domingo, 31 de maio de 2015

Lá em LA na CA não é como cá.

Segundo uma notícia no LA Times, de Los Angeles, nos Estados Unidos (L.A. labor leaders seek minimum wage exemption for firms with union workers), a cidade de Los Angeles legislou no sentido de aumentar o salário mínimo horário para USD 15,00 até 2020.

Os críticos dessa medida dizem que muitas empresas serão afectadas por essa medida e terão de fechar as portas.  Isso acontecerá em Los Angeles como aconteceu em Portugal (o desemprego inverteu depois que o salário mínimo foi aumentado por cá).  Especialmente visados seriam os setores da restauração e da agricultura.

Até aqui tudo é normal.

Um dirigente sindical, Rusty Hicks, o qual dirige a Federation of Labor, uma central sindical naqueles lados, afirmou (sentem-se na cadeira, que isto é picante) na terça-feira passada que as companhias com trabalhadores representados por sindicados deveriam ter capacidade de negociar um salário abaixo daquele que é requerido por lei.

Mais, se uma empresa tiver um acordo com um sindicato, deve poder pagar menos do que o salário mínimo no condado de Los Angeles.  Para tal, advogam que as empresas podem negociar (e pagar) ao sindicato esse acordo.

Para mim isso é a assumpção máxima de que o salário mínimo não funciona.  Se querem aumentar os salários, acabem com o salário mínimo que as empresas, depois de um tempo terão de os aumentar.

É sindicalizado?  Queixe-se ao sindicato!

São todos uns anjinhos!

Apresentado sem comentários:


Comunistas de todo o mundo, aboletai-vos!

A China fez legislação no sentido de exigir que todas as organizações privadas tenham uma «unidade do Partido Comunista», por forma a que as políticas do Partido sejam implantadas na sociedade.


Lá como cá

 
Copiando Portugal!!!
Esses chineses comunistas ainda são amadores.  Em Portugal todas as grandes empresas têm duas unidades: uma do Partido Socialista na administração e outra do Partido Comunista nos não-trabalhadores (os trabalhadores não são os sindicrápulas e os sindicrápulas não sujam as mãos a trabalhar).

A socialice vigente cria emprego à custa de legislação à medida.  Assim como as empresas chinesas terão de aguentar os comunas a interferir nos negócios, terão também de pagar os salários deles.  É assim que se faziam as coisas nos anos 90 em Angola e Moçambique nas poucas empresas privadas estrangeiras e é assim que fazem as empresas portuguesas, com administradores à medida e sindicatos desmesurados.

Nós sabemos como essas interferências dos partidos políticos no desenrolar das empresas tem dado excelentes resultados para a economia: as graves greves dos agravados destrabalhadores, as birras de administradores, tudo isto desde que com o dinheiro dos outros.

Temos também aquela famosa lei que obriga a formação obrigatória indesejada nas empresas.  É um modo de assegurar que os direitos dos socialistas são respeitados, direitos esses que se fazem sempre com o suor alheio.

Numa outra nota, isto é uma preparação para a guerra.  Quando a Síria cair e o Irão for neutralizado (um desastre estratégico que só não é um erro monumental porque é uma decisão consciente de quem quer que a China comece a guerra), a China terá confiança para começar a guerra de hegemonia.  Não consigo ler hoje a imprensa chinesa oficial (alinhada ao Partido) sem perceber o fervor nacionalista bacoco que antecede a mobilização geral.

E muito embora o Japão tenha tentado harmonizar-se com a China através de uma visita de 3,000 (não é erro, são três mil) empresários ao Reino de Jade, recebida em sorrisos pelo Xi Jinping. o Japão sabe que terá de um dia lutar.  A chatice é que a China tem 2,100 aviões e o Japão cerca de 350.  E o Japão de hoje já não é o de ontem, no que toca a poderio militar.

Mal dos outros, oportunidade minha


Se a China implantar essa lei do partido comunista, a China cairá em questão de meses.  Vai haver um êxodo de empresários, com os seus haveres e conhecimento, para os países vizinhos e para a Europa.  Reativem esses vistos dourados e tragam-nos para Portugal.   Mas antes acabem com essas leis idiotas que obrigam as empresas a sustentar chulos como emperresas de formação, administradores parretidários e sindicrápulas imbecis. (As grafias são intencionais!)


Os chineses não merecem o Partido Comunista.  Um bom povo não merece tão maus líderes.  E tenho a certeza de que se o povo escolhesse os líderes através de eleições livres não teria estes.  Por alguma coisa, onde há comunismo não há eleições livres: ou não as há ou os resultados são maquilhados como aquelas velhas que, querendo parecer atraentes, colocam tanta base que criam um exosqueleto cálcico.

Tive, confesso, esperanças no Xi Jinping.  Estou desiludido.

sábado, 30 de maio de 2015

É tudo à chapada!



