quarta-feira, 29 de abril de 2015

A Leste, algo de novo...

A Marinha Finlandesa disparou umas cargas de profundidade contra um submarino «estrangeiro» (está-se mesmo a ver de quem é) detetado nas águas perto de Helsínquia. Foi ontem.

Não podemos andar a provocar o urso sem que as garras se soltem. Deem o primeiro passo, acabem com as estúpidas sanções e vão ver como as coisas se estabilizam.

A verdade é que se o Putin quisesse a guerra, já a teria iniciado. Provocações não lhe faltaram nestes últimos três anos. Tenho a certeza de que metade da Europa alinhava com o Putin, e eu estou nessa metade, por causa do comportamento completamente hostil para com os cristãos e os conservadores que a Comissão Europeia tem patrocinado.

Eu sou cristão e conservador. Não quero socialismo. Quero paz e um bom acordo comercial com a Federação Russa. Os acordos comerciais unem as nações. A Europa deve deixar de fazer favores ao Obama e perceber de vez que a Rússia faz parte da Europa. A Europa cultural acaba a nordeste de Vladivostok, nas Ilhas Diomede, repartidas entre os Estados Unidos e a Federação Russa.

A Rússia já não é comunista. O Partido Comunista da Rússia tem menos de 20% dos votos. A Rússia Unida é tudo menos comunista. Quem está a caminhar para o socialismo, e a passos largos, são os Estados Unidos e a União Europeia. A União Euroasiática não é a União Soviética. O comunismo mudou-se da Rússia para a Europa Ocidental e aqui assentou arraiais. A solução é simples: podemos, como país independente, pedir o estatuto de observador na União Euroasiática e celebrar independentemente um acordo de livre comércio com a Rússia. Somos um país credível a nível de direitos humanos e os russos não iriam rejeitar essa credibilidade.

Diz-se que Soares meteu o socialismo na gaveta

Nos anos 80 Mário Soares meteu o socialismo na gaveta.  Esta expressão, de que não conheço origem ou autor, ficou na língua portuguesa. Nos anos 90 escrevi numa das minhas crónicas jornalistas que o Cavaco havia perdido a chave da gaveta, e que estávamos descansados por isso.

Pois neste momento o Costa procura desesperadamente a chave da gaveta.  O Costa e o Soares,  Devem ser coisas ou da conveniência ou da idade, já não se lembram da banca nacionalizada cronicamente deficitária, das empresas públicas cronicamente descapitalizadas.  Não se devem lembrar das empresas que foram alvo de intervenções populares, uma das quais da minha família, e que, um par de anos depois, estavam na miséria, falidas, e com trabalhadores na rua, despedidos.  Enquanto alguns trabalhadores do escritório tiveram inexplicavelmente dinheiro para fazer uma casa nova.

Socialismo é corrupção.  Sempre foi, sempre será.  Comunismo é corrupção e morte.  Socialismo democrático é miséria generalizada para o povo e enriquecimento de alguns portugueses, amigos do regime, alapados ao orçamento.  Pode ser em versão rosa, laranja, amarela ou às listas negras.  Aquele político que não age para desmontar (e este termo é o correto) a máquina estatal, seja em Portugal ou no Brasil ou nos Estados Unidos ou na Rússia, é socialista,  E fala em poder para o povo, quando ele, e só ele, e os seus amigos chegados é que são o povo de quem ele fala.

Desmontar o Estado é devolver poder aos cidadãos.  Reparem os meus leitores que eu não falo de povo.  Nunca falo, nunca falei, senão em estúpidos panegíricos. Nem falo em «pessoas», um substituto amalgamante do substantivo sem significado que é povo.  O povo é uma manada.  A Esquerda gosta de manadas.  As manadas são controladas, mas as vacas solitárias não.  As vacas solitárias têm de ser arrebanhadas de novo (não existe a palavra amanadadas, eu vi).  Não há lugar para vacas solitárias no pensamento escarralhado.  Se quer viver a sua vida à sua maneira, assumindo que não prejudica os outros, não pode.  Tem de viver a sua vida à maneira deles, e pensar o que eles querem que pense, mesmo se a ideia nas cabeças deles forem outra.

