quarta-feira, 24 de junho de 2015

Ninguém é perfeito!!!

Vi ontem um vídeo de demonstração do novo tanque russo, o T-14 "Armata".  Uma obra prima da engenharia.  Com torre automatizada.  Fantástico.  Deixa os Leopard alemães ou os Ahbrams M1 estadunidenses a milhas.
T-14 Armata

Nem imagino como é que os engenheiros russos que fizeram aquele maravilha deixaram passar um simples ponto de falha (quem vir o vídeo com olhos de ver nota-o à primeira) que acaba por reduzir a velocidade do tanque à velocidade da infantaria que terá forçosamente de o acompanhar e defender.  Porque qualquer inimigo, munido apenas de uma barra de ferro ou de duas mãos cheias de brita imobiliza a torre desse tanque.  Isso na prática constitui deixá-lo vulnerável aos tanques inimigos, pois teria de virar a torre através da rotação do tanque pelas lagartas.  Isso é lento e nem sempre se pode fazer.  Os Leopard e os Abrahms não têm esse erro, nem o tem, pelo que pude ver, o novo tanque turco.  Neste aspecto, o Armata é mesmo uma regressão em relação ao já vetusto T-72, o emblemático tanque soviético da guerra do Afeganistão.

Ninguém é perfeito.  Tenho a certeza de que os russos, que de burros não têm nada, já devem ter notado e corrigido o erro daquele que, para todos os efeitos, é o carro de combate mais poderoso do Mundo.  Até lá, eu teria muito cuidado de não o usar no deserto, sob tempestades de areia.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Ai o Prémio Nobel da Paz dos Tolos



Global Peace Index report: ‘World is less peaceful today than in 2008′

Segundo o Breitbart Report, o Global Peace Index Report, que analisa 23 indicadores que espelham paz (ausência de violência ou de medo de violência) conclui que o Mundo tem menos paz em 2015 que em 2008.

Quanto dessa guerra terá a ver com o corrente inquilino da Casa Branca!  O tal que foi uma outra esperança, da esquerda radical à direita escarralhada portuguesa aqui em terras lusas.

Aceitaram a fraude que tirou o assento presidencial a Mitt Romney, um terrível homem de negócios que tinha a mania de salvar empresas, eventos e estados à beira da falência?  Pois atenham-se com a "Esperança e Mudança"!

Em breve até Portugal estará em guerra, desta vez para os lados da fronteira oriental polaca e lituana, com quem temos acordos de defesa mútua.  Aposto no segundo semestre de 2016, mas especialistas como Joel Skousen acham que a guerra apenas virá na próxima década.

Querem saber onde a guerra nuclear começará?  Olhem para a imagem.  Quando?  Quando eles bombardearem Seul, a menos de 40 Km da fronteira.

sábado, 13 de junho de 2015

O seu dinheiro está seguro num banco? Depende do banco.

Bail-in ou bail-out: a mesma pessoa, o mesmo resultado, bolsos duferentes

Fui alertado hoje para um artigo da Reuters publicado no dia 28 de Maio, do qual não me tinha apercebido.  Ei-lo: EU regulators tell 11 countries to adopt bank bail-in rules.

No artigo, a União deu à França, à Itália e a nove países, nos quais já não estamos incluídos, ordem para emitir legislação que impeça o Estado de ir em resgate de bancos falidos sem que antes os seua accionistas  e depositantes sejam chamados à perna.  É isto que se chama bail-in.

Não sou contra esta legislação, mas atento no prazo: se em dois meses os países não tiverem aprovado essa legislação, a União avança para os tribunais.  Porquê dois meses, um prazo tão curto?  Como dizia o Seguro de distante memória sobre outro assunto: qual é a pressa?

Será que sabem alguma coisa que eu não sei?


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Por demanda popular, faço alguns esclarecimentos para o público que não pesca muito de economia e anda confuso com o jargão economês que os desentendidos na não-ciência económica debitam nas televisões.  Felizmente sou engenheiro, e por isso posso explicar estes conceitos como um economista nunca faria.

Qual é então a diferença entre um bail-out e um bail-in?

Um bail-out (podemos traduzir como um resgate externo) é a recapitalização do banco (ou de um país ou empresa) através de fontes externas.  A recapitalização pode ser feita através de outros bancos ou, como no caso BPN e no caso dos maiores bancos europeus que estiveram nessa situação, através de dinheiro dos contribuintes.  Quando vários países vireram em auxílio de Portugal tivémos um bail-out, pois o dinheiro veio de fora.