Que a Europa eram um saco de gatos, desconfiava. Que cada organização tem os líderes que merece é frase quase chavão.  No entanto, nunca pensei que o Jean Claude Juncker, depois da sua habitual prova de whisky (dizem as más línguas que começa antes do pequeno-almoço) desatasse à chapada a todos os chefes de estado e de governo.

Que metade da Europa deveria ser tratada à chapada, a isso ninguém põe muitos obstáculos.  Eu no entanto começaria pelo tipo que no vídeo as anda a dar.

E fica mal tratar um chefe de estado ou de governo por «dictateur» em público, numa cimeira. Dá mau ambiente. In vino veritas, mas por vezes a verdade tem de ser calada em nome da diplomacia e da boa convivência.

Se a União tivesse decência chamava o Barroso de volta. Ele pelo menos não é conhecido por tentar em esforço hercúleo estimular a economia escocesa sozinho.

Estes sábios socialistas sabem-nas todas!

Aviso ao leitor

Este artigo contém contas simples e de bom senso. Não é por isso aconselhável para qualquer militante, votante ou simpatizante do Partido Socialista.  A exposição à realidade é conhecida por danificar mortalmente o socialismo!
Em caso de exposição à realidade contactar a Linha do Centro de Emergência da Alienação Socialista pelo telefone 21 382 20 00.

O PeiÉsse não sabe fazer contas.  Por contraparte, acha que nós também não sabemos fazer.  O PeiÉsse mandou fazer um relatório que afinal não é a Bíblia.  Do qual se diz, seguindo esta notícia no Negócios Online (Mário Centeno: "Mexidas nas taxas contributivas criam cerca de 45 mil postos de trabalho"):

1) «A redução em quatro pontos da taxa social única (TSU) paga pelos trabalhadores e noutros quatro pontos da taxa suportada pelas empresas deverá criar um pouco menos que 45 mil empregos.»

Ficamos com os números 45000, que afinal até é em quatro anos.

2) Descida da TSU para o empregador em 4%.

O embate da galambice


Façamos contas:

Segundo o Relatório e Contas do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social, 2013, o mais recente que consigo encontrar, no ano de 2013 a Segurança Social arrecadou 13.043.702.474,91€, nos quais estão incluídos 152.840.824,01€ de contribuição extraordinária, a qual o PS quer terminar.  [pp 34-35]  As contribuições serão calculadas, portanto, sem considerar a dita taxa, e amontam a 12890861650,90.  Reservemos o número 12.801 milhões de euros.

Segundo o INE, a população empregada no ano de 2013 (Estatísticas do Emprego no 2º Trimestre de 2013) foi 4,506 milhões de pessoas.  Sem a estatística, a contribuição por pessoa empregada é 12801/4,506 = 2841 EUR.

A diminuição de 4% na taxa da segurança social numa taxa total de 34,75% implica uma diminuição das contribuições em 11,5%.  Os 12,801 milhões de euros serão transformados em 11,328 milhões de euros, ou 1,715 mil milhões de euros a menos do que se coletou em 2013.  Teremos, obviamente, de considerar a coleta com a taxa de sustentabilidade.

Resumo:

  • 1,732 mil milhões de euros a menos na Segurança Social em contribuições.

O impacte do pathos socialista


Vamos imaginar que até se criam os 45,000 empregos em quatro anos.  Vamos fingir que até se criam num ano (coisa que será natural se o Costa não atingir o poder).  Assumimos que os novos empregos terão os rendimentos dos atuais, coisa que até nem se tem verificado.

A EUR 2841 de contribuição por trabalhador, o impacte positivo será 127,845 milhões de euros.  Em Outubro de 2013 o Económico dizia que Subsídio de desemprego médio é de 354 euros.  Multiplicando por 45,000 que os deixariam de receber, poupam-se 15,5 milhões de euros.

Resumo:
  • 128 milhões de euros em novas contribuições
  • 16 milhões de euros em menos subsídio de desemprego

E em carcanheuros, quanto é que ganhamos?


Não ganhamos.  Nem dá para fazer um gráfico, devido às escalas serem tão díspares.  Com as medidas PS perderemos 1,588 milhões de euros, quase 1% do PIB.  Que teria de ser compensado por outros lados.

Para compensar com IRC, a taxa teria de ser aumentada em 1,5%, o que acabaria por destruir mais emprego do que o ganho pela redução da TSU.

Resumo:
  • 1500 milhões de euros de contribuições perdidos
  • Sábios de pergaminhos em coiro de burro e cabeça a condizer

Sábios do PS na apresentação do documento.

Et tu, Observador?

O jornal eletrónico Observador começou há alguns anos atrás, e para mim foi uma esperança.  Foi.  Percebi que pouco a pouco resvalava para o jornalismo escarralhado do Publico ou do Diário de Notícias.  Hoje já desesperei.  Não há lugar a publicações liberais em Portugal que não acabem de esquerda.