O socialismo não é uma ideologia, é um projeto de poder.  E por isso, apesar de andarem à procura da chave, vão pousá-la de novo se estiverem no poder.  Vão governar como sempre governaram, para os amigos do Partido Socialista.  Para o Povo Socialista, e mesmo dessa apenas a parte que interessa aos governantes.  O resto dos cidadãos pagam a conta e as multas do Tribunal Europeu, quando as houver.

Despesa total
Despesa pública entre 2010 e 2015: pelo menos vai descendo.

Se pensa votar no PS, especialmente no PS de Costa, desengane-se.  Está a votar no mesmo homem que disse que a eleição do Syriza na Grécia dava força para seguir o mesmo rumo.  E sabemos onde esse rumo está a levar os pobres dos gregos, não sabemos?  Está a votar no mesmo homem que participou no desgoverno que levou Portugal à preste bancarrota, e no governo que, em desespero de causa, com apenas seis dias de despesas do Estado no cofre, chamou a Troika.

Passos Coelho não é um bom primeiro ministro, mas, caramba, o barco não está a ir ao fundo!  Passos Coelho deveria ter reformado o Estado.  Reformar o Estado significa despedir pessoas.  300,000 pessoas, não 600, e isso é um mínimo.  Para mim, o Estado poderia sustentar-se com apenas 150,000 funcionários.  Incluindo nisso 50,000 militares, bombeiros e polícias; e o resto mais ou menos dividido equitativamente pelos poderes legislativo, executivo (central e local) e judicial.  Mas como despedir pessoas custa voto, ninguém reformará o que quer que seja, a não ser para engordar ainda mais com mais uma camada cronológica de apatetados graxistas e aparelhados parretidários.

Passos Coelho poderia ter feito mais.  E não fez.  António Costa está a tentar passar entre os pingos de chuva, dizendo o mínimo possível de substantivo, fingindo fazer estudos enviesados por acamérdicos lorpas para pretender ter alguma validação científica da estupidez vigente.  E o Pai Soares, que a estas alturas está a fazer um esforço para se lembrar onde deixou a chave, que a idade não perdoa, vai escrevendo pérolas de bom senso como dizer que « O mundo está cada vez pior. A natureza está a revoltar-se contra as agressões sobre a Terra que os mercados usurários lhe estão a causar.» (Diário de Notícias, via O Insurgente)

Não se esqueça de que o Estado é a única organização que pode legalmente tirar tudo o que tem à ponta da arma e que você não pode dispensar mesmo que queira.  Se não gosta de Coca-Cola, bebe Pepsi, Sumol ou água.  Se não gosta do BPI, vai ao Millenium ou coloca o dinheiro debaixo do colchão --- o que, a estas taxas negativas, não deixa de ser interessante.  Se não gosta da RTP, apaga o televisor ou muda de canal.  Mas se não achar que a Segurança Social é vantajosa para si, e desejar terminar a relação de pagador para nunca vir a receber, que fará?  Tenha cuidado: se não ter estado funcional é um inferno, estado a mais é outro.  E estamos claramente ultrapassados no tocante à boa dimensão do Estado.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Estou de acordo com as críticas às regras de cobertura da campanha eleitoral.

E de tal forma estou que peço aos diversos media que não cedam e recusem-se a cobri-la.

Agora e para sempre.

Não perderemos nada de substantivo. As únicas palavras que estes políticos me suscitam são adjetivos muito pouco qualificativos e interjeições várias.

Já ouvi falar de mentirologia, mas isto passa os limites.

Avalanche no Evereste provocada pelo aquecimento global! Flato nas vacas,

Eu gosto de ciência, mas detesto os cientistas. A explicação é simples: uma vez, quando andava nessas andanças de doutoramento, fui a uma conferência de astrónomos, já que andava a fazer um instrumento para astronomia. E pouco se falou de astronomia. Falou-se de financiamento para a astronomia, de falta de bolsas de doutoramento e de pós-doutoramento, de falta de fundos para viagens a congressos e da chatice que era alguns deles terem de dar aulas em vez de se dedicarem a 100% a gastar os dinheiros para o seu diletantismo em coisas espúrias e viagens a congressos. Falou-se, portanto de política da astronomia, o que pouco tem a ver com o estudo dos astros. Se houve alguém que viu estrelas naquela reunião, confesso que fui eu. Aquela galáxia era quase toda (uma exceção, que não nomeio porque, enfim, já nem me lembro do nome) de anãs castanhas. Sem brilho, esperando a morte.