 

Um bail-in (um resgate interno) é a recapitalização através de fontes internas: acionistas e depositantes.  Neste caso, os acionistas terão de arcar com parte do montante necessário para que o banco cumpra os seus compromissos e, quando isso falhe, vai-se buscar aos depósitos.


 

Mas, então, o que é o pior?  Bail-out ou bail-in?

Depende.  Se for cliente de um banco, preferirá de longe um bail-out, já que o dinheiro vem de fora.  Se for contribuinte preferirá um bail-in, pois em caso contrário o dinheiro é seu, mesmo que não tenha nada que ver com o banco.

Numa perspetiva libertária, o bail-in é mais justo.  Isso implica que os depositantes tenham o trabalho de ver e julgar a situação financeira do banco onde desejam depositar o seu dinheiro e de ponderar se não será mais seguro meter o dinheiro em um outro banco, mesmo se este propuser taxas menores.

E se eu tiver empréstimo num banco?  Safo-me no caso de falência?

Não.  As dívidas ao banco são sempre transferidas para outras instituições.  Deixa, por exemplo, de dever ao BES e passa a dever ao Novo Banco, que foi criado exatamente para ficar com as dívidas.

O Restate ao BPN foi claramente um bail-out.  E o restate ao BES?

O resgate ao BES foi muito complexo.  Foi na maior parte bail-in, e esperemos que não venha a ser um bail-out.

O que se fez no BES foi isto: partiu-se o banco em dois e separou-se a parte que era do Grupo Espírito Santo (a parte que estava falida) do resto do banco.  O Grupo Espírito Santo, as participações e depósitos da família Espírito Santo e o papel comercial associado ficaram no que se chamou um banco mau.  Os depósitos dos restantes clientes do banco e os empréstimos e os ativos corpóreos do banco, como agências e balcões, foram transferidos para um novo banco, a que se chamou Novo Banco.  (Ó que surpresa!)  Isto é um bail-in.

O Novo Banco, recapitalizado com dinheiro do Fundo de Garantia Bancária, logo dos contribuintes, uma parte claramente bail-out, será eventualmente vendido e o dinheiro da venda usado para restituir o dinheiro dos contribuintes que proveio nesse fundo.  Provavelmente o valor da venda cobrirá o que o fundo disponibilizou para o bail-out do BES e, no fim de contas, o bail-out será nulo.  Se esse valor de venda for inferior, então haverá bail-out.

A solução para o BES foi muito melhor conseguida do que a que Sócrates gizou para o BPN.  E muito mais justa.  Até agora o Novo Banco não tocou nos depósitos dos que nele confiaram, e creio que não tem razões para o fazer.  Quanto ao papel comercial, quem não sabe ler balanços não deve investir em bolsa ou em obrigações.

O bail-out do BPN e do BPP, duas instituições pequenas, custaram quase uma dezena de milhar de milhões de euros ao Estado, isto é aos contribuintes.  O bail-out do BES, um gigante bancário em Portugal, está balizada pelos 4,9 mil milhões de euros.  E, caso a venda se dê por esse valor, não terá custado nada aos contribuintes.

Mas então o Estado não deveria ter nacionalizado a banca?

Se quiser perder dinheiro ano após ano.  Quando a banca era nacionalizada, na primeira década dos anoa 80, dava sempre prejuízo.

Empresas públicas com prejuízo não vão à falência por falta de dinheiro.  O dinheiro é o seu, caro contribuinte!

sexta-feira, 12 de junho de 2015

É gratuito demais para se comprar!



Quando nos dão alguma coisa de graça, desconfia-se do negócio.


Image result for eu cartoonA única coisa boa que a União Europeia trouxe em trinta anos de adesão foi o comércio livre e o fim das fronteiras. Por uns meses trabalhei enquanto jovem num despachante oficial e sei o que era necessário antes para importar/exportar de Espanha, mesmo ali ao lado.  Uma carrada de burrocracia s taxas e taxinhas sem sentido.