Paraíso utópico ou sanguessuga?
Anteontem o Observador publicou um artigo: A cidade perfeita fica aqui mesmo ao lado. Mas será mesmo perfeita?  Li-o tarde.  Ao que posso deter das páginas de comentários, houve dois textos, um original e outro corrigido.  O original deve ter sido muito diferente da correção, visto que suscitou um comentário de Diogo Pacheco de Amorim, no dia seguinte à da publicação original do artigo, constante na página deste.

O que acho espantoso é que um jornal com as responsabilidades do Observador tenha feito o texto que fez ontem, antes de ser hoje corrigido. Ter vendido aquele inferno de Marinaleda como um paraíso não lembrava a ninguém. Mesmo admitindo que o autor não conhecia a história e os verdadeiros factos dessa vilória oprimida, como pode alguém que sabe ler e escrever acreditar naquilo que aqui se encontrava ontem tão apologeticamente apresentado?
 Ana Vieira Pinto, no mesmo dia, aludiu também a essa correção:

Ah bom. O Observador finalmente fez a mais que necessária actualização da informação da notícia.
Um jornal que se diria conservador nunca publicaria um monte de mentiras utópico-vermilhóides sem antes torcer o nariz e perguntar-se o que está na base de tanto sucesso (pista: dívidas acumuladas pelo município, subvenções constantes da Junta da Andaluzia, roubos a supermercados em terras vizinhas e, alas, um acordo com a Venezuela de Chávez, que desconfio nunca tenha sido pago por este nem pelo Maduro).

Reações


A blogosfera não ficou indiferente.  No blogue Blasfémias publicou Vítor Cunha o artigo Marinaleda, Hotel California, uma excelente crítica à notícia do Observador.  N'O Insurgente, André Azeredo Alves publicou Marinaleda: história de uma mentira, apontando diretamente ao artigo nos blogues do El Confidencial, de Javier Caraballo, Si España fuera Marinaleda. Historia de una mentira.  Citando desse artigo:

Si España fuera Marinaleda, qué bonito sería… salvo que todo ese sueño que ahora se ha vuelto a agitar tras el asalto a los supermercados es, sencillamente, una farsa sostenida desde hace treinta años gracias a las subvenciones públicas.

Não há notícias na verdade nem verdade nas notícias


Um provérbio soviético brincava com os nomes dos principais jornais da União, o Pravda (verdade) e o Izvestia (notícias).  Dizia ele que não há Pravda (verdade) no Izvestia (notícias) nem Izvestia no Pravda.  Como é que o Observador, um jornal formalmente conservador, deixou publicar esta fábula asinina e mentirosa?

Das três uma, ou o Observador:

  • Diz-se de direita, mas gostaria de ser de esquerda, tal como o CDS e o PSD;
  • Contratou um estagiário vindo das nossas escolas de jornaleirismo (grafia intencional!), ainda com a esfrega da escola do Pravda lusa, um verdadeiro imbecil, portanto. e não tem revisores de textos que leiam os artigos que estes imbecis publicam.
  • Está a ser capturado hostilmente por infiltrados comunistas e bloquistas, como o resto da mérdia (grafia intencional!) portuguesa.

No fundo, ou o Observador está a ser capturado hostilmente ou então está a pravdizar-se (palavra intencional), dando a verdade do Partido.  As moscas apanham-se com mel e há quem pense que os conservadores podem tornar-se tolerantes ao esquerdeirismo, a única ideologia auto-considerada decente, mau grado nunca ter redundado senão em miséria e grilheta.

Mas então, e Marinaleda?


Marinaleda é a regra que confirma não haver exceções.   O comunismo assume autossuficiência.  Marinaleda é tudo menos auto-suficiente: acumulou dívidas de milhões de euros (atente-se que apenas em eletricidade deve 800.000).

Um artigo em El Blog Salmón, ¿Es exportable el modelo Marinaleda?, de 2012, diz claramente:

A lo que íbamos, que el camarada Sánchez Gordillo es un subversivo, un antisistema tremendo, o eso dice él. Claro que para ser un antisistema uno se queda un tanto ojiplático viendo los presupuestos del 2011 del Macondo marxista andaluz:
  • De los 4,2 millones de ingresos presupuestados, 3,3 son subvenciones. Más de un 78% de su presupuesto esta subvencionado por otras Administraciones.
  • El 36,19% de su presupuesto se va para gastos de personal, un 31% en subvenciones varias, y sólo un 17% en inversiones reales.
El Marinaleda way of life, se sustenta, por tanto, en un municipio absolutamente subsidiado por el resto de Administraciones, o lo que es lo mismo, por el resto de españoles y europeos. Alguno dirá que es común en los ayuntamientos españoles (habría que ver hasta que punto nuestros alcaldes se han cargado de competencias impropias), pero me temo que no en esos porcentajes. Y si no, echadle un vistazo a esta comparativa entre ayuntamientos teniendo en cuenta el número de vecinos.

De Marinaleda, la utopía subvencionada de un Sánchez Gordillo que gana unos 5.000 euros al mes:

El modelo Marinaleda no se puede replicar en España, puesto que el país necesitaría recibir subvenciones del extranjero por un valor aproximado del 70% del gasto de las Administraciones, aunque es dudoso que Merkel esté dispuesta a enviarnos 327.900 millones de euros (el gasto total de las Administraciones en España es más del 43% del PIB y de aproximadamente 470.000 millones de euros).