Uns iluminados auto-intitulados cientistas de alterações climáticas afirmam à boca cheia que os terramotos se devem às alterações do clima, como se relata na Newsweek, uma revista bastante liberal-demonocrápula, e cientificamente incoerente. A revista apenas pode publicar estas coisas porque, enfim, o povo do Kool-Aid, os democratas, desligam o cérebro e aceitam tudo o que venha do estabelecimento governativo do Santo Obama.

Quem não distingue meteorologia (aliás mentirologia) de geologia (ou pedregulhologia) e engole estas coisas deve perguntar-se se o seu cérebro já está em avançado estado de fossilização.

Socialista, da próxima vez que estiver a mandar um sonoro flato, estará a contribuir para que algures no mundo um abalo sísmico se produza. Se é votante no PS ou no PCP ou no BE deve tirar daí as consequências e colocar uma rolha no cu. Sendo que é desse orifício que saem os estudos e as afirmações socialistas, teremos a vantagem de muito silêncio e de um debate científico mais, enfim... científico.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Já nem o Tsipras confia no Varoufakis

Depois de o Varoufakis ter mostrado a sua inabilidade personalidade em Riga, Tsipras vai substituí-lo por uma pessoa chamada (imagine-se) Euclid Tsakalotos, o Vice-Primeiro-Ministro, em todas as negociações.

Parece que o Varoufakis não era tão diplomata assim.

Filme «Os últimos dias do Syriza» em exibição num país perto de si. Só tenho pena dos quase 60% de gregos que não votaram naquelas bestas de carga e estão a sofrer por tabela.

O melhor discurso feito a 25 de Abril de 2015

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Amigos, amigos, amigos de Peniche

Xinzo Abe e Xi Jiping: apertam mãos, e vêm quem parte os primeiros ossos.

Enquanto o primeiro-ministro japonês e o seu homólogo chinês apertam as mãos com ar de quem preferia estar a apertar gargantas, a China anda a construir pistas de aterragem de bombardeiros nas ilhas do Mar da China, ilhas disputadas por várias nações.

Satellite images released by Jane's Defence Weekly show that, between Feb. 6 and March 23, China built the first section of a concrete runway on Fiery Cross Reef in the Spratly Islands archipelago, which at least three other countries claim

Sensaku ou Diaomin: como aparecerá o nome do arquipélago no fim deste ano ou do próximo nos mapas? E de que cor?  Da mesma do país a leste ou do arquipélago a nordeste?

Atenção que os Estados Unidos são obrigados por tratado a garantir a integridade territorial de Taiwan e do Japão.  Se começa uma guerra ali, acaba numa balbúrdia.  Para quem acha que não iremos ser afetados por essa guerra, lembro de que, caso território estadunidense seja efetivamente atacado, Portugal entrará em guerra.  Com a China, o que, dado o esforço que estamos a fazer para que chineses venham investir na nossa economia e morar entre nós, não deixa de ser perigoso.

A China está em recessão económica, a julgar pelos diversos indicadores de produção industrial, de logística interna e de consumo de energia.  A soma das dívidas estatais, provinciais, locais e das empresas públicas anda, segundo a Bloomberg, muito acima dos 100% do PIB.  A dívida total (incluindo a privada, é 282% do PIB (http://www.bloomberg.com/news/articles/2015-04-22/china-debt-mess-brings-out-the-yin-and-yang-in-policy-makers).  Estranhamente, estão muito iguais a Portugal, com a exceção de terem andado a comprar ouro à barda.