Os subsídios foram a pior parte do negócio. Digo isto sem problemas, mesmo sabendo que vou ter umas bocas abertas de incredulidade da parte dos meus leitores.  Os subsídios distorceram a nossa economia, tornando-a desnecessariamente ineficiente.  Foram um mau negócio.  E embora não possa elencar todas as razões para essa provocação indico algumas:
  • Desconstrução civil e obras impúdicas a 10% do PIB.
  • Parques não-industriais comprados a 1 escudo por metro quadrado pelos amigos do despresidente da câmara e posto à venda nessa mesma tarde a cem vezes mais em imobiliárias.
  • Rotundas e rotundinhas, com a ubíqua desculpa de que se tem de aproveitar os fundos comunitários.  Nalgumas há estátuas de mau gosto da autoria da prima da vizinha do irmão do presidente de câmara.
  • Centros de congresso, auditórios e salas, invariavelmente subutilizadas (para usar o enfermismo eufemístico).  E sempre nomeadas in causa propria e em nome próprio pelo despresidente de câmara ou de junta de freguesia que aproveitou os tais fundos comunitários.
  • Estradas de nenhures para lado nenhum, porque se tinha de aproveitar os fundos comunitários e apenas por isso.
  • Formação não-ministrada, desadequada ou simplesmente fraudulenta, porque se tinha de aproveitar os fundos comunitários, sendo que formar a mão de obra não era um objetivo.  Ou isso ou falhou rotundamente.
  • Um hospital concreto com uma máquina de TAC de cento e cinquental mil contos que existiu e eu vi e cheguei a tentar arrancar, comprada porque havia que aproveitar fundos comunitários, e encaixotada porque não havia no momento fundos disponíveis para levar uma pessoa em formação à Alemanha (mil e quinhentos contos no total).
  • Legislação tão estúpida que faz dó, exarada pelos incumbentes para se proteger dos insurgentes.  É por isso que continuamos a ter quatro canais de televisão em sinal aberto e que certas empresas fecham ou fogem de Portugal.
Mas o pior de tudo nem é o precedente.  Isso teremos de pagar no futuro, mas podemos não repetir.  O pior da nossa subsidiodependência é o que se segue:
  1. Crescimento desmesurado do Estado, que estamos a pagar todos os anos em défice;
  2. Crescimento desmesurado da dívida, por causa da comparticipação nacional.  Que estamos a pagar e pagaremos no futuro até ao tempo dos nossos netos;
  3. (E esta eu conheço bem) Emperresários que não perguntam «há mercado?» mas «há subsídios?».  E que não fazem investimento algum, por mais pertinente que seja, se não houver «subsídios» [repare que ninguém lhe chama «apoios»].  Mesmo que sejam maus investimentos, fazem-se, desde que haja subsídios para eles, e muitas empresas foram ao charco por isso.
  4. Não há crédito bancário para empresários que não tenham apoios europeus.  Os apoios servem, na prática, para os bancos minorarem as perdas de liquidação da empresa em caso de falha.  É claro que assim só arrancam empresas para as quais há subsídios disponíveis, mesmo se sem mercados e condenadas a falhar.
  5. E, pior que tudo, demasiado dinheiro nas mãos de políticos para distribuir pelos programas que os seus financiadores e amigos sugerem.
Balanço da nossa integração: Claramente positivo.  O comércio livre desenvolveu o nosso país como nunca na sua história.  Caminho a seguir e a explorar com outros países, mesmo se à revelia da União Europeia --- por exemplo, fazendo um tratado informal com a Rússia, a Índia e a China à la acordo de cavalheiros.

Correcções a fazer: diga-se a Bruxelas que subsidie ou apoie outras economias, recusando o presente envenenado.  E troque-se os ditos apoios por quota zero, para nao apoiar mais o Parrelamento Ôropeu e as viagens de turismo em executiva dos nossos turbopolíticos.

Um veneno que se nos dá de graça ainda assim é um veneno.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

O TTIP pode ter 800 páginas! Comércio livre?

Acabo de saber por boa fonte que o TPP (Trans Pacific Partnetship), o tratado semelhante ao TTIP tem 800 páginas.  Não é um erro.  São mesmo oitocentas páginas.

O TTIP (Transatlantic Trade and Investment Partnership, a assinar entre a União Europeia e os Estados Unidos) não deve fugir muito a isso, infiro eu.

É preciso tanta coisa para um tratado de comércio livre?  O que é que está escondido no meio desse catarpácio?  Porque é que não deixam os eleitores ler e se preoninciar sobre esse tratado?  Umas centenas de milhar de olhos de especialistas a mais sobre o texto do tratado só poderia fazer bem.

E eu ficaria muito mais descansado.