Marinaleda sólo recauda un 32% de lo que gasta. El resto, hasta los 4,3 millones de euros de su presupuesto municipal lo recibe en subvenciones del SEPES (Servicio Público de Empleo Estatal, por el PER), de la Junta de Andalucía (la mayor parte y que casi todos los años están entre 1 y 2 millones de euros) y la Diputación Provincial de Sevilla. La succión de dinero público es una habilidad de Sánchez Gordillo para mantener su pueblo como la utopía que es, eso sí, poniendo el dinero otros en su mayor parte.

De Marinaleda - Deuda viva del Ayuntamiento a 31/12/2012:



As ao menos não há desemprego em Marinaleda


Parece que há, ao contrário do que disse o Observador.  De El paro baja un 12.90 % durante ABRIL ( 2015 ) en MARINALEDA:

Desemprego em Marinaleda, de 2008 a 2015

O que podemos aprender disto?



É fácil governar quando há dinheiro dos outros, através de subvenções e de dívidas.  Este é o modelo da escola económica Galamba-Costa-Sócrates, que a estes dias serão propostos ao Prémio Nobel da Prodigalidade.

Nota: o filho pródigo acabou a chafurdar com os porcos, e teve de ser salvo uma vez mais pelo paizinho rico.

Quanto ao Observador, se em menos de 20 minutos pude chegar a todos esses dados, execro desde já esse jornal.  Para Pravda em Portugal bastam-me todos os outros.

É tempo de haver um jornal verdadeiramente conservador e liberal em Portugal, sem complexos de querer ser de esquerda.  Estou disposto a contribuir com artigos, pelo menos bem investigados.


sexta-feira, 29 de maio de 2015

Verão Vermelho, a série infanto-juvenil do outro lado do pântano


Está a preparar-se um Verão Quente nos Estados Unidos.  Os gangs de minorias étnicas impronunciáveis estão a matar-se uns aos outros em Nova Iorque (onde a taxa de homicídios aumentou 15% num trimestre) e em Baltimore.

http://www.myfoxny.com/story/29184607/nypd-gangs-shootings
Homicídios em Baltimore

Em Baltimore, os polícias são confrontados com multidões que os cercam, após serem chamados para incidentes.  As crianças têm medo de ir para a escola.  A sua excrescência reverendo Al Sharpton continua a sua gesta pela revolução violenta em Cleveland, Ohio, onde até ao momento há segurança e harmonia entre os habitantes.

Et tu, Soros?

Se prometes pagas, Soros

O movimento Black Lives Matter, que anda por detrás das revoltas raciais nos Estados Unidos, tem um benemérito inesperado: George Soros.  Esta coisa seria desinformação se as organizações custeadas direta e abertamente por Soros não tivessem sido assediadas por dezenas de manifestantes violentos, exigindo o dinheiro que organizações como a MORE lhes havia prometido pela organização de protestos violentos.

Ao que parece, o Soros não é de boas contas para os seus manifestantes

No Twitter, os que foram enganados pelo Soros criaram uma hashtag, #cutthecheck, para protestar pelo não-pagamento do seu papel nos protestos violentos.  Esta é a prova do envolvimento de Soros, um dos próximos de Obama, nestas revoltas.


Pois: zangam-se as comadres e sabem-se as verdades.

E a Europa?


Esperem o mesmo em França, onde os Autogrill aparecem de tempos em tempos.  A islamotralha, de que felizmente Portugal tem estado live, quer e vai fazer ondas em França.  Temos a boa fortuna de ter uma comunidade islâmica decente.  Mas mesmo aqui ao lado, em Espanha, a situação já não é essa.

Creio que teremos na Europa Central um verão quente, situação que se agravará até ao momento em que a Rússia se movimente então como libertadora e invada o espaço europeu.  Os russos nunca avançarão antes de serem vistos como libertadores.

Então porque é que os ricos 1% financiam o socialismo?

Comunistas em Ferguson, revoltas com dinheiro de Soros

Ninguém financia o seu inimigo a não ser que seja um doido varrido.  Ora, o Soros é tudo menos um doido varrido.  Se ele financia as revoltas raciais e socialistas é porque tem algo a ganhar com isso.

E o que será?  Ou é o aumento das suas propriedades (e é por isso que a Mota-Engil gosta tanto do PS, pelos negócios chorudos) ou então é pela imunidade.  A imunidade prometida vale mais que ouro.  Estar de um percebido «lado certo da história» quando a economia destrambelhar e as fortunas forem nacionalizadas é a garantia de que sairão por entre os pingos de chuva debaixo da borrasca sem se molhar muito.

E é a Rússia que está por detrás destas revoltas?