O Partido Comunista Chinês tem de desviar as atenções da economia, e nada mais desvia as atenções e une os descontentes em torno do fanal da liderança do que um inimigo externo.  Os Estados Unidos criaram o Estado Islâmico para esse papel, e a China necessita do Japão.

A boa notícia é que o cristianismo não deixa de crescer na China.  Os cristãos já ultrapassam os membros registados do Partido Comunista Chinês em 2 para 1.  Assim sendo, talvez (esperança fraca tenho, mas milagres existem) os verdadeiros chineses, essas pessoas boas, pacíficas e independentes, queiram verdadeira paz e mandem os comunistas pastar para o Gobi.   Talvez assim o  problema das Sensaku ou Diaomin seja resolvido através de outros meios.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Rigor socialista

Rigor socialista

Aforismos Socialistas

inspirados em anedotas soviéticas


No capitalismo, tudo se pode vender.  No Socialismo, tudo pode ser comprado.

Um político socialista nunca saberá se pode viver apenas do seu salário, pois nunca espera tentá-lo.

Como é que se define Partido Socialista?  Com o punho cerrado.

O que é que o primeiro português astronauta encontrou quando pousou na Lua?  A direcção do Partido Socialista, que lá vive há décadas.

Pergunta-se a João Galamba: é possível solucionar um problema que não tem solução?  Resposta de João Galamba: não respondo a perguntas sobre as propostas do meu partido.

É possível implantar as propostas de Costa neste país?  É claro que sim, mas nesse caso é melhor ir viver num outro.

Estudos fazem-se, mentiras dizem-se, roubos perpetuam-se

Ah, estudos!

Em memória de outros estudos socialistas:

Um novo estudo da autoria dos economistas Alfredo Marvão Pereira e Jorge Andraz conclui que as auto-estradas sem custos para o utilizador (Scut) são "perfeitamente justificáveis do ponto de vista económico" e que o investimento em Scut "não parece criar problemas de sustentabilidade ao Orçamento do Estado". "O impacto económico e orçamental do investimento em Scut" é editado pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento - instituição presidida por João Cravinho, deputado socialista e ministro das Obras Públicas nos governos Guterres. O livro apresenta-se como "uma avaliação empírica dos impactes económico e orçamental dos investimentos em auto-estradas em regime Scut".

(...)

Mas isso sai barato, argumenta o estudo de Marvão Pereira e Jorge Andraz. O documento argumenta que "os investimentos em Scut geram efeitos no produto largamente superiores ao custo envolvido"; e isto é verdade não só no investimento total, mas também "ao nível de cada Scut". Mais: há "efeitos de spillover regionais". Ou seja, não são só as regiões onde os investimentos foram feitos que beneficiam das Scut; as regiões onde não houve investimento beneficiam ainda mais. Cada milhão investido rende 18,06 milhões.

Marvão Pereira e Jorge Andraz, os autores do estudo apresentado ontem, já realizaram outros trabalhos onde defendem as vantagens económicas do investimento público. Em 2002, no trabalho Investimento público em infra-estruturas de transporte e o seu desempenho em Portugal, os economistas concluíam que

o investimento público de um euro induzia, no longo prazo, um aumento de 9,5 euros na riqueza produzida

. As conclusões deste trabalho foram utilizadas, já em 2005, no documento de orientação estratégica do Programa de Investimentos em Infra-Estruturas Prioritárias (PIIP). Com base neste último documento, o Governo aprovou o PIIP para o período 2005-2009 e comprometeu-se a investir 25 mil milhões de euros. Agora, a avaliação do impacte das Scut surge a pedido do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento. Uma organização presidida pelo deputado socialista João Cravinho, o mesmo que durante o primeiro Governo de António Guterres foi o "pai" das auto-estradas sem custos para o utilizador.

Público, 2006-09-19

E de um outro famoso estudo:

Ainda sobre o TGV, Avelino Jesus referiu, citando os estudos já realizados, que "na linha Lisboa-Madrid o que se prevê para o primeiro ano é uma procura de 4,7 milhões de passageiros. E que em seis, sete anos atingiremos os 10 milhões".

