é outra história.

Pessoalmente, não acredito que Putin quisesse criar um mártir. Especialmente de uma pessoa que estava bem queimada pela sua corrupção manifesta nos anos 90. Os seus seguidores ou simpatizantes nunca chegaram a 10% da população russa, enquanto Putin tinha 85% de aprovação entre os seus — e mais uns quantos no Ocidente, nos quais relutantemente me incluo. Na minha opinião, se alguém matou o Boris Netsov tinha algo a ganhar com isso. Putin não tem senão a perder, seja qual for o ângulo em que se veja esta ação.

Depois das alegações de Asperger, do envio de seis companhias de soldados americanos para a Ucrânia (grosso modo perto de 5000 homens) já anunciado e da morte nos Estados Unidos de três jornalistas americanos com 48 horas de distância, todos suicidados com coronárias no seu escritório e sem testemunhas — rícino, quase de certeza — esses três anunciando que tinham capacidade de provar coisas terríveis sobre a loucura Obamista, penso que há uma sociedade a ir do inferno para a liberdade e outra a ir da liberdade para o inferno. E que já se terão tocado a meio. E que a primeira não é a nossa nem a última a russa.

O Ocidente quer provocar a guerra, mas não quer ser na opinião pública o responsável por esta. Conclamo os leitores do Remoques que pensem na perda de liberdades civis que temos tido desde o início deste século e, pior, na abrangência das leis sobre terrorismo que a nossa Ministra da Suprema Insustiça, Paula Teixeira da Cruz, anda a propalar. Quando entrarem em vigor, até criticar a atuação da polícia ou a orientação política do Estado ou do regime será possível terrorismo.

terça-feira, 3 de março de 2015

Se queres um trabalho bem feito, fá-lo tu

Os Estados Unidos estão desesperados porque aqueles europeus idiotas não conseguem começar uma guerrinha que seja naquele pantanal da Ucrânia. O Obama nada a perder a paciência. É que se não houver uma guerra na Ucrânia, não se apeia o Putin nem se restaura a saudosa União Soviética! «Ó bolas» (tradução não muito literal de bollocs), «se estes tipos não começam a guerra, começo-a eu, pelo Santo Marx!»

E vai daí, vão seis companhias norte-americanas para o terreno (o pantanal) ucraniano. No início até pensei que haviam encontrado petróleo à tripa-forra na Ucrânia. Afinal, parece que não, que é apenas uma birra do Ocidente de que o Putin anda muito chato, porque não faz o que queremos.

«Se queres um trabalho bem feito, fá-lo tu.», pensou o proto-comunista, filho espiritual do Sam Alynski e neto do Alger Hiss. «E se esses europeus são demasiado estúpidos para nos obedecerem caninamente, vamos mostrar-lhes como lutamos pela nossa supremacia na Europa até ao último ucraniano.»

Reagan, volta, que deixas muitas saudades! E isso digo eu!

segunda-feira, 2 de março de 2015

Comida para porcos

A Grécia pediu o nosso dinheiro emprestado. O Syriza, que agora governa a Grécia, não pretende pagar. Samaras deixou um superavite saudável nas contas públicas. Um mês de Syriza deu-lhe fim. A Grécia quer mais dinheiro, com juros mais baixos do que os que Portugal paga, e sem prazo ou mesmo obrigação de pagamento.

Que vão dar uma volta ao bilhar grande.

Os porcos do Syriza querem comida para porcos, desde que sejam outros a fornecê-la. Dizem que querem empréstimos, mas sobejamente também andam a dizer que não é para pagar. Não pretendem pagar e, se a Europa andar a emprestar-lhes mais dinheiro, verá porque é que se diz que não se empresta dinheiro a um alcoólico.

Portugal não teve perdão de um quarto da dívida, como os gregos, e até paga mais que os gregos em juros pela dívida que tem. Dívida toda Partido Socialista, carimbada e confirmada, que não pode faltar no Remoques a verdade provocante, viva e eficaz, a espada de dois gumes para a secção de juntas e medulas.

Eu estou de acordo que a Espanha eleja o Podemos. A Europa ainda anda a tratar a Grécia com paninhos quentes, sendo esse o seu erro maior. A Grécia ainda pode ser slava. A Espanha, com um PIB de um bilião de euros (escala longa, ou um trilião na escala curta do financês), não pode ser salva. Elejam o Sr. Pabro «Guilhotina» Iglesias do Podemos e acabam-se os paninhos quentes. E provavelmente a Zona Euro, mas isso ou se compreende hoje e se deixa cair a Grécia ou teremos essa inevitabilidade.

A solução para as patifarias do Syriza é comparável a tirar um adesivo da pele. Podemos tirar devagarinho ou de uma vez. A dor estará sempre envolvida. Ao menos se for de um golpe, dói, mas mais cedo se respira de alívio.

Querem fiado?

Eis a resposta.

Não há qualquer coisa que cheira mal?

Acham que o Sr. Putin, que se deu a tanto trabalho para assassinar Litvinenko (um desertor do FSB) com Polónio 210, iria mesmo matar o Sr. Nemtsov a sangue frio, à vista do Kremlin?

Cheira, como diz nem mais nem menos que Mikhail Gorbachev, que não é exactamente um aliado de Vladimir Putin, a uma provocação. Em boas palavras, a uma acção do Ocidente, para elevar o nível de confrontação e começar de uma vez a guerra. Eu estou com Gorbachev nesta.

Putin pode ser o que quiserem, santo ou besta, democrata ou ditador, causa da guerra ou pacificador. Contudo, acho que ninguém o acha um imbecil. Ele não iria matar Nemtsov, quando, mais a mais, Nemtsov está envolvido em casos obscuros de corrupção de quando foi governador de Nizhny Novgorod. Uma pessoa dessas tem mais valor vivo que morto. Morto é mártir, vivo coze-se em lume brando. Morto fala alto, vivo ignora-se.

Quando alguém faz alguma coisa deste tipo, é só seguir a pergunta: a quem é que isto beneficia? Segue-se o dinheiro, chega-se ao culpado.

Atente-se que mais jornalistas incómodos morrem nos Estados Unidos de causas hetero-suicidárias, como desastres de automóvel ou ataques coronários sem testemunha, do que na Rússia. Só este ano foram três nos Estados Unidos de Obama. Sim, e faço a diferença: Obama não é Reagan. Reagan defendeu a liberdade, e é bem amado na Rússia. Obama traz o Ocidente para a ditadura, e nós, Ocidente, deveríamos colocá-lo a falar sozinho.

Podemos falar melhor com a Rússia. Sem a Europa a acossá-la, a mando dos Estados Unidos da República Obamesca, a Rússia não terá um discurso defensivo. Que tal começar, sei lá, por salvar a face de todos começando por unilateralmente suspender todas as sanções, esperando que a Rússia responda da mesma maneira? E ver onde isso nos leva?

Quando em dúvida sobre a Rússia, Gorbatchev tem sempre razão.