Numa palavra: não.  A Rússia já não é comunista e o socialismo não é muito benquisto por esses lados.  O movimento comunista virou-se de uma vez para a Europa e infiltra a União Europeia.  A ponto de eu e de alguns como eu a chamarem a EURSS.

Voltarei a este assunto mais tarde.  Mas como uma imagem vale mil palavras, apresento algumas.  E um vídeo.

Publicação da Comissão Europeia.  Note-se a «religião» comunista a encimar a estrela.
Burocracia nas duas uniões.


Um vídeo de Vladimir Boukovski, dissidente da União Soviética e antigo prisioneiro político:

A carraça adora o cão, mas não é correspondida





Será que esta Costa não aprende?

O Costa aposta na falta de memória dos portugueses. Pensa ter feito uma aposta certa. Os portugueses estão sequiosos de quem lhes prometa um destino grandioso.  Estão dispostos a ser enganados, pensa ele.  E lá está a carraça a aproveitar a oportunidade.

O Passos Coelho podia ter dado nova forma ao Estado (é isso que está na base da palavra reformar). Mas não reformou. O Estado continua o mesmo gordo, com a mesma forma carraçal, e é o maior parasita em terras portuguesas. E longe de ter sido refreado, quer entrar em tudo: nas nossas vidas, na casa, e, como relatei anteriormente, até na horta.

O Partido Socialista é responsável por mais de 100% da nossa dívida. Parece um contrassenso, mas temos de nos lembrar que, segundo as séries, nos tempos de Cavaco Silva e de Durão Barroso pagámos dívida em vez de a contrair.  A dívida pública é PS, tem chancela PS e dá um novo sentido à espécie que tem sede no Largo do Rato.

A verdade é esta: com o Costa perderemos o resto da nossa liberdade, aquela que ainda restar depois dos consulados Sócrates e Coelho (ou Assunção Cristas). É bom lembrar isto: para uma carraça, o cão foi feito por Deus para o benefício supremo da carracidade. Para um socialista, um cidadão, levado à sua mínima expressão de contribuinte, existe apenas para manter o socialista no poder e lhe encher o tacho de pitança.Se o caro leitor não for socialista apitançado será dos que terá de disponibilizar a pitança.

O que fez António Costa fora da política? E já agora, o que tem ele a mostrar dentro da política? Buracos nas estradas, bailout do Estado Central, conúbios suspeitos com empresas de construção civil, tarifas municipais sobre o consumo de água em flecha e, quando tudo o resto falha, até quem passa por Lisboa tem que pagar taxa.

O que quer o Costa fazer pelo país? Bom, quer baixar a TSU, mas não se compromete. Promete não subir impostos, mas não se compromete. Quer devolver os subsídios aos destrabalhadores da função pública, mas não se compromete, já começando a abrir vias de incumprimento. Aclama o estudo dos ditos sábios (este fim de semana irei incensar esse tal estudo sonso!), mas afinal não é a Bíblia. Logo, não se compromete.

Compromete-se a navegar contra o FMI (mas só naquilo que o FMI também esteja de acordo, senão leva uma negaça de empréstimo que o levará a holandizar-se como fez o Renzi, o Hollande e o Tsipras está em vias de fazer). Compromete-se a restaurar o orgulho nacional. Compromete-se a não deixar cair o setor da construção — porque será?  Compromete-se a governar para as pessoas.  Alguém me diz o que é «restaurar orgulho nacional», «navegar contra o FMI», «governar para as pessoas»?  Isso come-se ou é um bibelô?
No fundo, Costa compromete-se a não se comprometer em qualquer coisa que seja concreta e a não concretizar qualquer coisa que seja abstrata, abstraindo-se de tudo o que seja compromisso. De chavão em chavão, lá nos vai dizendo a verdade, e essa é que nem bom para mentir ele é.

Alguém vai mesmo votar nessa carraça?

Costa e aquela abébia mal-falante do Sampaio da Nóvoa estão um para o outro.  Cheios de chavões e de retórica redonda, comprometem-se em nada e prometem tudo.

Eu adorava fazer uma entrevista ao António Costa.  Ficava em aposta como acabaria e em quanto tempo: até que ele 1) saísse em pânico, 2) fingisse indignação ou 3) desatasse em choro.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

O Syriza aponta o caminho a seguir, disse o Costa

Ontem sairam mais 300 milhões de euros de depósitos dos bancos gregos. Se o Syriza aponta o caminho a seguir, peço ao Costa que vá sem mim, que eu vou por outro lado.

Agora a sério: alguém pensa votar nessa batata podre do Costa?

Nabos a tratar das couves dá em tomatada.

Compra e venda? Só com registo.

Do blogue (excelente blogue) Viriatos da Economia fui avisado de mais uma das manigâncias do governo mais liberal desde Dom Afonso Henriques, ou mesmo de Dom Garcia — o primeiro a intitular-se Rei de Portugal. O artigo chama-se muito a propósito Livre Mercado em Portugal e cita uma notícia do Diário de Notícias: Vender artesanato ou produtos agrícolas sem licença vai dar multa que pode chegar aos 25.000 euros.