Porém, sublinha Avelino Jesus, "dados muito recentes, depois da inauguração há dois meses do percurso Madrid-Valencia, e Valência tem uma população maior que Lisboa, verifica-se que nos primeiros dois meses a procura foi de 280 mil passageiros, o que em termos anuais rara pouco mais de 1,5 milhões de passageiros".

Do Económico.

O programa económico do Partido Socialista em uma imagem

 
James Christensen, “Cego guiando outros cegos” (2007)


Teria mais comentários a fazer, mas acho que a colagem ao PS das pessoas que fizeram o dito programa, nas quais se encontram João Galamba e Vieira da Silva, deputados e ministros do Sócrates que nos levou ao precipício, fala por si.

É um programa económico feito à medida para justificar um monte de promessas que, enfim, são tão realistas como passar um camelo pelo buraco de uma agulha ou encontrar vida inteligente no Largo do Rato.  O resultado do programa, se for mesmo aplicado, será igual ao resultado do que o Syriza faz na Grécia.

50% da população da Grécia pensa em emigrar nos próximos dois anos.

Se eu pudesse sintetizar um discurso PS, diria isto:

Nos últimos quatro anos, com este governo, interrompemos o caminho que andávamos a trilhar e ficámos completamente parados, a um passo do precipício.
Com o PS daremos um passo em frente e finalizaremos a obra de Sócrates e Guterres.

terça-feira, 21 de abril de 2015

Abusos de funcionários públicos em catadupa. Porque será?

Quando o Estado tem demasiado poder, ele será abusado.  É verdade que os privados também abusam do poder.  Porém quando X abusa de Y, isso é coisa de X e Y.  Não minha.  Quando um funcionário público abusa do poder, acabo sempre a ser eu a pagar.

Uma tal Ana Manso (PSD) coloca o marido como auditor interno da unidade de saúde que geria.  Muito conveniente.  Nem imagino a conversa de cama: «ó querida, olha que amanhã vou-te auditar a contabilidade», ou «se não me deixas ir ao café com os amigos, lixo-te no relatório amanhã».  Seja essa ou não seja, eu acabei por pagar, via impostos, o salário e os extras do tal marido.

Uma diretora da segurança social, ao que diz a acusação, usa o seu poder para ludibriar uma idosa.  Apossa-se dos cartões de débito dela e é um festim de levantamentos.  60 mil euros de levantamentos, diz a acusação.  E eu acabo a pagar o julgamento da dita senhora e as investigações da polícia.  E talvez uma indemnização que a idosa terá por parte do Estado pela má conduta de um dos funcionários,

Uma juíza contrata advogados para lhe redigirem os acórdãos e paga-lhes com dinheiros da Cruz Vermelha.  O Estado dá dinheiro à Cruz Vermelha que, salvo este caso, o emprega melhor que o próprio Estado.  Mas eu acabo a pagar as manigâncias da juíza, com mais dinheiro para a Cruz Vermelha, ou em pior utilização dos dinheiros públicos por parte da Cruz Vermelha.  (Antes que os escarralhados apontem o dedo e digam «aha!», peço que vejam o que se disse de Ana Manso numa unidade de saúde pública.  Muito pior.)

E lembramo-nos todos do caso dos vistos dourados, em que os vistos eram literalmente vendidos.  E dos polícias que faziam segurança privada.  E dos funcionários da Segurança Social que recebiam um cabrito e davam mais um subsídio.

As causas


Porque é que estes funcionários arriscam as suas vidas a fazer estas coisas?

A resposta é simples: porque podem.  Porque, funcionários que são, têm poder sobre dinheiros que não são seus e as minudências das nossas vidas.    Têm poder de vida e morte sobre coisas que os cidadãos querem: um alvará, um subsídio, um despacho.

Até agora tinham também um sentimento de impunidade.  Raramente se ia a tribunal e quase nunca se era condenado.  Caramba!, o único condenado com cadeia do escândalo das faturas falsas foi o homem que denunciou tudo.  Mas a justiça está a mudar, e nada combate melhor a corrupção que um corrupto na cadeia.  Um corrupto condenado com pena de prisão efetiva é um post-it à frente das fuças daquele que acha que pode usar da sua posição de poder para compor o ordenado que leva para casa.

