quinta-feira, 2 de julho de 2015

Vale tudo para ajudar, digo, combater o terrorismo

O Ocidente já não sabe o que fazer para provocar uma guerra com a Rússia, para encobrir o empurrar para a frente com a barriga que está a fazer ao ligar as impressoras de dinheiro.

Se queres paz, prepara a guerra.  Se queres guerra, finge-te invencível.


A Rússia não anda recomendável por estes dias, mas a culpa é nossa, do Ocidente.  A Rússia e a China estão a preparar-se para uma guerra que sabem inevitável.  Entretanto por cá andamos a patrocinar uns gajos do Estado Islâmico para justificar uma guerra ao terrorismo.

Nem Portugal Escapou.  A nossa ministra da Cagança de Justiça, a dótôra Paula Teixeira da Cruz, já andou com o da Administração da Caserna a fazer leis contra o terrorismo.  Dizem eles que são contra o terrorismo, mas, caro leitor, um dia até um de nós será considerado terrorista.  Como o terrorismo é um rótulo indefinível e propositadamente deixado em aberto, tempo virá em que, meus caros, todos seremos terroristas por criticarmos o governo, ou a União Europeia, ou o Santo Obama, ou o belicismo da NATO, ou o casamento homossexual ou a Sagrada Constituição da República Platanense Lusitana.

Disse um francês, creio que Bastiat, que para sabermos quem manda em nós é só preciso enumerar quem nos é proibido criticar.

Bomba suja lava mais branco.

Vem isto a propósito de um congressista americano andar a dizer que andam todos por lá com medo de uma bomba suja (bomba de urânio empobrecido que torna uma zona de cerca de 5 km de raio inabitável por uns meses), bomba essa que seria a maneira de os terroristas se juntarem às festas do 4 de Julho, o dia da independência dos Estados Unidos --- e a festa da Cidade de Coimbra.


Então o que é que faz o FBI?  Abre 56 postos de controlo por todos os Estados Unidos, desloca milhares de homens e anda numa caça cega a sabe-se lá o quê.  A minha perspetiva é que nem há bomba suja nem o exercício é mais do que uma grande invectiva ou investida lançada contra os conservadores cristãos que fizeram os Estados Unidos grande, mas que de repente são malquistos na sua própria terra.

Vai-se passar o 4 de Julho, vai haver um pequeno atentado algures, provavelmente em Chicago, para eu ganhar uma aposta.  Vai-se culpar a malta de sempre ou arranja-se outra para culpar.  E no fim o FBI vai dizer que afinal conseguiu à undécima hora apanhar os meliantes, como na série de televisão chamada 24, com fanfarra triunfal que nos sabe a uma ovação com pífaros.

No interim, gasta-se dinheiro como se não houvesse amanhã.  E provavelmente não haverá amanhã.  Não um amanhã como hoje.

O Ocidente farta-se de provocar a Rússia.  Não se queixe quando a Rússia e a China, de surpresa, ditarem o fim do Ocidente.  Não faltam avisos.  Falta juízo, e muito, da parte de cá.