Conservadores cada vez mais vocais contra Obama

Image result for fillon pmEis François Fillon, primeiro ministro da França pela UMP (Union pour un mouvement populaire, ou, como se dizia antes Union pour la majorité présidentielle.  O Sr. Fillon foi primeiro-ministro da França entre 2007 e 2012.  Portanto, de memória recente e tem de conhecer bem o que nos levou até ao ponto em que estamos hoje.  Não pode ser acusado de ser um perigoso esquerdista ou comunista.

Numa numa entrevista à BFMTV, ontem, dia 10 de Junho, François Fillon foi muito crítico da política de sujeição da Europa aos interesses dos Estados Unidos de Obama.  Diz claramente que Obama está a atirar a Europa a uma cruzada contra a Rússia.  Acusa claramente os Estados Unidos de destruir a Europa.

Veja-se a partir do 18º minuto.

Diz mais: que Washington implanta políticas extremamente perigosas no Médio Oriente e espera que os estados europeus concordem com ela.  E que está a pressionar Berlim para que esta se renda à Grécia e busque um compromisso.

A conclusão de Fillon é esta: a Europa não é independente e é necessário ter um debate para saber como reganhar essa independência.  É por isso que Fillon se manifesta contra o TTIP na sua presente forma.

Porque é que os conservadores se estão a afastar dos Estados Unidos?

Sendo eu um conservador, opino que é porque os Estados Unidos de Obama não são os Estados Unidos de Reagan.  Obama não é um democrata, o que é evidenciado pelo seu pedido de impugnação pelos tribunais de uma lei que ele mesmo havia assinado apenas três horas antes e que no fundo cortava severamente o programa de espionagem interna da National Security Agency.  Obrigado a assinar uma lei votada pelas duas câmaras, faz os possíveis por a atirar ao lixo na secretaria, adiando-a seis meses.  Isto não é coisa de um democrata e que joga democraticamente.  É coisa de um autocrata, como Pinochet ou Maduro ou Castro.

Pinochet e Castro não tinham as forças armadas mais poderosas do planeta.  Isso não impediu Castro de mandar as forças armadas cubanas para Angola (onde espoliaram os bens deixados pelos portugueses e os encaixotaram e os enviaram para Cuba).  Pinochet não fez parte dos que usaram as suas forças armadas fora do país.  O número de vítimas políticas também é muito diferente: 100.000 mortos em Cuba e menos de 3.000 no Chile.  Mas no essencial tratavam-se de autocratas.

Obama tem as forças armadas mais poderosas do planeta e acha que pode sujeitar a Europa à sujeição.  E até pode.  Não temos armas nucleares em quantidade suficiente para dizer aos Estados Unidos chega!  O nosso aliado natural seria quem tem mais do que os Estados Unidos, e que até está a tornar-se conservador e cristão.  A Rússia.

O antiamericanismo é a solução?

Eu sei que os Estados Unidos de Obama são muito diferentes dos Estados Unidos que eram o arsenal da democracia e o último bastião da liberdade.  E que a situação se precipitou desde os últimos anos, desde que o Amero-Queniano foi eleito numa eleição suspeita e reeleito numa eleição claramente fraudulenta.  Mas foi ele ou a tendência vem de trás?

Vem claramente de trás.  Começou em Clinton, o homem que começou uma guerra na Europa por causa de andar a fazer bicos na Casa Branca e para sujeitar o Euro.  Piorou em George W. Bush depois do 11 de Setembro, com as guerras do Iraque e do Afeganistão.  E destrambelhou em Obama, um desastre para o Mundo.

Não admira que Obama seja o candidato natural e aclamando do PC-USA, o Partido Comunista lá do sítio.

O antiamericanismo não é a solução.  Os Estados Unidos têm de considerar-se parceiros e não donos da Europa, mas a Europa não pode dar-se ao luxo de ignorar que Obama sai do poder em Janeiro de 2017, após as eleições de 2016.   Talvez o próximo presidente não tenha uma agenda que agrade tanto ao PC-USA.  Devemos entrementes dizer claramente que colaboraremos com os Estados Unidos comercialmente, mas não de outro modo.  E devemos dizer o mesmo à Rússia, contabalançando o poder.  Contra um bully, outro mais forte.

Levantar as sanções à Rússia unilateral e subitamente seria um excelente sinal para a Rússia, e um sinal ainda mais forte para os Estados Unidos Obamescos.  E ainda ganhávamos uns cobres no entretanto.