Mesmo o proverbial «se me pagares despacho isto mais amanhã, se não para o mês que vem» está em perigo.  Felizmente.

Os efeitos


O efeito da corrupção é horrível: empresas que não abrem, empresas que fecham, empresários que se mudam para o estrangeiro, empresários estrangeiros que não abrem cá.  A corrupção é um sobrecusto sobre cidadãos e empresas, e como as empresas criam empregos aos cidadãos, um duplo custo para estes.  Quando um funcionário arrasta um processo de licenciamento porque quer, porque não gosta que estraguem a vista ao primo com um edifício industrial perto de casa, está a estragar a vida a muitos potenciais empregados dessa empresa.  Se, por exemplo, a empresa faturasse 10 milhões de euros, e pagasse 1 milhão em IVA, meio milhão em mais valias, 2 milhões em impostos (que seriam aliás tributadas em IRS), e sete milhões em compras de mercadorias e serviços, o funcionário que arrastasse o processo um ano iria custar ao Estado dez milhões de euros: o valor da faturação da empresa.

Desfuncionários dos mentistérios e ASAE custam mais ao produto interno bruto que uma guerra regional.

A Solução


Desregulamente-se e encerrem-se ministérios.  Em 1974 um Portugal multicontinental e multiétnico, em guerra, era gerido por pouco mais de duzentos mil funcionários.  Em 2011 eram em excesso de setecentos e cinquenta mil, mas muitos mais viviam do Orçamento do Estado sem o título de funcionários públicos.  O total andaria seguramente acima do milhão.

O Estado deve assegurar a legislação, a polícia, a defesa nacional, a administração da justiça e os serviços de emergência pública.  Apenas isso, e não mais.  Cem mil funcionários chegam.  Não é preciso um milhão.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Um homem de família

 
Tanto diz como desdiz

António Costa (um dos únicos argumento que eu posso considerar para a legalização do aborto) foi ministro de José Sócrates, e vai fazer ao país o mesmo que José Camarinha dizia ter feito às bifas que andavam pelo Algarve.

António Costa diz que vai privilegiar as famílias.  Disse bem, mas não disse tudo.  Vai privilegiar a família socialista, a única que conta no hemisfério dos ratinhos.  A família socialista tem um Coelho, mas não é Passos.  Tem uma Lena, mas não é Roseta nem Gentil.  A família socialista é, para o Pai Natal Costa, a grande prioridade do governo do Partido Socialista.

As outras famílias não são da conta do Partido Socialista.  As outras famílias que se desenrasquem, e que se desenrasquem bem, pois são elas que irão pagar as mesadas das Lenas e das Motas e os leasings de carros de alta cilindrada para os membros da família socialista, como pagaram durante o governo de José Sócrates, o ancião anterior.

Um bom socialista é antes de tudo um homem de família.  Um homem que extrai rendimentos à ponta da arma das outras famílias para alimentar a sua, a família socialista --- e, se acham que exageram, tentai lá recusar a pagar impostos e vede se não terão armas apontadas a vós pela polícia.

Um bom socialista trata dos seus, desde que sejam socialistas.  E nesse caminho trata-nos da saúde.  Sem SNS, mas com IRS e IVA. E sem anestesia, salvo as belíssimas palavras desprovidas de qualquer sentido que António Costa debita, para fingir que tem ideia do que vai fazer quando não tem programa, ideia ou capacidades de fazer o que quer que seja.

Já agora, o bom gestor e pai de família Costa diminuiu a dívida de Lisboa graças a transferências do Estado Central.  Isto é, os não lisboetas pagaram mais uma vez com os seus impostos os desmandos dos lisboetas.


Back to the old drawing' board!



Se estes são os famosos mísseis anti-aéreos S-300 que serão vendidos ao Irão e à Grécia, the joke is on them!

O vídeo ainda não foi disputado.

Mas fiquem de olho: os iranianos vão receber os S300PMU3, agora designados S400 "triunfo", a versão de 2007.  Não estes S300 originais do vídeo.  Coisa que faz mossa.  A Mach 14 e muito mais de 100 Km de alcance útil na versão de exportação.