Viva o Pesadelo Português, e nem esse vem de graça

Se o título da notícia diz muito, o conteúdo é assustador. Citando da notícia:

Vender artesanato ou produtos agrícolas num mercado local sem licença ou registo vai dar direito a uma multa que pode variar entre 500 e 25.000 euros, segundo a legislação que regula os mercados locais de produtores.

Pergunta minha: porque é que tem que haver licença ou registo para vender, se o comprador e o vendedor estiverem de acordo? O Estado é como o cão que se mete na cama do casal quando estes estão quase a consumar e que se recusa a sair.

Além de os produtores cuja atividade agrícola, pecuária, agroalimentar ou artesanal não esteja "devidamente licenciada ou registada, de acordo com a legislação aplicável", ficarem sujeitos a multas, passa igualmente a ser considerada uma contraordenação a instalação de um mercado local de produtores, por entidades privadas, sem comunicação prévia ao Balcão do Empreendedor.

Dois ou três produtores que produzem na horta atrás da casa têm de se registar e de pagar as respetivas taxinhas. Mas há mais: se o Pedro, o Francisco e o José decidirem montar uma banquinha na vila e vender os produtos que fazem, têm de dar conhecimento (e pagar a respetiva taxinha) ao Balcão do Empreendedor. Agora pergunto eu: balcão de quê!!? Um empreendedor não precisa do Sovkhoz, digo, da cooperativa de produtores, digo, dos aboletados do Estado para fazer os seus negócios. Um vendedor vende o que tem. Um comprador compra livremente o que precisa. O Estado é, mais uma vez, o cão incómodo. O casal deve, se quer fazer o que faz, meter o cão no lugar certo, no quintal.

Atenção, taxas a vir!

Quer produzir e vender? Pense duas vezes e dedique-se ao Sudoku.

Também a venda de produtos agrícolas que não sejam provenientes da própria exploração ou da produção local e a venda de produtos transformados que usem matérias-primas que não sejam produzidas localmente será sujeita a coimas, que podem ir dos 250 a 3.700 euros para pessoas singulares ou 1.000 a 25.000 euros para as coletivas.

Se o Pedro quiser então ir vender em Coimbra, embora produza na Covilhã, porque lá há mais pessoas que querem os seus produtos, não pode levar à boleia os produtos do José e do Francisco, a pedido destes — coisa que seria no mínimo legal. Os tipos da ASAE dirão que ele pode vender esses produtos na Covilhã, torcerão o nariz em Castelo Branco, mas deixarão passar, e farão aparecer logo o bloco de multas em Coimbra. Em Coimbra, o Pedro apenas pode vender os produtos da exploração (devidamente registada e taxada) do Pedro. Não os dos seus vizinhos José e Francisco, muito embora os possa vender na Covilhã. Assim, se calhar não lhe dá lucro ir a Coimbra e as pessoas de Coimbra que gostariam de comprar do Pedro lá terão de ir ao hipermercado.

Já voltaremos a este assunto!

A verdadeira vocação do Estado!

Os produtos transformados "devem ser produzidos em unidades licenciadas ou registadas" e os produtos artesanais "em unidades produtivas reconhecidas".

Esta é de rir à pândega. Uma mulher que faça em casa, para enganar o desemprego, tapetes bordados ou tecidos não os poderá vender num mercado (e daqui a pouco nem às vizinhas) por não ser uma unidade produtiva reconhecida, devidamente registada e taxada e, certamente, obrigada à inscrição em Segurança Social, venda muito, venda pouco ou não venda nada num mau mês.


Porquê esta lei?

O melhor de tudo é que todos os mercados locais terão de ter comunicação prévia ao Balcão do Empreendedor. Nem vou deixar demasiadas considerações sobre a inutilidade absoluta dos funcionários que estão em tal balcão. Vou apenas perguntar isto: quantas pessoas morreram de intoxicação alimentar nos últimos trinta anos em Portugal por comprarem produtos num mercado? E quantas pessoas morrem de cancro em Portugal quando — mesmo sabendo que correlação não é necessariamente causa — a share dos hipermercados é maior do que nunca? Morrem todos os anos 25.000 pessoas (não é exagero) e ainda estou para ouvir falar de 25 mortes derivadas de maus produtos agrícolas vendidos num mercado tradicional em 30 anos.

O glifosato, o ingrediente ativo do Roundup, o famoso herbicida da Monsanto, e de outros similares, é considerado «provavelmente cancerígeno» pela Food and Drug Administration nos Estados Unidos e pela Organização Mundial de Saúde. Sabemos o que quer dizer «provavelmente» no legalês corporativo: quer dizer «sabemos que sim, mas estamos a ver se a Monsanto não faz muitas ondas e nos processa». O Roundup é o herbicida mais utilizado no Mundo desde 1970, o ano em que nasci. Apenas se considerou a sua toxicidade este ano. São quatro décadas e meia de exposição da maioria da população urbana, que compra em hipermercados o que come. Os hipermercados vendem de grandes produtores que, admito que sem culpa, usaram este herbicida durante décadas.

