quinta-feira, 9 de julho de 2015

Morra aos 70. Não fica cá a fazer nada. Dizem os democrápulas.



Um sistema público e universal de pensões e de saúde mais cedo ou mais tarde terá de dar nisto: na limitação de vida das pessoas.  O que os democrápulas americanos chamam «aconselhamento de fim de vida» é mesmo isso: aconselhar as pessoas que já estão a tornar-se um peso no sistema (e que tendem a ter juízo e a votar conservador) a abdicar da sua vida e a deixarem-se matar.

Que ideia exagerada, painéis de morte!

Não há nenhum sistema público de saúde ou de pensões que não venha a ser arrebentado por dentro pelo hábito persistente de as pessoas se deixarem viver mais anos na vã esperança de que os seus netos se resolvam a sair da casa dos pais e a constituir família antes do aparecimento das primeiras rugas neles.

Como as mulheres portuguesas não querem ter filhos (e não me venham com essa do não podem ou do teriam se...), o sistema de segurança social teria cinco anos a funcionar.  Teria se a guerra não viesse entretanto, como estou convencido de que virá.

No fundo isto funciona assim: damos a todos um sistema de saúde público mas!, e lá vem o mas, com a limitação de recursos apenas os que se acharem em boas condições para viver terão os necessários cuidados médicos para defender a sua vida.  Fora os velhos, os deficientes, os doentes crónicos!  Custam mais do que metem no sistema, fora com eles.  A menos, é claro!, que sejam, sei lá, primos de um político importante ou mesmo o político importante.  A esses há que dar merecidos reconhecimentos.

E os opositores políticos e os que não admirarem a belíssima gestão dos democratas americanos que tantos casos exemplares tem, como Detroit, Baltimore, Chicago, a Califórnia e Ferguson.

Mas em Portugal já há muito que temos um serviço público de saúde!

Não é estranho que os políticos socialistas, que tanto defendem o serviço público e o ÉsseÉneÉsse, vão todos ou tratar-se ou morrer aos hospitais privados?

Partido Socialista, pior que frei Frei Tomás: vê bem o que ele diz, e verás o que não faz.

Não lhe parece estranho que todos os funcionários públicos vão, ao abrigo da ADSE, tratar-se no privado?  Não deveriam, sei lá, tratar-se no público?  Não faria mais sentido?

Quando em casa de ferreiro há espeto de pau...