Estes S300 brilhantes devem ir para a Grécia.  Que provavelmente não os pagará.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Requiem pelos russos? Bah!






 
Rublo contra dólar

O rublo já está no nível dos 50 (rublos por dólar).  Estou a crer que aqueles que passaram o certificado de óbito à economia russa não lhe mediram o pulso.

Mais uma vez conclamo os europeus a mandarem os seus representantes acabar com as estúpidas sanções à Rússia.  Não fazemos amigos sendo antipáticos nem apanhamos moscas com vinagre.  Se queremos (e acreditem-me, queremos) a amizade da Rússia, devemos deixar as tricas de lado e dar o primeiro passo, suspendendo todas as sanções e esperando o mesmo da Rússia.

Quanto à questão da Ucrânia, o leste da Ucrânia quer ser parte da Rússia.  De qualquer forma, esse é um problema entre ucranianos e russos, não entre ucranianos e portugueses.  Tentar manter uma dita integridade territorial da Ucrânia vai contra os desejos da maioria da população do sudeste da Ucrânia, a qual é etnicamente russa, fala russo e, na Ucrânia, acreditem ou não, não a deixam expressar-se em russo na escola nem interagir com o seu governo nessa língua.

Também tivemos por cá o nosso Primeiro de Dezembro e os americanos o seu Quarto de Julho.  Os timorenses também se tornaram independentes da Indonésia e os kosovares da Sérvia.  Porque não poderão os donestkinos determinar o seu próprio destino?

domingo, 12 de abril de 2015

Mas afinal... há tropas russas na Ucrânia ou não?

O general Christophe Gomart, director dos serviços secretos militares franceses, diz claramente que não, numa audição aos deputados da Assembleia Nacional de 25 de Março deste ano.

Cito das suas palavras, do documento aqui ligado, traduzindo-as:

A verdadeira dificuldade com a NATO é que a inteligência militar americana é lá preponderante, enquanto a francesa é ali mais ou menos tida em conta — e daí a importância para nós de alimentar suficientemente os oficiais da NATO em inteligência de prigem francesa. A NATO tinha anunciado que os russos iriam invadir a Ucrânia enquanto, segundo as informações da inteligência militar francesa, nada vem confirmar essa hipótese — havíamos verificado que os russos não tinham arregimentado nem tropas nem meios logísticos, nomeadamente hospitais de campanha, que permitissem idiciar uma invasão militar e as unidades do segundo exército não tinham efetuado nenhum movimento. O que se seguu mostrou que tínhamos razão pois, se os soldados russo foram efetivamente vistos na Ucrânia, era mais uma manobra destinada a fazer pressão sobre o presidente ucraniano Porochenko que uma tentativa de invasão.

E pelas palavras dos franceses se devem calar muitos portugueses. Os franceses, caso não sabem, são provavelmente o terceiro país com mais satélites espiões lá nos céus, e não duvido que sejam dos mais avançados (os satélites das séries CERES e MUSIS podem ler as gordas de um jornal de duzentos e tal quilómetros de altura).

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Uma pergunta que gostava de ver respondida.

Porque é que os Estados Unidos removeram duas das três ogivas nucleares dos mísseis Minuteman?

Será que ao estarem a tentar começar uma guerra estão tão desesperados que têm que dizer que lutarão com uma mão atada atrás das costas?

Um SS-25 chega a ter oito ogivas. Os mísseis chineses levam oficialmente seis, mas provavelmente dez. O que os Estados Unidos estão a fazer é suicídio. Estão a convidar a um ataque.

Se Putin for esperto, não vai na conversa. Quanto mais demorar, mais difícil será para os Estados Unidos de Obama (faço a distinção) aguentarem a sua economia, já a fumos de juros negativos e a mentiras estatísticas.

E porque é que os Estados Unidos reativaram Cheyenne Mountain? E o que é que os russos andam a fazer em Yamantau? E os chineses no Gobi e no Tibete E em Sania? E em Jianggezhuang? E na província de Yunan? Sabem eles algo que eu não sei?