Se é um consumidor de hortícolas em hipermercados, está lixado.

Monsanto Roundup, uma bomba ao retardador dentro de si!

A lei não é feita para proteger o consumidor. Essa é a desculpa. A lei é feita para proteger os lucros dos grandes produtores. E aumentar as receitas do Estado em taxinhas, que invariavelmente serão pagas pelo consumidor.

A verdade é que a lei cerca os produtores locais, instilando medo e desencorajando a produção em pequenas unidades de exploração. São as pequenas unidades produtivas, num oligopólio, que conseguem manter baixos os preços. Os grandes entram mais cedo ou mais tarde em cartel e são os pequenos produtores que, embora seguido geralmente os preços dos grandes, mais cedo ou mais tarde os nivelarão por baixo. Basta que os grandes se estiquem e os pequenos farão a sua mossa, baixando dez ou vinte cêntimos por quilograma.

Oligopólio, um clube magno que não é para si!

Este é o governo mais liberal de sempre? Shanta pachência!

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Guerra e Paz ou Paz para Guerra?

A campanha «dá uma razão à Rússia para te atacar» está em cheio.  Num tempo em que é preciso acalmar e andar em pezinhos de lã nestas lides militares e diplomáticas, a NATO faz um exercício com 115 aviões e uma data de navios junto à fronteira russa, na Suécia.

John Schindler é um estratega e um ex-NSA (agência de espiolhagem interna dos Estados Unidos).  Num twitter que fez muito espalhafato no dia 20 de Abril, confessou ter recebido um coup de bouche de um oficial senior da Nato:


Vou perguntar: se é verdade que estão convencidos que vai haver guerra no Verão, porque é que dão razões à Rússia para a fazer?  Porquê esta provocação?  Eu tenho uma resposta e não é agradável: a economia necessita de uma guerra urgente para esconder o colapso mais que certo do sistema financeiro.
De qualquer forma, não estou convencido de que a guerra se inicie este ano.  Penso que se iniciará em 2016, depois de um ano que se espera recorde de trigo na Rússia ter deixado o país com reservas alimentares suficientes para aguentar um ano de bloqueio económico.  E não creio que será na Europa que se iniciará a guerra, mas num outro lado do Mundo, ainda no Hemisfério Norte.

A imprensa chinesa mais nacionalista escreveu preto no branco que a guerra é inevitável se os Estados Unidos continuarem a espiolhar os recifes artificiais que estão a ser feitos pelos chineses para reclamar território marítimo do Vietname e das Filipinas.  Os chineses cobrem recifes de coral com milhares de toneladas de areia, formando ilhas (e destruindo os recifes, é claro).  Como a da imagem seguinte, nas ilhas Spratly, reclamadas pelo Vietname, outro país comunista.

A marinha chinesa tem afastado os navios de outras nações destas ilhas artificiais com canhões de água (até agora não se sabe de ter havido fogo real), e tem ameaçado os aviões dos Estados Unidos com retaliações.  As ilhas estão a cerca de 1000 Km das bases terrestres das forças armadas chinesas mais próximas, e ao alcance do novo caça, o Chengdu J 20.
O J-20 é um caça de 5ª geração, supostamente invisível ao radar e com capacidade de luta anti-navio.  É a nova aposta das forças armadas chinesas.


Além do J20, existe o Shenyang J31, o qual veio à luz no ano passado.  Ainda está em protótipo, ao que se sabe.

Shenyang J-31 (F60) at the 2014 Zhuhai Air Show.jpg

Ora, falando do que existe, nem há muitos J-20 fabricados nem se conhece com precisão a sua operacionalidade em teatros de guerra, já que nunca foram experimentados.  A China está ainda a um ano de poder fazer alguma mossa na marinha americana, cheia de porta-aviões, e é isso que me leva a crer que apenas teremos guerra no próximo ano, e lá para o meio no melhor dos casos.

Qual é o país que terá de ser neutralizado para que a China possa deslocar as suas forças para o Sudeste sem que possa ser atacada pelo Nordeste?  Se disseram Rússia estão enganados.  É o Irão.  E então ali começará a próxima guerra, mas apenas depois de a Síria ter sido neutralizada.  A Síria pode atacar Israel, e antes de que o Irão seja atacado, terá de se remover Assad do poder.
A Síria é a chave, o Irão o pavio, a China o barril de pólvora e a Rússia o seguro de vida da China.  Girem a chave, o barril explodirá, e a Rússia terá capacidade de não atacar a Europa (sim, é mesmo isto!) até que seja vista como libertadora.  A III Guerra não começará até que Assad esteja fora do poder.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Estamos bem arranjados!

Por causa de uns argumentos de Lucas Galuxo neste artigo d'O Insurgente fui tirar à Pordata uns gráficos e tratei-os.

O primeiro mostra como se portou a dívida e o PIB entre 2000 e 2012. A zona rosa é a governação (ou desgoverno) de José Sócrates. Neste intervalo, o PIB subiu até quase aos 180 mil milhões de euros, mas depois regrediu. A dívida é que não deixou de aumentar. A dívida subiu quase 80 mil milhões de euros e o PIB ficou-se, do início ao fim, por um aumento de menos de 10 mil milhões de euros. Cada euro de aumento de dívida deu um aumento de PIB de 12,5 cêntimos.

PIB e dívida pública de 2000 a 2012

O segundo gráfico mostra o rácio aumento de PIB contra aumento de dívida. A linha

Rácio ΔPIB/ΔDívida e ΔDívida

A eficácia da dívida no PIB tem vindo a descer desde 2000, consistentemente. Se virem bem o gráfico, o tempo de reação da economia portuguesa é estabelecido em 2 anos. Um engenheiro responde àquilo que muitos economistas palavreiros não respondem. Como é que sei? Reparem nas flutuações da linha verde e nos reportes em atraso de dois anos das caixas (os rácios).

Há uma anomalia. Os anos de 2006 e 2007. Caramba!, parece que o troca Tintas Quarenta e Quatro até sabia governar. Será que sabia?

Quando geria empresas, a pergunta mais importante não é «o quê». É «porquê». O quê é patente. Porquê exige perceber o que aconteceu. O que aconteceu em 2006 e 2007 que teve tanta repercussão no PIB de Portugal?

Para já, havia o atraso do efeito aumento da dívida em 2004. Está no gráfico, e tem os tais dois anos de avanço. Mas isso não explica tudo. Há qualquer coisa mais, e que não depende da dívida.

Em 2006 e 2007 construíam-se auto-estradas e estradas por todo o lado neste país. Nos Açores, no Algarve, a A17, a A24, partes da A25, o IC6 e tantas outras que não foram pagas por dívida pública. Porque o Estado não as pagou então, mas o PIB foi inflacionado por dinheiro disponibilizado às construtoras via banca — o que corresponde a uma desorçamentação na prática. São estes consumos de 2006 e 2007 que começámos a pagar em força em 2013 e que nos próximos três anos cairão a doer. Serão dois mil milhões de euros por ano de obras que não foram pagas na altura e que levaremos décadas a pagar. SCUT, Parque Escolar e Estradas de Portugal. O trinómio da desgraça. Portugal era uma festa, mas poucos se lembraram que alguém teria de arrumar a casa depois de os convidados saírem.

Só o contrato da construção da A17 foram seiscentos milhões de euros. Facilmente temos 5% do PIB na construção de tantas auto-estadas, estradas, hospitais e de um aeroporto em Beja que estava então em construção — 33 milhões de euros mais despesas de manutenção para o lixo só nessa quimera. O efeito positivo para o PIB esgotou-se na construção e hoje temos efeitos negativos de 1) pagamentos aos concessionários ou 2) despesas de manutenção e operação.

Sócrates não foi um bom governante. Foi um péssimo governante. Foi um desgoverno que estamos a pagar em juros de dívida, amortizações de dívida e compromissos para com os amigos do partido socialista. Sócrates hipotecou a minha geração, a dos meus filhos e a dos meus netos. E, mesmo não havendo pago as SCUT no momento, quase duplicou a dívida. O meu filho, que em breve se iniciará no mundo laboral, pagará toda a sua vida os desmandos de Sócrates e de Guterres. As auto-estradas onde se ouve cair um alfinete são testemunho de que os números devem ser criticados.

Por isso, Lucas Galuxo, da próxima vez que pensar em usar os números do Troca-Tintas para elogiar o campo de minas que foi a desgovernação desses dias, peço-lhe que pondere o conceito de «investimento reprodutivo». Há onde a construção tenha empolado as economias como aconteceu em Portugal. Em Espanha, na China e em outros países existem cidades fantasma. Tão fantasmas como o aeroporto de Beja e a A13.

Cidade fantasma em Espanha. Benefícios passados, custos presentes.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Norman Tabernacle Choir?

Da série Church Mice

Não pude resistir. Ainda me estou a rir.

Para quem não conhecer, este é o fabuloso Mormon Tabernacle Choir cantando o Hallelujah, de Handel:

E cantando o Hino de Batalha da República, um favorito pessoal meu:

Boa sorte para o Norman Tabernacle Choir dos Church Mice!

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Filho na tropa? Não lhe invejo a sorte.

A Finlândia envia uma carta a todos os reservistas. A Lituânia faz treinos militares simulando um ataque russo. A Rússia vende os mísseis intercetores S400 (e não a versão export), o que dá à China capacidade de conter aviões e mísseis contra o seu território.

O Japão treina reservistas.

A guerra está próxima. A Rússia está a ser provocada. Não havia necessidade, diria o Diácono Remédios. A Rússia vai responder. Não havia necessidade.

E porquê? Porque a guerra mascara a realidade económica. À conta da guerra, o tombo do sistema financeiro não será imputado aos verdadeiros culpados. Para esses haverá necessidade.